Lendo o recém lançado livro de Gyomay Kubose, O Centro Dentro De Nós, pelas Edições Nalanda é um oásis de sabedoria simples e direta como os ensinamentos Terra Pura o são. Linguagem muito simples, muito direta, como dita por um amigo, por um bom companheiro, por um aliado de caminho.
Em um dos textos, sensei Kubose diz que conhecimento sem objetivo é uma tremenda perda de tempo; conhecimento sem prática não serve para nada. Adicionaria que conhecimento sem prática só serve para encher a prateleira de livros e citando sensei Gustavo Pinto, "quem mais devora livros são as traças".
Vejo e me incluo na imensa guilda budista ocidental que busca "conhecimento", "mestres realizados", "provas irrefutáveis da Verdade", ou ainda que citam escrituras como tabuada tomada por nossos pais e professores.
Ora, ora... pratiquemos, coloquemos em marcha o pouquinho que aprendemos, porque o conhecimento de Buda é muito maior que nossa compreensão limitada. Aprendamos um pouco e este pouco seja internalizado e posto em prática para que não acumule poeira na estante.
"O Budismo é a vida de todos os dias."
Namo Amida Butsu!
Por isso esse blog possui esse nome... Jigoku No Sora,
o Teto do Inferno
"Esse eu insensato, que tem tão pouca chance de salvação, é totalmente incapaz de resistir a desejos intensos e comprometimentos, a essa sucessão de dias e noites, inegavelmente reais, passada sob o constante tormento das ilusões monstruosas; isso é o inferno." - Hiroyuki Itsuki
6 de julho de 2009
4 de maio de 2009
Gripe Suína e Susan Boyle
Parecem coisas totalmente distintas mas os assuntos foram levantados na última reunião de nosso grupo de estudos. Estávamos falando que a gripe suína, embora negativa, é uma grande demonstração de interdependência dos seres, pois um vírus mutante atinge em questão de horas pessoas no México e depois na Austrália. De um modo bizarro estamos lidando com essa interdependência de uma forma atroz, ainda que não sabemos direito com o que estamos lidando e o quanto grave essa pandemia pode ser. Me lembro do ebóla e da gripe aviária. O que aconteceu com essas doenças? Sumiram? Não íam dizimar a espécie humana? Sei lá...
Mas, e Susan Boyle, como entra nessa história?
Bem, a Nancy sugeriu que o fenômeno Susan Boyle seria uma maneira positiva de se demonstrar essa interdependência, pois uma pessoa humilde, simples, sem qualquer dote físico que a sociedade do mundo classificaria como aceitável, sem qualquer idéia do que a moda corrente dita e com uma voz de abalar os alicerces de qualquer show da Broadway, tem levado alegria para pessoas comuns, também sem tais dotes, fazendo com que elas se sintam valorizadas e menos ridicularizadas. Seus algozes agora tem que lidar com essa mulher escocesa com voz de trovão se colocando de paladina dos menos dotados de beleza mas que escondem grandes talentos.
Susan Boyle é simples e determinada, entrou em um programa de maneira descontraída, quase certa de sua desclassificação iminente e talvez por isso é que tenha sido tão arrebatadora. É como um duelo de samurais no qual um sabe que vai perder e demonstra a tranquilidade dos sábios, sendo que seu oponente, vasculhando o ser adversário tenta encontrar um fio de medo, de hesitação e não encontrando, joga sua espada ao chão, rendendo-se. O público e os jurados tiveram que jogar suas espadas ao chão e fazerem uma profunda reverência à Susan depois de interpretar sua música extraída da peça Le Miserables.
A interdependência não falha, não tarda e está explícita em tudo que fazemos. Já dizia Buda e Einstein!
Namo Amida Butsu
Mas, e Susan Boyle, como entra nessa história?
Bem, a Nancy sugeriu que o fenômeno Susan Boyle seria uma maneira positiva de se demonstrar essa interdependência, pois uma pessoa humilde, simples, sem qualquer dote físico que a sociedade do mundo classificaria como aceitável, sem qualquer idéia do que a moda corrente dita e com uma voz de abalar os alicerces de qualquer show da Broadway, tem levado alegria para pessoas comuns, também sem tais dotes, fazendo com que elas se sintam valorizadas e menos ridicularizadas. Seus algozes agora tem que lidar com essa mulher escocesa com voz de trovão se colocando de paladina dos menos dotados de beleza mas que escondem grandes talentos.
Susan Boyle é simples e determinada, entrou em um programa de maneira descontraída, quase certa de sua desclassificação iminente e talvez por isso é que tenha sido tão arrebatadora. É como um duelo de samurais no qual um sabe que vai perder e demonstra a tranquilidade dos sábios, sendo que seu oponente, vasculhando o ser adversário tenta encontrar um fio de medo, de hesitação e não encontrando, joga sua espada ao chão, rendendo-se. O público e os jurados tiveram que jogar suas espadas ao chão e fazerem uma profunda reverência à Susan depois de interpretar sua música extraída da peça Le Miserables.
A interdependência não falha, não tarda e está explícita em tudo que fazemos. Já dizia Buda e Einstein!
Namo Amida Butsu
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