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Por isso esse blog possui esse nome... Jigoku No Sora,
o Teto do Inferno

"Esse eu insensato, que tem tão pouca chance de salvação, é totalmente incapaz de resistir a desejos intensos e comprometimentos, a essa sucessão de dias e noites, inegavelmente reais, passada sob o constante tormento das ilusões monstruosas; isso é o inferno." - Hiroyuki Itsuki

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4 de setembro de 2013

Budismo Terra Pura (1)



O buddhismo, como uma das principais religiões e como um modo de vida, é assunto de numerosos livros e comentários. Porém, o cerne de seus ensinamentos pode ser expresso em dois conceitos principais: pureza da mente e prática. Os ensinamentos tradicionais da Terra Pura enfatizam três elementos — fé [no compromisso de Amitabha], votos [aspiração de renascer na Terra Pura] e prática (recitação de Buddha) — como as condições essenciais para o renascimento na Terra Pura, na Mente Pura. Esta abordagem é apresentada como o caminho mais fácil e mais expediente para a maioria das pessoas nestes dias e nesta era.

Estes ensinamentos estão em harmonia com outras tradições da Terra Pura, como a Jôdo Shinshû, na qual o shinjin, fé, é definitivamente definido como a mente — a verdadeira mente, abarcando os votos e a prática (jap. sanshin isshin). A Terra Pura também está alinhada com o Zen, que vê todos os ensinamentos como expedientes, "dedos apontando para a lua" — a lua sendo a mente verdadeira, a mente da talidade, sempre brilhante, pura e imutável. Do mesmo modo, o Dhammapada, um texto chave da escola Theravada, sumariza os ensinamentos do Buddha com as palavras "Não faça o que é mau, faça o que é bom, mantenha sua mente pura." Porém, a pureza da mente não pode ser atingida pelo estudo e verbalização apenas; só pode ser atingida através da prática. [...]

Enquanto um praticante está ocupado visualizando o Buddha [Amitabha] ou recitando o nome do Buddha, ele não pode cometer transgressões ou violar os preceitos buddhistas; portanto, ele efetivamente realiza a perfeição [ou treinamento superior] da disciplina [sânsc. shila]. Do mesmo modo, recitando o nome do Buddha com uma mente completamente focada é nada menos que a realização da perfeição da concentração [sânsc. samadhi]. Uma vez que a concentração seja atingida, a mente do praticante torna-se vazia e calma, conduzindo ao surgimento de sua sabedoria inata — a sabedoria [sânsc. prajna] dos buddhas.


(Thich Thiền Tâm, Pure Land Buddhism)