<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4709286379676037387</id><updated>2012-02-11T15:06:59.533-02:00</updated><category term='nembutsu'/><category term='sociedade'/><category term='terra pura'/><category term='shinshu'/><category term='ocidente'/><category term='buda'/><category term='nenbutsu'/><category term='jodo'/><category term='budismo'/><category term='oriente'/><category term='amida'/><category term='guru'/><category term='mestre'/><category term='samsara'/><category term='mente'/><category term='paramita'/><category term='ego'/><category term='trabalho'/><category term='oceano'/><title type='text'>Teto do Inferno (Jigoku no Sora)</title><subtitle type='html'>Um olhar budista sobre o cotidiano. Não espere nada convencional, apenas visões da realidade vazia de nossa existência.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jigokunosora.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Mauricio Ghigonetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11142929893646405891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/TJq8k8iYPoI/AAAAAAAACl4/kAm6Lt5Q1cI/S220/45380_421725646516_629806516_5317728_5188174_n.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>35</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4709286379676037387.post-7438950155107426881</id><published>2011-10-14T21:17:00.003-03:00</published><updated>2011-10-14T21:21:46.339-03:00</updated><title type='text'>A Fé Move Montanhas?</title><content type='html'>&lt;div style="clear: both; font-size: xx-small; text-align: center;"&gt;Published with Blogger-droid v1.7.4&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"Como aplico isso na minha vida diária?" - invariavelmente essa pergunta aparece em qualquer palestra ou em qualquer contato inicial com as doutrinas budistas por pessoas que se maravilham com o assunto.&amp;nbsp; Acho interessante essa pergunta, pois me parece intrigante que não consigamos ver como podemos viver melhor e proporcionar uma vida melhor aos nossos e ao próximo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A última resposta que dei, na minha última aula de Budismo para crianças (e alguns pais) foi: "Você continuou a fazer compras na Z*** (loja de roupas) depois do escândalo dos trabalhadores escravos?", a mãe respondeu que sim, então disse a ela que essa não era uma atitude budista. Que aplicar os conceitos de "estar presente" passava por sobrepujar o consumo desatento pelo &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Consumo_respons%C3%A1vel"&gt;consumerismo&lt;/a&gt;! Continuei... "Você olha nas latas de atum se está presente o selo "&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dolphin_safe_label"&gt;dolphin safe&lt;/a&gt;" ou simplemente compra pelo preço?"... usei exemplos de consumo para ficar mais perto da realidade deles... mas também tentei mostrar que a "Atenção Plena" pode ser exercitada em situações das mais comuns.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Então tenho visto o movimento &lt;a href="http://occupywallst.org/"&gt;Occupy Wall Street&lt;/a&gt;. No qual centenas de pessoas ocuparam a Liberty Square (nome bem apropriado) para protestar pela desigualdade economica nos EUA e no mundo.&amp;nbsp; A priori um movimento sem pé, nem cabeça (literalmente pois não há líderes), sem polarização política, sem proselitsimo e, principalmente, sem violência que protesta não se sabe bem pelo o que. Contudo creio que entendo o porquê desta manifestação: é a sensação de que algo está errado!. A sensação que o mundo está fora de equilíbrio (&lt;i&gt;dukkha&lt;/i&gt; - A Primeira Nobre Verdade). A sensação de que algo tem que ser feito. O OWS é nada mais nada menos que um basta!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Como Gandhi, essas pessoas que são em sua maioria desempregados, vítimas da crise americana provocada justamente por uma guerra estúpida e desnecessária no Iraque, começaram a criar uma irmandade, uma comunidade, na qual todos se ajudam e que incomodam os mais poderosos porque não dão motivos para serem tirados dali. Não sujam o parque (criaram grupos de limpeza que se revezam), não destroem patrimonio público ou privado, não obstruem as ruas e não geram violência, alias a combatem pois evitam assaltos a pessoas e comunicam à polícia qualquer tentativa de tráfico de droga dentro do grupo. Não dão chance às autoridades para tirá-los de lá. E a presença deles incomoda e incomoda muito, pelo simples fato de estarem ali e terem apoio de toda a maioria (99%, segundo eles!) &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;da população, pois protestam justamente contra os 1% mais ricos do país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Em &lt;a href="http://www.huffingtonpost.com/roshi-joan-halifax/buddhism-and-occupy-wall-street_b_1010228.html"&gt;artigo do jornal eletrônico&lt;/a&gt;, The Huffington Post, a monja Joan Halifax cita Thich Nhat Hanh, "não acumule riqueza enquanto milhões tem fome. Não faça da meta da sua vida a fama, o lucro ou os prazeres sensuais. Viva de maneira simples e divida seu tempo, energia e recursos material com quem necessita.&amp;nbsp; Pois bem, de uma maneira ou de outras esse grupo está fazendo isso e está cobrando que o executivos o façam também.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Talvez mesmo sem saberem estão exercitando a compaixão, a atenção plena e o altruismo ao mesmo tempo que combram as mesmas coisas de quem deveria prover em primeiro plano.&amp;nbsp; Tais atitudes até agora se mostraram muito budistas, mesmo sem saberem ou quererem.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Montanhas não serão movidas pela fé dessas pessoas, as montanhas não são movidas pela fé, elas são transformadas pela fé (que fé fique clara como a manifestação da Verdade, da Sabedoria e não uma fé dogmática).&amp;nbsp; Um movimento como OWS é um movimento de fé estruturada, focada e com objetivos não-materiais, objetivos de atitude e ação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Quando você perguntar o que fazer no dia-a-dia para ser budista, lembre-se da OWS e seja consciente do mundo a sua volta e seja uma voz, uma ação, não seja um ignorante (aquele que ignora!), veja, compreensa e aja. Coloque sua opinião, tome partido, defenda quem deva ser defendido.&amp;nbsp; Seja justo, mas não julgue!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Nas palavras de Shantideva:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-8jflFDMW5bA/TpjSCAe71EI/AAAAAAAADNM/ZJXrjfrOyUM/s1600/shantideva.11971297711.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-8jflFDMW5bA/TpjSCAe71EI/AAAAAAAADNM/ZJXrjfrOyUM/s1600/shantideva.11971297711.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;"Que eu me torne um protetor para os desamparados,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;i&gt; Um guia para os que andam pelas estradas&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;i&gt; E, para os que querem atravessar as águas,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;i&gt; Que eu seja um barco, um navio ou uma ponte.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;i&gt; Que eu me torne uma ilha para os que buscam terra firme,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;i&gt; Uma tocha para os necessitados de luz,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;i&gt; Um lugar de repouso para os que assim almejam&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;i&gt; E um servo para quem precisa ser servido."&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Namo Amida Butsu!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4709286379676037387-7438950155107426881?l=jigokunosora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jigokunosora.blogspot.com/feeds/7438950155107426881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2011/10/fe-move-montanhas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/7438950155107426881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/7438950155107426881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2011/10/fe-move-montanhas.html' title='A Fé Move Montanhas?'/><author><name>Mauricio Ghigonetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11142929893646405891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/TJq8k8iYPoI/AAAAAAAACl4/kAm6Lt5Q1cI/S220/45380_421725646516_629806516_5317728_5188174_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-8jflFDMW5bA/TpjSCAe71EI/AAAAAAAADNM/ZJXrjfrOyUM/s72-c/shantideva.11971297711.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4709286379676037387.post-8696781629023722617</id><published>2011-09-18T23:52:00.001-03:00</published><updated>2011-10-14T11:31:25.733-03:00</updated><title type='text'>Haiku de Kobayashi Issa</title><content type='html'>Do &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Kobayashi_Issa"&gt;Reverendo Kobayashi Issa&lt;/a&gt;&amp;nbsp; &lt;span style="font-size: small;"&gt;(1763-1827)&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Neste mundo&lt;br /&gt;Andamos sobre o teto do inferno&lt;br /&gt;apreciando as flores"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por este mundo&lt;br /&gt;Passeamos sobre o teto do inferno&lt;br /&gt;Boqueabertos com as flores"&lt;div style='clear: both; text-align: center; font-size: xx-small;'&gt;Published with Blogger-droid v1.7.4&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4709286379676037387-8696781629023722617?l=jigokunosora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jigokunosora.blogspot.com/feeds/8696781629023722617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2011/09/haiku-de-kobayashi-issa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/8696781629023722617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/8696781629023722617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2011/09/haiku-de-kobayashi-issa.html' title='Haiku de Kobayashi Issa'/><author><name>Mauricio Ghigonetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11142929893646405891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/TJq8k8iYPoI/AAAAAAAACl4/kAm6Lt5Q1cI/S220/45380_421725646516_629806516_5317728_5188174_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4709286379676037387.post-3518838181736387255</id><published>2011-09-18T12:07:00.002-03:00</published><updated>2011-09-18T12:07:44.996-03:00</updated><title type='text'>Dalai Lama no Brasil, Dharmanet, Budismo para crianças e outras coisas...</title><content type='html'>Nossa, tomei um susto, quase 2 anos sem postar aqui. Me parecia alguns meses, 1 ano no máximo, mas 2 anos é muito tempo. Isso mostra o quanto me desmotivei e terminei sendo consumido pelo dia-a-dia e porque não, até me afastando das minhas práticas como deveriam ser. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nas útimas semanas muita coisa relacionada ao Dharma aconteceu em minha vida e creio que me deu um novo ânimo. Nesta semana, pelo 12o. ano consecutivo fui dar aulas de Budismo para as crianças do atelier de artes da &lt;a href="http://www.escolaviva.com.br/"&gt;Escola Viva&lt;/a&gt;, na aula de religião comparada que eles tem como atividade opcional e como todo ano de 50 crianças ouvi de 2 ou 3 a pergunta: "como faço para me tornar budista?". Sinal que consigo ainda passar a essência de nossa religião para os pequenos. Fato interessante também é ver o interesse de muitos pais e mães presentes. Semana que vem faremos uma visita ao &lt;a href="http://www.terrapura.org.br/"&gt;Honpa Hongwanji&lt;/a&gt;, ponto alto de nossas aulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem se encerraram as visitas de Sua Santidade, o Dalai Lama a São Paulo. Impecável como sempre, a visita foi muito produtiva e é sempre muito bom ouvir Sua Santidade, principalmente quando fala das práticas budistas e da inserção de tais práticas na vida diária. Encontrei vários amigos que no fim só nos vemos em eventos deste tipo e foi gratificante ver antigos alunos que tomaram rumos próprios e se acharam em diferentes escolas e centros de Dharma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a semana não foi somente de regojizo e alegria, terminou também com a triste notícia do fim das atividades do&lt;a href="http://www.dharmanet.com.br/"&gt; Dharmanet&lt;/a&gt;. dito o maior portal de informações budistas na internet. Tendo ajudado a construi-lo há mais de 10 anos, fica a tristeza de sua desativação, contudo os motivos que o webmaster levou a faze-lo é sem dúvida uma oportunidade para reflexão, usando suas próprias palavras "&lt;i&gt;É importante que os praticantes busquem os ensinamentos de seus amigos espirituais, de seus professores, ao invés de tomarem buscarem refúgio na Internet. Talvez isto ajude a diminuir o número de falsos mestres; de falsas comunidades budistas; e&amp;nbsp;o sectarismo velado que infelizmente permeia muitos centros budistas brasileiros&lt;/i&gt;." Conversaremos mais sobre esse evento em um post específico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, creio que passo agora por um período de renovação. Estarei mais presente neste Teto do Inferno que habitamos, dividindo com vcs alguns pensamentos e opiniões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Namo Amida Butsu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4709286379676037387-3518838181736387255?l=jigokunosora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jigokunosora.blogspot.com/feeds/3518838181736387255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2011/09/dalai-lama-no-brasil-dharmanet-budismo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/3518838181736387255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/3518838181736387255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2011/09/dalai-lama-no-brasil-dharmanet-budismo.html' title='Dalai Lama no Brasil, Dharmanet, Budismo para crianças e outras coisas...'/><author><name>Mauricio Ghigonetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11142929893646405891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/TJq8k8iYPoI/AAAAAAAACl4/kAm6Lt5Q1cI/S220/45380_421725646516_629806516_5317728_5188174_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4709286379676037387.post-3257056844756206364</id><published>2009-11-30T11:51:00.002-02:00</published><updated>2009-11-30T12:08:29.435-02:00</updated><title type='text'>Mensagens</title><content type='html'>Mea culpa... fazem quase 6 meses que não posto nada aqui e as razões são muitas. É claro que nenhuma é uma desculpa aceitável, pois passei muitas horas procrastinadas em frente ao computador e que poderia postar algo para meus leitores. Mas acho que tem a ver com minha vida recente e os meus 40 anos que se aproximam no próximo ano.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em junho último fiz uma cirurgia metabólica, na qual reduzi meu estômago e fiz um bypass no intestino. Estava pesando 140kg, pré-diabético, com esteatose hepática e um pequeno problema cardíaco. Quase 6 meses depois já se foram 35 kg, minha diabetes desapareceu e meus exames nunca estiveram tão bons.  Deveria ter feito antes, mas acho que minha cabeça misturado com concepções errôneas não me permitiram.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Toda vez que pensava em fazer a cirurgia alguns pontos me vinham a mente, tais como vaidade, egocentrismo e uma sensação avassaladora de incompetência.  Sim, incompetência... afinal eu poderia fazer um mega regime, correr, fazer musculação e tudo ficaria bem, eu só precisava de força de vontade. Só que lá no fundo eu sabia que não tinha essa força e isso me deixava decepcionado. Ora, tanta gente consegue...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E ainda tinha a parte da vaidade. Será que devemos nos submeter a uma cirurgia somente por vaidade? Mas e se, se ela, nosso corpo padecer? Não estaríamos jogando a valiosa oportunidade de sermos seres humanos pelo ralo? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso bagunçou minha cabeça. Acho que nunca os ensinamentos budistas, ou melhor, minha compreensão sobre eles, me atrapalharam tanto na vida. De um lado, queria ser um "bom budista" e por outro lado, morria de vontade de vestir uma calça 46 (vestia 62)  e comprar uma camisa social numero 5, além de ter disposição para voltar para o jiu-jitsu e para curtir melhor a vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bom, tomei uma decisão radical para depois compreender o que e como havia feito. Mandei minha concepção budista para o inferno e me operei.  Pastei na mão de vários maras, tive infecção hospitalar, depressão profunda e houveram dias que me arrependi totalmente do que havia feito. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas hoje, estou bem e feliz por ter feito, embora não goste de lembrar meus 10 dias forçados de hospital.  Também compreendo melhor que minha atitude foi a melhor a ser tomada. Não sou infalível, não sou perfeito, se fosse não comeria tanto e faria mais exercícios. Se fosse, teria a tal "força de vontade", mas não me envergonho mais disso. Eu estava com pensamentos muito radicais, pensamentos não de um budista, mas de um aspirante a Buda, coisa que ainda nem posso me dar ao luxo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sendo assim, sou um ser humano normal. Disposto a ser salvo pela Compaixão de Buda e sabendo que com 140 ou 100 kg tenho as mesmas chances que qualquer outro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se vou viver mais, melhor e disposto a continuar minha senda pelo Samsara, está valendo. Não podemos radicalizar nem tentar ser o que não somos. Temos que entender as mensagens que o mundo nos envia e não temos que ficar supondo que há um texto oculto nelas, um código que temos que buscar a chave dentro de nós.  A prerrogativa de quem manda a mensagem é que ela seja clara, se está confusa, não nos culpem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Namo Amida Butsu&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4709286379676037387-3257056844756206364?l=jigokunosora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jigokunosora.blogspot.com/feeds/3257056844756206364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2009/11/mensagens.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/3257056844756206364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/3257056844756206364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2009/11/mensagens.html' title='Mensagens'/><author><name>Mauricio Ghigonetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11142929893646405891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/TJq8k8iYPoI/AAAAAAAACl4/kAm6Lt5Q1cI/S220/45380_421725646516_629806516_5317728_5188174_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4709286379676037387.post-211472330775660494</id><published>2009-07-06T20:20:00.003-03:00</published><updated>2009-07-06T20:31:28.129-03:00</updated><title type='text'>Aprendizado sem objetivo, vale?</title><content type='html'>Lendo o recém lançado livro de Gyomay Kubose, &lt;a href="http://nalanda.org.br/edicoes-nalanda/o-centro-dentro-de-nos"&gt;O Centro Dentro De Nós&lt;/a&gt;, pelas Edições Nalanda é um oásis de sabedoria simples e direta como os ensinamentos Terra Pura o são. Linguagem muito simples, muito direta, como dita por um amigo, por um bom companheiro, por um aliado de caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um dos textos, sensei Kubose diz que conhecimento sem objetivo é uma tremenda perda de tempo; conhecimento sem prática não serve para nada. Adicionaria que conhecimento sem prática só serve para encher a prateleira de livros e citando sensei Gustavo Pinto, "quem mais devora livros são as traças".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo e me incluo na imensa guilda budista ocidental que busca "conhecimento", "mestres realizados", "provas irrefutáveis da Verdade", ou ainda que citam escrituras como tabuada tomada por nossos pais e professores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, ora... pratiquemos, coloquemos em marcha o pouquinho que aprendemos, porque o conhecimento de Buda é muito maior que nossa compreensão limitada. Aprendamos um pouco e este pouco seja internalizado e posto em prática para que não acumule poeira na estante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Budismo é a vida de todos os dias."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Namo Amida Butsu!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4709286379676037387-211472330775660494?l=jigokunosora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jigokunosora.blogspot.com/feeds/211472330775660494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2009/07/aprendizado-sem-objetivo-vale.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/211472330775660494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/211472330775660494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2009/07/aprendizado-sem-objetivo-vale.html' title='Aprendizado sem objetivo, vale?'/><author><name>Mauricio Ghigonetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11142929893646405891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/TJq8k8iYPoI/AAAAAAAACl4/kAm6Lt5Q1cI/S220/45380_421725646516_629806516_5317728_5188174_n.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4709286379676037387.post-3865838638147062321</id><published>2009-05-04T11:10:00.002-03:00</published><updated>2009-05-04T11:32:33.358-03:00</updated><title type='text'>Gripe Suína e Susan Boyle</title><content type='html'>Parecem coisas totalmente distintas mas os assuntos foram levantados na última reunião de nosso grupo de estudos. Estávamos falando que a gripe suína, embora negativa, é uma grande demonstração de interdependência dos seres, pois um vírus mutante atinge em questão de horas pessoas no México e depois na Austrália.  De um modo bizarro estamos lidando com essa interdependência de uma forma atroz, ainda que não sabemos direito com o que estamos lidando e o quanto grave essa pandemia pode ser.  Me lembro do ebóla e da gripe aviária.  O que aconteceu com essas doenças? Sumiram? Não íam dizimar a espécie humana?  Sei lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, e &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=xRbYtxHayXo"&gt;Susan Boyle&lt;/a&gt;, como entra nessa história?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, a Nancy sugeriu que o fenômeno Susan Boyle seria uma maneira positiva de se demonstrar essa interdependência, pois uma pessoa humilde, simples, sem qualquer dote físico que a sociedade do mundo classificaria como aceitável, sem qualquer idéia do que a moda corrente dita e com uma voz de abalar os alicerces de qualquer show da Broadway, tem levado alegria para pessoas comuns, também sem tais dotes, fazendo com que elas se sintam valorizadas e menos ridicularizadas.  Seus algozes agora tem que lidar com essa mulher escocesa com voz de trovão se colocando de paladina dos menos dotados de beleza mas que escondem grandes talentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Susan Boyle é simples e determinada, entrou em um programa de maneira descontraída, quase certa de sua desclassificação iminente e talvez por isso é que tenha sido tão arrebatadora.  É como um duelo de samurais no qual um sabe que vai perder e demonstra a tranquilidade dos sábios, sendo que seu oponente, vasculhando o ser adversário tenta encontrar um fio de medo, de hesitação e não encontrando, joga sua espada ao chão, rendendo-se.  O público e os jurados tiveram que jogar suas espadas ao chão e fazerem uma profunda reverência à Susan depois de interpretar sua música extraída da peça Le Miserables.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A interdependência não falha, não tarda e está explícita em tudo que fazemos. Já dizia Buda e Einstein!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Namo Amida Butsu&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4709286379676037387-3865838638147062321?l=jigokunosora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jigokunosora.blogspot.com/feeds/3865838638147062321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2009/05/gripe-suina-e-susan-boyle.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/3865838638147062321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/3865838638147062321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2009/05/gripe-suina-e-susan-boyle.html' title='Gripe Suína e Susan Boyle'/><author><name>Mauricio Ghigonetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11142929893646405891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/TJq8k8iYPoI/AAAAAAAACl4/kAm6Lt5Q1cI/S220/45380_421725646516_629806516_5317728_5188174_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4709286379676037387.post-4074397904254343716</id><published>2009-03-31T20:53:00.003-03:00</published><updated>2009-03-31T21:56:27.951-03:00</updated><title type='text'>Tolerância versus Conivência</title><content type='html'>Amigos... peço licença para publicar um email de uma amiga queridíssima e aluna para poder respondê-lo aqui pois como ela mesmo sugere, seria algo interessante para todos os leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;"Estou escrevendo pois aconteceram algumas coisas nos últimos dias que achei que valia uma reflexão e uma conversa com você. Até para o grupo e se achar cabível para o blog. Vou preservar o nome das pessoas e das empresas para não ter mais problemas. Porém como sabe, trabalho com mkt esportivo há muito tempo e quando me mudei para o Rio, comecei a complementar a renda da minha pequena empresa com um 2º trabalho em que o dono era parte de um networking construído nos anos passados. Como sempre na minha vida, tudo girou em torno do esporte, uma das empresas parceiras da MINHA pequena empresa, também era parceira dessa agência que trabalhei no Rio e saí depois desse acontecido. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Esse parceiro se encontrou com meu chefe num evento da Volvo Ocean Race aqui no Rio e falou que minhas empresa era desorganizada para ele. Meu chefe fez esse comentário na frente de todos no escritório com um tom meio de deboche e eu e meu sócio fomos tirar satisfação com a dita pessoa, pois já havíamos tido diversos desentendimentos com ela e apesar das tentativas de conversa, ela sempre nos tratou com desdém. Apenas engolia a parceria pois tinha entrado no lugar de uma outra funcionária muito mais profissional e era "obrigada" a continuar a parceria. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Depois do e-mail enviado, ela ao invés de me ligar e tirar satisfação cara a cara como havia solicitado no e-mail, entrou em contato com o meu chefe da agência, o qual tem interesses comerciais com essa parceira, e falou para ele dar um jeito em mim, pois ela estava sendo afetada demais com o acontecido, já que ter a imagem de fofoqueira e de incompetente não é nada bom. Me senti chantageada quando ele me pediu (esse foi um jeito bonito de falar) para colocar panos quente na situação pois a parceria dele era muito mais importante do que eu ou a minha pequena empresa, que ele não poderia misturar as coisas. Respondi que ele foi o primeiro a misturar e que não concordava mas que por conta de TENTAR ter um bom relacionamento com todos, enviaria o e-mail. Ao fazer isso, a funcionária que fez o dito comentário e nunca teve a coragem de falar comigo cara a cara respondeu falando que a justiça estava sendo feita e que ela sabia da conversa que houve na agência e se colocou totalmente por cima da situação. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Depois de todos esses acontecimentos resolvi pedir demissão falando que os meus princípios não batiam com os dele que não digeri direito essa história. A pergunta que pairou na minha cabeça foi: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Até que ponto devemos engolir sapos na vida profissional e até onde devemos deixar com que as pessoas nos afetem? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Com a decisão do meu último e-mail tentando neutralizar a situação, acreditei que todos ficariam bem, mas aparentemente as pessoas tem sempre que estar por cima de você. Vale a pena manter relacionamento com esse tipo de gente? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Cabe a quem julgar essas atitudes? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;No Budismo, como isso se aplica e como devemos pensar?&lt;br /&gt;Até que ponto colocamos nossos princípios e verdades abaixo do dinheiro? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Me lembro no dia que reli o livro que tenho do Gandhi várias vezes e resolvi seguir a filosofia dele de apego a verdade e impus o que acreditava ser verdade. Assim como tenho tentando não me sentir ofendida com essas coisas para conseguir ter uma paz interior maior.&lt;br /&gt;Desculpe tomar seu tempo, mas achei que poderia se tornar um exemplo cotidiano e justo de uma discussão. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Beijos e saudades!!!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai ai ai..... vamos lá....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha querida amiga, se você trabalhasse onde eu trabalho você não teria problema com essas questões, não pelo menos com a primeira (a dos sapos).   Não vou aqui dar a minha opinião sobre o assunto (isso faço em pvt para você), mas vamos ver, como você me pede, os aspectos budistas da situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha se teve um engolidor de sapos na história foi Buda e vou começar nossa conversa com uma pequena passagem: "Buda e seus monges chegaram a uma cidade e sentaram-se para meditar. Sabendo de sua chegada um homem rude foi ao seu encontro brandando impromprérios e insultos. O homem assim o fez por vários minutos, tendo a sua frente o Buda impassível. Até que o Tataghata abre os olhos, fita o homem e pergunta: "Quando você leva um presente para alguém e essa pessoa não o aceita. De quem é o presente?". O homem sem entender o porquê da indagação responde: "Ora, é meu!". Então Buda, serenamente, diz: "Pois eu não aceito suas ofensas, leve-as daqui!". E voltou à sua meditação."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ensinamentos do Budismo irão nos dizer que os insultos a nós proferidos são unicamente das pessoas que o fazem, principalmente quando essas pessoas não são conhecidas ou não tem consciência de seus atos por alguma sociopatia em qualquer grau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos às suas questões: 1) Devemos engolir sapos? Não, não devemos, mas também devolver o sapo com o mesmo peso de nada vai adiantar.  Temos vários aspectos para nos atermos aqui. Você precisa do emprego? Se precisa, você tem que engolir os sapos, afinal você necessita daquela situação. Você vai infringir sofrimento à alguém se devolver o sapo? Se for, é melhor guardá-lo.  Porém, as pessoas somente nos afetam porque as deixamos afetar, porque damos razão ou mesmo oportunidade a aquele que nos ofende para que isso ocorra.  O que nos afeta está dentro de nós e não fora. Nosso ego nos afeta, nos fere, não palavras proferidas. Por isso devemos engolir sapos mas devemos tirar as glândulas venenosas, pois tais sapos não podem e não devem nos afetar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Bom, no caso de se devemos nos relacionar com pessoas desse tipo é difícil dizer sim ou não. Se pensarmos pelos ensinamentos budistas, não importa o tipo de pessoa que nos rodeia, todas são alvos de nossa compaixão.  Sobre o email que você enviou, como você iria prever o que aconteceria? Você fez o que achou certo, a reação é imprevisível. Mas também ninguém é obrigado a viver ou conviver com quem não quer, contudo no mundo profissional, muitas vezes é preciso. Te digo como testemunha ocular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Quanto a "quem" irá julgar essa atitude, digo que não será "quem" e sim "o que". E esse "o que" chama-se KARMA. Contra esse não tem remédio, não tem escapatória, não tem fuga, ou seja, o karma dessa pessoa e o seu irão se encarregar de produzir as reações cabíveis e mais cedo ou mais tarde, irão acontecer, irão aflorar. Atitudes negativas irão gerar reações negativas.  Não se preocupe, nada detém o karma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Não é uma questão de colocar o dinheiro abaixo de nada, mas minha amiga, você sempre deve analisar a sua situação e colocar as coisas na balança.  Eu já pensei em mandar alguns colegas e gerentes para uma terra bem distante, mas preciso do meu emprego. Então nos resta ver que somos nós que temos que mudar a maneira que julgamos ou que observamos o mundo a nossa volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse jogo de poder egóico do tipo, eu estou por cima, agora você está por baixo não é uma coisa comum, natural, logo nossa reação também não irá ser.  Não é o caso de como reagir, mas o caso de ser capaz de analisar a situação e compreendê-la.  Sair ou não do trabalho irá trazer diferentes consequências para você, seu chefe e outros envolvidos. Se foi a atitude correta, só você pode dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpe lhe dizer isso, mas o seu orgulho e espírito de combate (que eu sei que você tem e como eu) também vão lhe gerar consequências que creio não serão tão auspiciosas.  Você sob o ponto de vista egóico não foi muito diferente da "fofoqueira" ou do "engraçadinho", você se viu no meio de uma guerra de egos e só adicionou mais um. Talvez essa seja uma situação que não tivesse saída positiva se olharmos pelas diversas faces. Talvez o desfecho que você deu tenha sido o natural, mas dificilmente, agora neste minuto, avaliar se foi bom ou ruim. Aliás, bom ou ruim para quem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me desculpe mais uma vez por não ser a pessoa que irá aplaudir sua atitude, embora talvez teria feito a mesma coisa, mas quando parasse para pensar, iria ver que terminei sendo igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dê uma lida nos textos &lt;a href="http://noqueosbuddhistasacreditam.wordpress.com/2007/02/12/um-buddhista-pode-se-juntar-ao-exercito/"&gt;UM BUDDHISTA PODE SE JUNTAR AO EXÉRCITO?&lt;/a&gt;  e &lt;a href="http://noqueosbuddhistasacreditam.wordpress.com/2006/12/04/matar-para-se-defender/"&gt;MATAR PARA SE DEFENDER&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardo seus comentários....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Namo Amida Butsu&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4709286379676037387-4074397904254343716?l=jigokunosora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jigokunosora.blogspot.com/feeds/4074397904254343716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2009/03/tolerancia-versus-conivencia.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/4074397904254343716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/4074397904254343716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2009/03/tolerancia-versus-conivencia.html' title='Tolerância versus Conivência'/><author><name>Mauricio Ghigonetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11142929893646405891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/TJq8k8iYPoI/AAAAAAAACl4/kAm6Lt5Q1cI/S220/45380_421725646516_629806516_5317728_5188174_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4709286379676037387.post-8301276611486009690</id><published>2009-03-26T16:09:00.001-03:00</published><updated>2009-03-26T16:13:39.246-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/ScvT1_n1g5I/AAAAAAAACUA/zkeDykd_UGk/s1600-h/Fire.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317576709606048658" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/ScvT1_n1g5I/AAAAAAAACUA/zkeDykd_UGk/s320/Fire.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;A parable told by the sage, Shan Tao (613-681), spiritual ancestor of the Pureland tradition.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And to all those who wish to be reborn in the Pure Land, I now tell a parable for the sake of those who would practice the True Way, as a protection for their faith and a defense against the danger of erring views. What is it? It is like a man who desires to travel a hundred thousand 'li' to the West. Suddenly in the midst of his route he sees two rivers. One is a river of fire stretching South. The other is a river of water stretching North. Each of the two rivers is a hundred steps across and unfathomably deep. They stretch without end to the North and South. Right between the fire and water, however, is a white path barely four or five inches wide. Spanning the East and West banks, it is one hundred steps long. The waves of water surge and splash against the path on one side while the flames of fire scorch it on the other. Ceaselessly, the fire and water come and go.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The man is out in the middle of a wasteland and none of his kind are to be seen. A horde of vicious ruffians and wild beasts see him there alone, and vie with one another in rushing to kill him. Fearing death he runs straightway to the West, and then sees these great rivers. Praying, he says to himself: “To the North and South I see no end to these rivers. Between them I see a white path, which is extremely narrow. Although the two banks are not far apart, how am I to traverse from one to the other? Doubtless today I shall surely die. If I seek to turn back, the horde of vicious ruffians and wild beasts will come at me. If I run to the North or South, evil beasts and poisonous vermin will race toward me. If I seek to make my way to the West, I fear that I may fall into these rivers.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thereupon he is seized with an inexpressible terror. He thinks to himself: “Turn back now and I die. Stay and I die. Go forward and I die. Since death must be faced in any case, I would rather follow this path before me and go ahead. With this path I can surely make it across.” Just as he thinks this, he hears someone from the east bank call out and encourage him: “Friend, just follow this path resolutely and there will be no danger of death. To stay here is to die.” And on the west bank. there is someone calling out, “Come straight ahead, single-mindedly and with fixed purpose. I can protect you. Never fear falling into the fire or water!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;At the urging of the one and the calling of the other, the man straightens himself up in body and mind and resolves without any lingering doubts or hesitations. Hardly has he gone a step or two when from the east bank the horde of vicious ruffians calls out to him: “Friend, come back! That way is perilous and you will never get across. Without a doubt you are bound to die. None of us means to harm you.” Though he hears them calling, the man still does not look back but single-mindedly and straightway proceeds on the path. In no time he is at the west bank, far from all troubles forever. He is greeted by his good friend and there is no end of joy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;That is the parable and this is the meaning of it: what we speak of as the “east bank” is comparable to this world, a house in flames. What we speak of as the “west bank” is symbolic of the precious land of highest bliss. The ruffians, wild beasts, and seeming friends are comparable to the Six Sense Organs, Six Consciousnesses, Six Dusts, Five Components, and Four Elements [that constitute the “self””].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The lonely wasteland is the following of bad companions and not meeting with those who are truly good and wise. The two rivers of fire and water are comparable to human greed and affection, like water, and anger and hatred, like fire. The white path in the center, four or five inches wide, is comparable to the pure aspiration for rebirth in the Pure Land which arises in the midst of the passions of greed and anger. Greed and anger are powerful, and thus are likened to fire and water; the good mind is infinitesimal, and thus is likened to a white path [of a few inches in width].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The waves inundating the path are comparable to the constant arising of clinging thoughts in the mind which stain and pollute the good mind. And the flames which scorch the path are comparable to thoughts of anger and hatred which burn up the treasures of dharma and virtue.&lt;br /&gt;The man proceeding on the path toward the West is comparable to one who directs all of his actions and practices toward the West[ern Paradise]. The hearing of voices from the East bank encouraging and exhorting him to pursue the path straight to the West, is like Shakyamuni Buddha, who has already disappeared from the sight of men but whose teachings may still be pursued and are therefore likened to “voices.” The calling out of the ruffians after he has taken a few steps is comparable to those of different teachings and practices and of evil views who wantonly spread their ideas to lead people astray and create disturbances, thus falling themselves into sin and losing their way.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;To speak of someone calling from the West bank is comparable to the vow of Amitabha. Reaching the West bank, being greeted by the good friend and rejoicing there, is comparable to all those beings sunk long in the sea of birth and death, floundering and caught in their own delusions, without any means of deliverance, who accept Shakyamuni's testament directing them to the West and Amitabha's compassionate call, and obeying trustfully the will of the two Buddhas while paying no heed to the rivers of fire and water, with devout concentration mount the road of Amitabha's promised power and when life is o'er attain the other Land, where they meet the Buddha and know unending bliss.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[From Taisho daizokyo, XXXVII, 272-3]from William Theodore de Bary, The Buddhist Tradition in India, China and Japan, Vintage, Random House, NY: 1972. ISBN: 0-394-71696-5, pp. 204-207]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: em fase de tradução&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4709286379676037387-8301276611486009690?l=jigokunosora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jigokunosora.blogspot.com/feeds/8301276611486009690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2009/03/parable-told-by-sage-shan-tao-613-681.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/8301276611486009690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/8301276611486009690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2009/03/parable-told-by-sage-shan-tao-613-681.html' title=''/><author><name>Mauricio Ghigonetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11142929893646405891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/TJq8k8iYPoI/AAAAAAAACl4/kAm6Lt5Q1cI/S220/45380_421725646516_629806516_5317728_5188174_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/ScvT1_n1g5I/AAAAAAAACUA/zkeDykd_UGk/s72-c/Fire.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4709286379676037387.post-1405586808708827295</id><published>2009-03-20T09:17:00.005-03:00</published><updated>2009-03-20T09:19:27.795-03:00</updated><title type='text'>Dia Mundial Sem Carne</title><content type='html'>Não sou vegetariano, mas hoje dia 20/03/2009 é o &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1050272-5598,00-CONFIRA+RECEITAS+PARA+INCREMENTAR+O+DIA+MUNDIAL+SEM+CARNE.html"&gt;Dia Mundial Sem Carne&lt;/a&gt;. A ingestão de carne não fica mais só no plano filosófico ou religioso, já existem estudos que mostram que a produção de carne é muito mais nociva ao meio-ambiente do que as plantações, orgânicas ou não, mesmo quando falamos de carnes brancas.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vale a pena pensar no assunto...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Namo Amida Butsu&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4709286379676037387-1405586808708827295?l=jigokunosora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jigokunosora.blogspot.com/feeds/1405586808708827295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2009/03/dia-mundial-sem-carne.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/1405586808708827295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/1405586808708827295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2009/03/dia-mundial-sem-carne.html' title='Dia Mundial Sem Carne'/><author><name>Mauricio Ghigonetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11142929893646405891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/TJq8k8iYPoI/AAAAAAAACl4/kAm6Lt5Q1cI/S220/45380_421725646516_629806516_5317728_5188174_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4709286379676037387.post-8226485491320837493</id><published>2009-03-20T08:00:00.003-03:00</published><updated>2009-03-20T08:57:53.908-03:00</updated><title type='text'>Jigoku Wa Ichijo</title><content type='html'>O Inferno é Aqui! Definitivamente....&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ontem reiniciamos as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;atividades&lt;/span&gt; de nosso grupo de estudos aqui em São Paulo, no velho estilo do Terra Pura: grupos de estudos domiciliares, nos reunindo na casa de um em um dia, ora na casa de outro.  Isso nos remonta à época pós-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Shinran&lt;/span&gt; quando essa prática era corriqueira nas aldeias japonesas e terminaram por sediar os templos que lá se encontram.  A criação desses templos se deu &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;justamente&lt;/span&gt; porque o número de pessoas que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;iam&lt;/span&gt; às casas aumentava com o passar do tempo e um local maior se fazia necessário, então se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;construiam&lt;/span&gt; casas dedicadas à audição do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Dharma&lt;/span&gt; que mais tarde se tornaram os templos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Durante nossa conversa de ontem estávamos estudando o livro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Tariki&lt;/span&gt; do cineasta japonês &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Hiroyuki&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Itsuki&lt;/span&gt;, quando me deparei com uma passagem:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;"No Japão, as pessoas costumam se referir ao &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;paraíso da Terra Pura&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt; levando à crença de que o paraíso e a Terra Pura são a mesma coisa, mas não creio que esse seja o caso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;A Terra Pura não é um paraíso. Ou, antes, paraíso e inferno - o seu oposto - referem-se a este mundo em que passamos nossas vidas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;cotidianas&lt;/span&gt;. Em &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Tannisho&lt;/span&gt; (Tratado das Lamentações &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;das&lt;/span&gt; Divergências),&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Shiran&lt;/span&gt; proferiu  a famosa frase &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;O inferno é inevitável&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt; (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;jigoku&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;wa&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;ichijo&lt;/span&gt;).  Muitos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;vêem&lt;/span&gt; nessas palavras a afirmação de que, quando morremos, estamos todos, sem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;excessão&lt;/span&gt;, destinados ao inferno, mas prefiro não interpretá-la assim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Interpreto &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;inevitável&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;, ou &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;ichijo&lt;/span&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;como &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;agora, a realidade que está inevitavelmente aqui, diante de nós&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;.  Não tenho medo de ir para o inferno após a morte, porque já estive lá.  Um eu impulsionado por desejos, um eu que causa danos ao planeta e às outras pessoas, que diz sempre mentiras e está profundamente atado a todos os tipos de interesses temerários, é algo que todos nós temos em comum.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Esse eu insensato, que tem tão pouca chance de salvação, é totalmente incapaz de resistir a desejos intensos e comprometimentos, a essa sucessão de dias e noites, inegavelmente reais, passada sob o constante tormento das ilusões monstruosas; isso é o inferno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Com nossas ansiedades quanto à morte e doença, com nossos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;eus&lt;/span&gt; discriminadores, com a dor de sermos discriminados, com nossa raiva e cobiça violentas, somos todos residentes do inferno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Mas, segundo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Shinran&lt;/span&gt;, a religião é um raio de luz que ilumina o inferno.  A fé religiosa existe para socorrer o espírito sofredor.  É por isso que todos os que vivem no inferno terminam voltando à Terra Pura.  Em nossas vidas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;cotidianas&lt;/span&gt;, há momentos em que conseguimos acreditar nisso.  Isso é o paraíso.  Mas o paraíso quase nunca dura muito tempo.  Em um instante, a alegria do paraíso passa e os picos recortados do inferno voltam a assomar à nossa frente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;A vida é um constante ir e vir entre esses dois estados, inferno e paraíso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Nascer na Terra Pura &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;significa aceitar a grande história da vida.  Não importa que tipo de vida você tenha levado.  Após a morte todos nós voltamos, como gotas d'água, ao grande rio e, finalmente, subimos aos céus."&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gostaria que vocês relessem com calma, palavra por palavra a seguinte frase que é de uma realidade contundente e tem o poder de um mata-leão:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 255); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Um eu impulsionado por desejos, um eu que causa danos ao planeta e às outras pessoas, que diz sempre mentiras e está profundamente atado a todos os tipos de interesses temerários, é algo que todos nós temos em comum.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 255); font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alguém tem alguma dúvida disso? Alguém conseguiria contestar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Itsuki&lt;/span&gt; nessa colocação? A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;priori&lt;/span&gt; sinto o calor dessas palavras atingirem meu &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;estômago&lt;/span&gt; como um chute de um lutador de vale-tudo, só para depois abaixar a cabeça e pensar: &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;isso é a mais pura verdade...&lt;/span&gt; Contudo não sinto pena de ser assim e de ver que todos ao meu redor são assim, isso seria desesperador se não confiasse no Outro Poder, no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Tariki&lt;/span&gt;.  Se não, olhasse para meu redor e pensasse: &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;está tudo certo, está tudo certo&lt;/span&gt;.  Não é sempre assim, pois como disse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Itsuki&lt;/span&gt;, o inferno é constante e essa sensação é o paraíso.  Mas mesmo quando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;vivenciamos&lt;/span&gt; o paraíso, por pouco tempo que seja, por segundos, sentimos a mão de Buda &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Amida&lt;/span&gt; sob nossa cabeça, sentimos aquela sensação de êxtase momentâneo, a sensação de colocar um pé na Terra Pura, a sensação do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;Shinjin&lt;/span&gt;, da Mente Confiante, da Mente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;Búdica&lt;/span&gt;, a sensação de que tudo que aprendemos desde Buda &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;Shakyamuni&lt;/span&gt; é realmente verdade e está disponível para todos, sem distinção.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É a sensação da rendição incondicional à nossa total insignificância, à nossa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;interdepêndencia&lt;/span&gt;, ao nosso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;karma&lt;/span&gt;.  É a sensação que nos leva a levantar o braços e dizer &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;eu me rendo, me rendo, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;porque&lt;/span&gt; está tudo bem&lt;/span&gt;. É a sensação de olhar em volta e dizer: &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Namo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Amida&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;Butsu&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;Namo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;Amida&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;Butsu&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;Namo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;Amida&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;Butsu&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4709286379676037387-8226485491320837493?l=jigokunosora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jigokunosora.blogspot.com/feeds/8226485491320837493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2009/03/jigoku-wa-ichijo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/8226485491320837493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/8226485491320837493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2009/03/jigoku-wa-ichijo.html' title='Jigoku Wa Ichijo'/><author><name>Mauricio Ghigonetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11142929893646405891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/TJq8k8iYPoI/AAAAAAAACl4/kAm6Lt5Q1cI/S220/45380_421725646516_629806516_5317728_5188174_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4709286379676037387.post-3105828119368012614</id><published>2009-03-06T16:10:00.003-03:00</published><updated>2009-03-09T14:41:10.342-03:00</updated><title type='text'>Uma menina de 9 anos</title><content type='html'>Acho que todos já sabem do ocorrido e não preciso me deter nos detalhes do assunto. Meu ponto aqui é como ver o caso pelos olhos do Budismo, como também, contrariando meus princípios, compará-los com a &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1031860-5598,00-ARCEBISPO+DIZ+QUE+SUSPEITO+DE+VIOLENTAR+MENINA+NAO+PODE+SER+EXCOMUNGADO.html"&gt;posição do Catolicismo&lt;/a&gt;.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que aconteceu neste caso é uma tremenda e infeliz manifestação karmica de todos os lados, não há lado positivo ou negativo, neste caso.  O que há é uma amostra direta do que o ser humano pode fazer e como ele "vive" ou convive com os Seis Reinos de Existência durante sua vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O aborto da meninas ao meu ver tinha que realmente ser feito, não só pelas complicações físicas, mas como também psicológicas (mais ainda!).  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Do ponto de vista budista, na falta de referência específica sobre o assunto nos Sutras, temos que analisar do ponto de vista do menor sofrimento para todos.  As consequências karmicas são inúmeras para todos os envolvidos, padrasto, mãe, médicos, vizinhos, o arcebispo e não havia como evitá-las.  Mas sem dúvida o aborto foi a melhor opção, ou seja, a melhor diante da quantidade de sofrimento a mais que a situação levaria se a gravidez continuasse.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tenho compaixão pelo padrasto pois o futuro dele é bem negro e sua próxima vida, provavelmente em um dos infernos, não vai ser nada, nada tranquila mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que muitos não conseguem enxergar (e aí adiciono todos os hipócritas de plantão) é que não foram ceifadas somente as vidas dos fetos abortados, mas as vidas da menina, da irmã (estuprada tantas vezes quanto ela), da mãe (que não teve atitude firme), dos parentes que sabiam e nada fizeram... essas vidas já eram.... não 2 que não nasceram, mas outras 6 ou 7 ou mais que já tinham nascido e que praticamente morreram para o mundo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esse sociopata assassinou moralmente a vida de uma família inteira e dos amigos dessa e parece que ninguém vê isso...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu recado para os médicos é: Não se preocupem com a excomunhão, foi um favor que a Igreja Católica fez para vocês, pois acredito que a inteligência de vocês pedem uma fé menos ignorante e mais desenvolvida. Pois nem vocês, nem a mãe dessa criança merecem fazer parte de uma religião que exalta um criminoso e pune as vítimas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quanto ao dito Arcebispo, só tenho que sentir compaixão pela sua sabedoria limítrofe.  Mas não posso deixar de me furtar a fazer o seguinte comentário: É assim que a Igreja Católica pretende "reter" fiéis? Acho que alguém está errando na estratégia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Namo Amida Butsu&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4709286379676037387-3105828119368012614?l=jigokunosora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jigokunosora.blogspot.com/feeds/3105828119368012614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2009/03/uma-menina-de-9-anos.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/3105828119368012614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/3105828119368012614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2009/03/uma-menina-de-9-anos.html' title='Uma menina de 9 anos'/><author><name>Mauricio Ghigonetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11142929893646405891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/TJq8k8iYPoI/AAAAAAAACl4/kAm6Lt5Q1cI/S220/45380_421725646516_629806516_5317728_5188174_n.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4709286379676037387.post-5350543061425053956</id><published>2009-02-11T01:58:00.006-02:00</published><updated>2009-02-11T23:05:57.651-02:00</updated><title type='text'>Pare de reclamar da sua vida, de uma vez por todas...</title><content type='html'>Amigos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reproduzo abaixo o email de uma amiga querida que foi do meu grupo de estudos na faculdade de marketing que terminei no ano passado, que está vivendo na pele a impermanência e a interdepencencia dos seres.... depois de ler o texto abaixo, por favor, pare de reclamar da sua vida... definitivamente... Pode parecer até um daqueles textos fake da internet, mas, este, eu garanto, é mais real do que o mouse que você está segurando agora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Meus caríssimos amigos,depois de sete longos meses de uma luta muito-muito dolorida, de assistir minha vida literalmente virando do avesso, e de viver vários momentos em que minha energia esteve realmente perto de se esvair de vez, feliz e finalmente tenho boas novas pra dividir com vcs. Os médicos da equipe do Dr Nelson Hamershlak, do hospital Albert Einstein, localizaram nos Estados Unidos células de sangue de cordão umbilical que se confirmaram como sendo suficientemente compatíveis com a medula do meu filho Lucca -- o que lhe possibilita então passar pelo transplante de medula óssea (TMO) e, Deus quererá!, se salvar da terrível doença genética e degenerativa pela qual foi diagnosticado em agosto do ano passado (adrenoleucodistrofia ou X-ALD).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometi que voltaria tão logo tivesse novidades pra compartilhar e aqui estou eu! Não sei se ainda se lembram quando, num momento de grande desespero (logo depois de saber que não havia, entre aparentados do Lucca, alguém que fosse 100% compatível com ele, e que passávamos então a depender de encontrar um doador não aparentado -- cuja chance de sucesso flutua na razão de pelo menos 1 em 100.000), perdi a vergonha e dividi com vocês minha dor e minha angústia. Tudo na expectativa única de que o maximo de pessoas se mobilizassem para doar medula, a fim de engordar o banco nacional de medula brasileiro e aumentar as chances de salvação da vida de mais de 1000 pacientes que hoje aguardam por esse procedimento, vítimas de doenças do sangue e genéticas -- entre eles, o Lucca. Meu email chegou às mãos de muita gente -- alguns enviados diretamente por mim e outros tantos milhares repassados prá frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou enfim a um némero realmente incrível de pessoas, a muitas organizações privadas, públicas, sociais... muita gente do bem, graças a deus! Pessoas que realmente se engajaram numa luta ímpar! E pensar que uma grande maioria nunca sequer olhou nos olhinhos do meu filho ou o conhece de vista para se sentir tocado com a causa de salvar a vida dele. A verdade é que nunca, nunca mesmo!, terei como agradecer e retribuir cada gesto, cada palavra, cada uma das milhares de campanhas que foram feitas no país inteiro, algumas que mobilizaram inclusive grandes empresas, formando uma verdadeira corrente do bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi maravilhoso e enternecedor ouvir da equipe do Redome (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea) que no ano passado o programa alcançou um índice significativo de aumento no número de registros de candidatos a doadores. E ninguém conseguiria isso sozinho. Claro que não foi fruto apenas das campanhas feitas em prol do meu Lucca. Muitas iniciativas também foram realizadas para outros casos similares, como o do garoto Robertinho que sofre de leucemia e também precisa de um TMO. Mas, penso que, nesse momento, o que importa mesmo é saber que o exercício de solidariedade foi colocado em prática. E comemorar isso! Pessoas de bom coração se uniram não em prol de uma ou outra pessoa. Mas em prol de uma causa nobre, em prol de conscientizar a população para salvar vidas humanas! Isso nos faz acreditar no amor, no poder da união, na boa fé e boa intenção de muitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos acompanharam bem de perto o caso em particular do meu filhote e pôde ver o quanto isso mexeu e ainda mexe muito comigo. Hoje consigo conviver bem melhor com o fato de esta ser uma doença que é transmitida de mãe para filho...... No início eu não lidei mesmo bem com isso.... Não conseguia me perdoar por ser responsável pelo sofrimento que meu filho viria a passar...... Mesmo sem eu nunca ter sabido que essa possibilidade existia.... Me ensinaram a ver, contudo, que isso é apenas parte de uma historia e que, se não posso mudar o passado, que eu me engaje então para tentar mudar o fim. E é o que venho fazendo! Tavez o peso tenha aumentado porque tudo isso aconteceu num momento muito delicado da minha vida pessoal.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando peguei o resultado da ressonancia magnética que trouxe o diagnóstico de X-ALD para o Lucca, fazia apenas 2 dias que eu havia me separado.... E manejar essa situação não foi e ainda não é de todo fácil. Mas, sempre procurei me concentrar em um ponto único: eu não podia esmurecer. Prometi a mim mesma que eu faria de tudo -- todo o possível e o impossível se necessário fosse -- pra buscar uma alternativa e salvar a vida do meu filho. As demais questões teriam de se ajeitar com o tempo, da melhor forma. Mas não dava pra brincar com algo sério e correr o risco de perder o foco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas já não eram nada fáceis. Pedras e barreiras foram o que mais tive que ultrapassar nessa jornada que iniciei em 01/8/2008. E tudo se agravou muito quando, no final de novembro, infelizmente veio mais uma rasteira grande do destino: a terrível crise econômica assolando o mundo e a empresa em que eu trabalhava na época viu-se diante da necessidade de promover uma reorganização interna, o que alterou o projeto inicial e deixou ativas apenas duas diretorias, nenhuma delas a que estava sob meu comando... Esse foi um outro momento que posso elencar entre os mais difíceis.... separação traumática em andamento, uma doença gravíssima pra manejar na família e o desligamento do trabalho..... Como eu iria continuar dando o mínimo de condição a meus filhos???? Mas, justiça seja feita: a empresa mostrou na prática tudo que sempre pregou em termos de gestão de pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao Mário Grieco, presidente da moksha8, nunca terei como agradecer por todo o apoio, compreensão, pelo carinho e pelos gestos efetivos que me fizeram sair de lá com a certeza de que o Lucca não ficaria "na mão"! Sabem eu queria poder elencar o nome de cada um que me ligou ou me mandou emails, que sempre se preocupou de coração mesmo. Toda a equipe da moksha8, Roche, Telefonica, Natura, todas as empresas-membro do Grupo +Unidos US Embassy, escoteiros, maçons, seguidores das mais diversas religiões, nossa, é muita gente que vou morrer agradecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas pessoas do bem que estiveram perto e presentes. Que se mostraram amigos de verdade. Certamente eu pecaria se começasse a escrever nome por nome, porque faltaria espaço pra descrever todo mundo num corpo de email. Mas quero que saibam que, foi graças a vocês, que consegui chegar até aqui.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sei se esse é o local e momento mais adequado (talvez nem seja mesmo....) mas, nesse momento em que a data do TMO do Lucca se aproxima, não posso deixar de falar em algumas nomes. E agradecê-los humildemente curvada e com a mão direita sobre meu peito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Edu Almeida e Deia, vocês sabem que são mais que amigos: são meus anjos da guarda! Me devolveram a vida e a esperança várias vezes!! Principalmente nas horas mais mais mais delicadas e decisivas....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dr Fernando Kok, neurologista, considerado atualmente o maior especialista no país e um dos mais respeitados do mundo no tratamento da adrenoleucodistrofia: conhecer seu trabalho, ter conseguido chegar até seu consultório, mesmo que não tenha me dado boas notícias, fez toda a diferença. Me deu a segurança de que meu filho estava de fato em mãos certas; (Cris C e Cris F, muito obrigada por me ajudarem a conhecer Dr Fernando!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dra Ana Maria Martins, neurologista, da Unifesp, que conta com uma equipe estupenda e lidera um projeto lindíssimo chamado CREIM/IGEIM: sua disposição em atender o Lucca prontamente e a possibilidade de iniciarmos o tratamento com o Óleo de Lorenzo marcou nossa vida; (Deia e Dra Anna M.Costa, vocês........ ah, sem palavras!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dr Jacques Weberman, neurologista, que foi o médico que prescreveu a Ressonância Magnética que daria o diagnóstico de X-ALD para o Lucca.... E pensar que levei aquelas tomografias com confirmação de sinusite pra ele só mesmo por desencargo de consciência..... E que nenhum exame levava à mais remota suspeita de que algo tão horripilante poderia estar acontecendo com o Cucca.... Dr Jacques, nunca neguei que minha primeira reação foi de revolta mas, que bom que o sr não quis ir contra àquilo que chamou de intuição de mãe.... Obrigada por ter atendido o Lucca naquele final dia 22 de julho....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Marafa, meu grande amigo Eduardo Marafanti, e sua doce Maleninha: vcs são minha inspiração e a prova viva de que Deus sabe o que faz e que ele está cuidando muito bem do meu pequeno Lucca. Obrigada pelo fôlego que me deram quando eu quase entreguei os pontos de vez;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dr Nelson Hamershlak, hematologista e grande especialista em TMO, do H.I.Albert Einstein, a quem tive o prazer de conhecer pelo trabalho profissional, ainda na época da Bristol, e jamais podia imaginar que sentaria em seu consultório para falar da vida do meu filho.... Sua capacidade profissional indubitável e o coração enorme de paizão que tem me mantém em pé e me fazem acordar a cada novo dia pra cuidar do Lucca e pensar positivo sempre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meus pais, minhas irmãs e meus cunhados, qualquer coisa que eu disser aqui é pouco pra agradecer pelas pontas que vêm segurando de mim....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Marccão e Lellinha, meus dois outros tesouros além do Cucca: meus filhotes, vocês são 10, são 100, são 1000!!!!! Amo vocês! Me ensinam algo novo a cada dia! São meu suspiro, minha vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Marcelo Bezerra, meu ex-marido: nossa separação pode enfrentar trancos e barrancos mas tenho grande carinho por você. Mais do que isso, você é pai dos meus filhos, é parte fundamental pra que eu tenha 3 joinhas tão preciosas -- e, independente de nosso casamento terminar, vou ser eternamente grata a você por ter me presenteado com o Lucca, o Marcco e a Marcella!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-e ao Cucca. A você, filhote, quero agradecer muito muito muito!!!!! Agradecer por existir na minha vida, por me deixar ser tua mãe, por me mostrar dia após dia que viver vale a pena, por me fazer enxergar só coisas incríveis, por me calar fundo quando me dá um banho de maturidade do alto dos seus 8 preciosos anos...... Por me ensinar que o gosto do óleo é "ruinzinho mesmo, dificil de engolir, mas que se é pra melhorar minha cabeça, eu tomo sim! Isso é o de menos"..... por ter uma cabeça que não é desse mundo..... pelo teu alto astral de sempre, tua doçura, tua travessura..... por tua eterna força de vontade, e pela tua compreensão sobre coisas tão incompreensiveis.... Enfim, pelos selinhos que roubo de vc (rs.....), por me amar e deixar que eu "te ame grande assim, mais do que o universo"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai caramba...................... ufa!.................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, Dr Nelson está pronto pra fazer esse TMO em mais 2 ou 3 semanas. Só ainda não há a definição certinha da data em que o Lucca será internado (dependemos de pequenas questões burocráticas que estão relacionadas à liberação administrativa por parte da moksha8 e da Omint, para que o banco de cordão dos Estadis Unidos envie as células para o Brasil).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como falo sempre, é tudo uma questão de luta contra o tempo. Principalmente porque o Lucca não iniciou ainda nenhum processo degenerativo e a chance de ele voltar a ter uma vida normal, sem essa maldita doença, aumenta muito. Mas as células precisam chegar logo! Não há tempo a perder. Lembro de ter falado prá vcs que, Oxalá, muito em breve eu voltaria o contato com boas novas para o caso do Lucca e que essa mensagem teria um P.S., com o endereço do lugar onde eu estaria comemorando muuuuuuito e em grande estilo, por um final feliz pra todo esse turbilhão. Coincidência do destino ou não, daqui a dois dias (12/2) é meu aniversário. Ainda não vale um porre daqueles (rsrsrsrs.....) mas posso garantir que 3 enormes presentes eu já ganhei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. meu filho está vivo!!!!! N-A-D-A P-A-G-A I-S-S-0!!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. encontrar as células para o TMO do Lucca funcionou como uma nova injeção de vida pra mim....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Hoje posso dizer com propriedade que, no meio dessa doideira toda, teve algo de bom: descobri grandes e verdadeiros amigos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloco meu email (&lt;a title="blocked::mailto:lulileite1972@gmail.com" href="mailto:lulileite1972@gmail.com"&gt;lulileite1972@gmail.com&lt;/a&gt;) e meu cel pessoal à inteira disposição de vcs. Ah, e me desculpem por ter ficado fora do ar, sem contato com muitos de vcs, nos ultimos 45 ou 60 dias.... Mas acabei perdendo vários registros de telefone e mensagens antigas quando do meu desligamento da empresa em que estava trabalhando. (Felizmente consegui recuperar uma boa maioria!)... Um grande beijo a todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luciana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. Um adendo importantíssimo: a luta para mobilizar as pessoas a doarem medula e às mães a doarem os cordões umbilicais de seus bebês recém-nascidos não acaba por aqui.Muito pelo contrário! Conto com vcs sempre"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leu? Então, vá ao seu altar, curve-se e agradeça por todos os problemas que você tem, teve e terá na vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Namo Amida Butsu&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4709286379676037387-5350543061425053956?l=jigokunosora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jigokunosora.blogspot.com/feeds/5350543061425053956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2009/02/pare-de-reclamar-da-sua-vida-de-uma-vez.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/5350543061425053956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/5350543061425053956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2009/02/pare-de-reclamar-da-sua-vida-de-uma-vez.html' title='Pare de reclamar da sua vida, de uma vez por todas...'/><author><name>Mauricio Ghigonetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11142929893646405891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/TJq8k8iYPoI/AAAAAAAACl4/kAm6Lt5Q1cI/S220/45380_421725646516_629806516_5317728_5188174_n.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4709286379676037387.post-8156100863523069424</id><published>2009-02-08T23:28:00.007-02:00</published><updated>2009-03-09T14:24:49.759-03:00</updated><title type='text'>Interdependência, finalmente entendendo</title><content type='html'>Sempre achei que para se compreender algum ensinamento você precisa vive-lo em sua plenitude para realmente formar sua idéia e entender o que o Tathagatha queria dizer.  No ocidente, temos essa mania funesta de querer intelectualizar tudo e de maneira extrema e esquecemos, ou fugimos, da vivência real e de suas consequências.  Acho realmente que intelectualizamos porque queremos fugir da compreensão real dos significados do Dharma, pois é sempre mais fácil construirmos barreiras do que humildemente aceitarmos algo que nos foi ensinado e ainda mais por livros e não por um ser humano presente.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Este fim de semana tive a mais absoluta certeza de que o Tathagatha quis sempre nos ensinar a respeito da interdependência. Cito &lt;a href="http://www.dharmanet.com.br/honganji/essencial15.htm"&gt;Kubose-sensei&lt;/a&gt; "A vida é como uma imensa rede de malhas. Assim como todas as malhas estão interconectadas , também nós estamos interrelacionados e interdependentes." Hoje eu compreendo do que é feito essa malha em nossas vidas e a responsabilidade que temos para com aqueles que tecem ou nos ajudam a tecer tal malha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para que vocês entendam ao que me refiro, precisarei de maneira um pouco longa explicar o contexto e o porquê de eu ter encotrado a prova definitiva da interdependência.  Peço desculpas, mas depois do texto sobre tatuagem, prometo que esse terá muito mais riqueza dhármica, prometo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já há algum tempo venho pensando que o trabalho profissional que tenho não ajuda ninguém, ajuda muitas empresas mas não traz qualquer benefício para seus funcionários ou clientes.  Não que traga algum mal, de jeito nenhum, mas como trabalho com softwares, estes proporcionam certo conforto para aqueles que os usam, mas não necessariamente traz qualquer grande contribuição para a vida das pessoas.  Como penso que temos que deixar nossos autógrafos nas vidas das pessoas, temos que deixar nossos "serviços" a disposição daqueles que necessitam e que possam se beneficiar de alguma forma para reduzirem seus sofrimentos ou retomar sua harmonia na vida.  Diante de tal fato, resolvi me inscrever no programa de Ação Social que foi desenvolvido pela empresa para qual trabalho. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Durante esse período tive 10 reuniões com minha "mentorada", uma garota de 17 anos, moradora da periferia da cidade de São Paulo, estudante do 3o Ano do colegial. Contudo, durante estas reuniões sempre tive a sensação que não estava conseguindo passar alguma coisa que prestasse para ela, tanto da minha vida profissional, como de minha experiência de vida. Não sei, algo não estava fluindo como queria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Neste fim-de-semana me encaminhei para o evento de encerramento no qual todos os mentores e mentorados estariam presentes.  Sabia que ía haver mesas redondas, dinâmicas de grupo e testemunhos. Fui pronto para tomar pancada da minha mentorada e pronto para ouvir ela reclamar que este programa tinha sido uma perda de tempo.  Estava pronto para jogar a toalha e desistir de ser um exemplo profissional ou pessoal para alguém.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então, um círculo é formado e minha querida mentorada se levanta e diz que muitas foram nossas interações e que ela havia aprendido muito comigo e que eu havia dito uma frase para ela no nosso segundo encontro (há mais de 1 ano) que tinha se transformado em uma espécie de mantra para ela. Eu havia dito: "Na vida, sempre temos no mínimo dois caminhos a seguir.  Nunca se esqueça que quem construiu esses caminhos foi você mesma e será você mesma que terá que escolhe-los. E lembre-se que para tomar a decisão de qual seguir sempre tem um caminho que queremos e um que podemos trilhar.".  Poxa eu mal lembrava que havia dito isso à ela, mas foi o que fez a diferença.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então fico imaginando o quanto impactamos a vida de outrém com tão pequenas coisas, tão pequenas palavras e gestos minúsculos e o quanto isso pode gerar de oportunidades ou mágoas nas pessoas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pude entender então, definitivamente, o que é interdependência... as vezes, somente quando vivenciamos o Budismo é que realmente entendemos, só que nós preferimos ficar intelectualizando, ficar elocubrando e ficar mastrubando nossas mentes com verborréia liturgica para tentar entender alguma coisa....&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por isso tenho Shinran como guia: não importam as dúvidas, não importam os conceitos, porque no fim, todos somos abarcados pela Infinita Compaixão... Namo Amida Butsu  &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4709286379676037387-8156100863523069424?l=jigokunosora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jigokunosora.blogspot.com/feeds/8156100863523069424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2009/02/interdependencia-finalmente-entendendo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/8156100863523069424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/8156100863523069424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2009/02/interdependencia-finalmente-entendendo.html' title='Interdependência, finalmente entendendo'/><author><name>Mauricio Ghigonetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11142929893646405891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/TJq8k8iYPoI/AAAAAAAACl4/kAm6Lt5Q1cI/S220/45380_421725646516_629806516_5317728_5188174_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4709286379676037387.post-2731918527218904630</id><published>2009-01-30T12:38:00.002-02:00</published><updated>2009-01-30T12:43:55.142-02:00</updated><title type='text'>O Centro Dentro de Nós</title><content type='html'>Amigos, é muito bom saber que teremos mais um livro de Kubose-sensei disponível em língua portuguesa.  O "Centro Dentro de Nós" vem se juntar ao "Budismo Essencial" como obras primas do Budismo "pé-no-chão" e determina como utilizar os conceitos budistas no dia-a-dia, nas situações simples da vida.  Kubose-sensei sempre foi um idealista e um mestre de modos simples e sempre procurou integrar várias escolas budistas, principalmente tentando fortemente unir o Zen com o Jodo Shinshu. Abaixo o texto do Prof. Ricardo Sasaki que capitaneou por vários anos o projeto de tradução deste livro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É com muita alegria que informo o lançamento de um novo livro de Edições Nalanda. Mais que apenas o acréscimo de um livro em nosso catálogo, este possui um signifcado especial para mim: ter conhecido o autor em pessoa, compartilhado da hospitalidade de sua família, e estreitado laços de amizade que duraram décadas. O "Centro Dentro de Nós", autografado pelo autor, me acompanha desde então, livro de cabeceira, como referência da vida simples e sem artificialidades que todos nós deveríamos almejar ter um dia. Um livro que fala sobre tudo e para todos.&lt;br /&gt;Ricardo Sasaki&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Centro Dentro de Nós"do Rev. Sensei Gyomay KuboseSensei Gyomay Masao Kubose foi discípulo do Rev.Haya Akegarasu e fundou o Buddhist Temple of Chicago, sendo seu líder espiritual até sua morte, em 29 de março de 2000, com 94 anos de idade. Foi citado muitas vezes por sua obra no âmbito da comunidade buddhista e das relações comunitárias e em 1970, recebeu o World Buddhist Mission Cultural Award. Durante toda sua vida o Rev. Kubose enfatizou e ensinou a todos o Buddha-Dharma não-sectário. &lt;a href="http://nalanda.org.br/edicoes-nalanda/o-centro-dentro-de-nos"&gt;Saiba mais sobre o livro e faça seu pedido agora!&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4709286379676037387-2731918527218904630?l=jigokunosora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jigokunosora.blogspot.com/feeds/2731918527218904630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2009/01/o-centro-dentro-de-nos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/2731918527218904630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/2731918527218904630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2009/01/o-centro-dentro-de-nos.html' title='O Centro Dentro de Nós'/><author><name>Mauricio Ghigonetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11142929893646405891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/TJq8k8iYPoI/AAAAAAAACl4/kAm6Lt5Q1cI/S220/45380_421725646516_629806516_5317728_5188174_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4709286379676037387.post-2113317118724705810</id><published>2009-01-15T15:20:00.004-02:00</published><updated>2009-01-15T16:32:55.610-02:00</updated><title type='text'>Tatuagem</title><content type='html'>&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Faz&lt;/span&gt; tempo que este tema está na minha cabeça para escrever, mas sempre encontrava algo que entrava na frente. Como estou traduzindo um texto de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Shan&lt;/span&gt; Tao para postar aqui e está tomando um certo tempo, resolvi então encarar este assunto, já que divide a opinião de vários professores de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Dharma&lt;/span&gt; e monges conhecidos.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Afinal qual o mal da tatuagem? Não sei!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu amigo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Gensho&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;sensei&lt;/span&gt; afirma em seu site que não é uma prática boa para o ser humano pois reforça o ego e sendo ele um monge &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Zen&lt;/span&gt; vou tomar sua palavra como a da Escola &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Soto&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Zen&lt;/span&gt;. Uma vez em conversa com a Lama &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Tsering&lt;/span&gt; ela me disse que o Budismo Tibetano também vê a tatuagem com certo receio, pois segundo ela, tatuar símbolos religiosos seria um desrespeito às deidades, uma vez que elas são representadas por suas imagens e deitaríamos em cima delas ou coçaríamos ou mesmo bateríamos em tais imagens.  Mas tirando isso, ela sempre dizia que o que você vê não impede sua Iluminação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Andei dando uma busca pela Internet sobre o assunto há alguns anos e vi que em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Burma&lt;/span&gt; e na Tailândia, a tatuagem é uma prática comum entre os &lt;a href="http://www.britishinkdc.com/Article%20Images/ThaiTattoo.jpg"&gt;monges &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;theravadin&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, incluindo tatuagens de &lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/78/224317962_cdbeab9a92.jpg?v=0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;sutras&lt;/span&gt; inteiros&lt;/a&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;mandalas&lt;/span&gt; e templos. Inclusive vários monges são &lt;a href="http://www.irrawaddy.org/article.php?art_id=10096&amp;amp;page=2"&gt;tatuadores&lt;/a&gt; nestes países e somente tatuam outros monges.  Na Tailândia os &lt;a href="http://www.lightbox.ca/~pcpiilonen/muay_thai.htm"&gt;lutadores de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;muay&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;thai&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;também são tatuados pelos monges, por acreditarem que receberão uma força sobre-humana &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;advinda&lt;/span&gt; das imagens e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;sutras&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É fato que a tatuagem em seus primórdios nas ilhas da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;polinésia&lt;/span&gt; tinham fundo religioso e social e creio que este aspecto se perpetuou até os dias de hoje. Embora vejamos tatuagens muito mal feitas por aí e desenhos bobos, existe ainda um grande contingente que as usam por motivos de fé ou de afirmação social. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Existe alguns outros, como eu, que usam porque acham muito bonito e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;veem&lt;/span&gt; (já usando a nova ortografia do português!!!) como uma obra de arte.  Mas no meu caso, confesso que fiquei com as palavras de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Tsering&lt;/span&gt;-la em minha cabeça e nunca consegui tatuar uma deidade ou um símbolo que a representasse, seja um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Bodhisatva&lt;/span&gt;, um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Heruka&lt;/span&gt; ou um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Buddha&lt;/span&gt;, porque compartilho, de certa forma, esta visão de que a imagem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;reflete&lt;/span&gt; a deidade em si.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se falarmos sobre o reforço do ego - que me desculpe meu querido &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Gensho&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;sensei&lt;/span&gt; - mas existem muitas outras coisas mais fortes que do que uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;tattoo&lt;/span&gt;.  A maneira de se portar, de se expressar, as atitudes sociais, a fala &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;incorreta&lt;/span&gt;, a mentira, a indiferença. Pelo menos a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;tattoo&lt;/span&gt;, na maioria das pessoas é algo íntimo, que fica &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;embaixo&lt;/span&gt; da roupa, quase sempre escondida e só é vista por pessoas próximas em um momento de intimidade ou em uma piscina ou praia.  Por outro lado, existem atitudes do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;cotidiano&lt;/span&gt; que são muito mais explícitas que uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;tattoo&lt;/span&gt; e são descaradas ou mesmo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;arremeçadas&lt;/span&gt; pelas pessoas ao seu próximo.  Desta maneira, creio que uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;tattoo&lt;/span&gt; até pode reforçar o ego em algumas situações, mas por uma visão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;terrapuriana&lt;/span&gt;, eu diria que dos males o menor!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então deixem eu manifestar meu ego agora... &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;rs&lt;/span&gt;.... eu tenho 3 &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;tattoos&lt;/span&gt; e vou fazer mais uma que representarão as 4 propriedades elementares do corpo e da mente (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;dhatu&lt;/span&gt;) segundo o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;Buddhismo&lt;/span&gt;: 1) &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;Garuda&lt;/span&gt; sentado em um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;phurba&lt;/span&gt; - elemento Fogo (calor) - meia manga no braço esquerdo; 2) Leão das Neves - elemento Terra (solidez) - meia manga no braço direito; 3) Dragão - elemento Água (liquidez) - metade superior das costas; 4) Tigre  - elemento Ar (energia) - outra metade das costas, só que essa ainda não fiz.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas................................. antes de alguém ler isso aqui e sair por aí falando que o Budismo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;apóia&lt;/span&gt; quem faz tatuagem ou algum adolescente resolver se converter ao Budismo por isso, que fique claro: O BUDISMO NÃO APOIA NADA DISSO!!! ELE NÃO SE MANIFESTA A RESPEITO DISSO POIS NÃO HÁ REFERÊNCIA SOBRE ISSO NOS SUTRAS!!!! Então, não me usem como desculpa. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;OK&lt;/span&gt;?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ah! Tatuagem dói, sim e é para sempre!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Abraços&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4709286379676037387-2113317118724705810?l=jigokunosora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jigokunosora.blogspot.com/feeds/2113317118724705810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2009/01/tatuagem.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/2113317118724705810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/2113317118724705810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2009/01/tatuagem.html' title='Tatuagem'/><author><name>Mauricio Ghigonetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11142929893646405891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/TJq8k8iYPoI/AAAAAAAACl4/kAm6Lt5Q1cI/S220/45380_421725646516_629806516_5317728_5188174_n.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4709286379676037387.post-6690728190286358369</id><published>2009-01-07T13:12:00.002-02:00</published><updated>2009-01-07T13:33:16.693-02:00</updated><title type='text'>Desafio: Seja Gentil Por Um Dia</title><content type='html'>Feliz 2009 a todos! Sei que faz tempo que não escrevo, mas o trabalho nos últimos meses, associado com férias me manteve longe das listas e deste blog.  Espero que todos tenham tido uma passagem de ano tranquila e que as "promessas" (nunca cumpridas e nem lembradas) de Ano Novo tenham sido escritas e pronunciadas. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2009 será o Ano do Boi! Ano de prosperidade: material e espiritual. Portanto, preparem-se!!!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Do lado material, só posso dizer uma coisa: trabalhem e joguem na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Mega-sena&lt;/span&gt; - são os dois únicos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;jeitos&lt;/span&gt; de ganhar dinheiro de maneira honesta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já no lado espiritual, o desafio é maior ainda, porque no primeiro caso depende-se de sorte ou de competência, e já neste, depende-se de disciplina e transformação interior. Para começar, gostaria de sugerir um exercício para meus leitores.... Seja gentil com absolutamente TODOS por um único dia - e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;reflita&lt;/span&gt; sobre isso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Digo&lt;/span&gt; isso pois tive uma experiência deste tipo e vi que com uma pequena atitude, podemos melhorar a vida das pessoas que nos rodeiam, conhecidas ou não, por um pequeno instante e ainda influenciar o resto de nosso dia, com uma bela descarga de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;endorfina&lt;/span&gt;.  &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Ok&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;ok&lt;/span&gt;... a primeira vista, trata-se de algo egocêntrico - vou fazer o bem para me sentir bem - mas e daí? Pelo menos estamos treinando para fazer o bem de maneira &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;descompromissada&lt;/span&gt;, melhor do que não fazer nada, como nos é de costume.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como fazer? Muito simples.... comece seu dia com "bom dias": para quem mora com você, para o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;faxineiro&lt;/span&gt; do prédio, para o guardador de carros (por mais que odiemos o tipo), para as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;recepcionistas&lt;/span&gt; do trabalho, para os desconhecidos no elevador.  Você vai ficar pasmo com a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;reação&lt;/span&gt; das pessoas, muitas delas não sabem receber um agrado verbal.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois, faça um elogio as pessoas do trabalho: "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;poxa&lt;/span&gt;, mudou o cabelo?", "que roupa bonita", "cara, que gravata legal! De que loja é?", "nossa, você está sorridente!", ou ainda, "Por que você está triste?", "Posso lhe ajudar a carregar essas caixas?". Seja gentil, com cada pessoa que cruze seu caminho, com cada pessoa que passar por você. Senão com palavras, com sorrisos ou com gestos amigáveis.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se estiver numa situação tensa de uma reunião de trabalho, ou com um paciente mais complicado ou ainda resolvendo uma questão que envolve uma outra parte mais agressiva, conte até 1000 e continue sendo agradável... você verá que seu interlocutor vai ficar sem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;ação&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por outro lado, você irá experimentar a reciprocidade em alguns casos, a falsidade em outros e a total ignorância em mais tantos, mas aqueles que lhe derem reciprocidade, lhe fornecerá combustível e bom humor para lidar com os outros.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois de fazer isso por um único dia, deite na sua cama antes de dormir e medite ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;reflita&lt;/span&gt; sobre cada &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;reação&lt;/span&gt; de cada pessoa e depois sobre como tais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;reações&lt;/span&gt; atingiram você e quais foram as sensações que lhe proporcionaram.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No fim você entenderá sobre um pouco mais sobre egoísmo e como as pessoas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;refletem&lt;/span&gt; em desconhecidos ou mesmo pessoas próximas suas frustrações ou seus personagens interiores. Com o tempo você irá perceber que mesmo em situações &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;difíceis&lt;/span&gt; e em debates acalorados, a educação, a ética e a gentileza pode imperar sem comprometer opiniões ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;objetivos&lt;/span&gt;. Apenas iremos entender que nos é mais gratificante emocional e fisicamente sermos gentis, mesmo que tenhamos um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;objetivo&lt;/span&gt; mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;egóico&lt;/span&gt; por &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;detrás&lt;/span&gt;.  Mas, como disse, e daí? &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Fazemos&lt;/span&gt; tantas coisas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;egóicas&lt;/span&gt; durante nosso dia sem beneficiar ninguém, pelo menos com esse exercício que proponho, muitas pessoas irão, ao menos, receber um sorriso acalorado em um dia nublado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gostaria de saber os resultados de quem executar esse exercício em privado ou nos comentários deste blog.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Namo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Amida&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Butsu&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4709286379676037387-6690728190286358369?l=jigokunosora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jigokunosora.blogspot.com/feeds/6690728190286358369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2009/01/desafio-seja-gentil-por-um-dia.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/6690728190286358369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/6690728190286358369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2009/01/desafio-seja-gentil-por-um-dia.html' title='Desafio: Seja Gentil Por Um Dia'/><author><name>Mauricio Ghigonetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11142929893646405891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/TJq8k8iYPoI/AAAAAAAACl4/kAm6Lt5Q1cI/S220/45380_421725646516_629806516_5317728_5188174_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4709286379676037387.post-563588801877528597</id><published>2008-11-19T08:27:00.003-02:00</published><updated>2008-11-23T10:42:08.544-02:00</updated><title type='text'>Dana - Doação Espontânea</title><content type='html'>Como muitos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;freqüentadores&lt;/span&gt; (será que ainda tem trema?) de centro de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Dharma&lt;/span&gt; e templos budistas sabem que quase nenhum centro tradicional de Budismo trabalha no azul, ou seja, praticamente todos têm um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;deficit&lt;/span&gt; de caixa no fim do mês justamente por não cobrarem qualquer tipo de mensalidade compulsória de seus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;freqüentadores&lt;/span&gt; e apenas sugerirem uma doação na medida do possível para tentar cobrir as contas. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já estive em vários centros que estampam seus gastos no mural de entrada para que, numa atitude de transparência total, todos possam entender para onde vai o dinheiro arrecadado e como ele é gasto.  Centros de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Dharma&lt;/span&gt; sérios aceitam (e ficam contentes com isso) qualquer tipo de doação, mesmo que não seja dinheiro, mas produtos de limpeza, comida, alguma ajuda na manutenção, pintura, o que possa ser utilizado de uma maneira ou de outra, porque a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;idéia&lt;/span&gt; não é lucrar e sim, manter-se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;ativo&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alguns centros recentemente decidiram ousar mais e buscaram fundos para construir seus templos, alguns na Grande São Paulo e fico muito contente que tenha acontecido, por exemplo, com o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Chagdud&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Gompa&lt;/span&gt; que irá inaugurar seu centro de retiro no próximo dia 3 de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;dezembro&lt;/span&gt; em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Cotia&lt;/span&gt;. Falando no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Chagdud&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Gompa&lt;/span&gt;, me lembro quando há quase 10 anos se iniciaram os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;projetos&lt;/span&gt; para adquirir as terras nas quais o templo foi erguido. Uma mobilização incrível, com muita participação dos adeptos, mas não só com dinheiro, mas com trabalho. O dinheiro terminou vindo de maneira muito suada, através de rifas, jantares, venda de produtos e doações espontâneas, vindo até do exterior, feitas por benfeitores com poder financeiro maior.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O mais bonito dessa mobilização se deu ao fato que não houve nada compulsório, não se cobraram taxas dos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;frequentadores&lt;/span&gt;, mesmo porque o centro urbano continua funcionando e precisava continuar funcionando.  O tempo passou e o templo nasceu com muito esforço, mas sem, em nenhum momento sequer, ferir o princípio do Dana, da doação espontânea.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nenhum centro sério e tradicional, que tem uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;diretoria&lt;/span&gt; competente e ligados a uma instituição oficial é capaz de fazer cobranças compulsórias de seus membros, pois não há nada mais anti-Budista do que isso. E essa é uma das dicas que dou para quem me pergunta que centro de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Dharma&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;frequentar&lt;/span&gt;. Costumo dizer: "Peregrine, visite vários centros até achar um que encaixe na sua vida, mas se algum cobrar qualquer taxa obrigatória ou mensalidades, fuja na mesma hora!". E repito isto aqui para todos: "Fujam! Cuidado com os "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;embusteiros&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Dharma&lt;/span&gt;"!" Infelizmente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;existem&lt;/span&gt; muitos por aí, começando por seitas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;travestidas&lt;/span&gt; de budistas e depois por falsos mestres e professores de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Dharma&lt;/span&gt;, chegando mesmo a alguns monges ordenados, mas desgarrados de suas instituições que resolvem se aproveitar de sua condição, muitas vezes desconhecida por vários, para enganar os mais desavisados. Isso ocorre em outras religiões e infelizmente ocorre na nossa também.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ontem mesmo, recebi uma denúncia sobre cobrança compulsória da parte de um suposto monge, que pede comprovante bancário do depósito de um valor fixo para poder ensinar (e a distância ainda!) e segundo o denunciante este o faz em nome do "dana". Ora, o preceito do dana se baseia na compaixão, na espontaneidade e na capacidade do doador, não é um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;fator&lt;/span&gt; de troca, tão pouco uma exigência! Buda não entrava na casa das pessoas e atacava as panelas que estavam no fogo para pegar comida ou obrigava alguém a lhe ceder uma cama para dormir! Entendo que muitos monges necessitem sobreviver e manter suas necessidades fisiológicas, mas quando entraram para a vida monástica, sabiam muito bem onde estavam pisando. Agora vir e começar a cobrar para ensinar? &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Faça&lt;/span&gt; me o favor...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que posso dizer é: Existem dezenas de centros budistas sérios no Brasil, dezenas de monges respeitados que podem e devem ser seguidos. Monges e centros que já mostraram sua seriedade e seu compromisso com o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Dharma&lt;/span&gt; e com a sociedade brasileira, logo, rogo que aqueles que querem orientação busquem um desses centros ou monges e se a distância é um problema, existem centros como o &lt;a href="http://www.nalanda.org.br/"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Nalanda&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; de Belo Horizonte que possui cursos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;online&lt;/span&gt; e outros tantos monges que não se esquivam de responder &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;emails&lt;/span&gt; ou telefonemas.  &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;Não&lt;/span&gt; busquem o incerto ou o duvidoso pois é difícil saber quem está do outro lado e quais são suas qualificações. Sendo assim, para não errar e cair em uma armadilha, consultem os centros e templos listados no &lt;a href="http://www.dharmanet.com.br/links/enderecos.php"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;Dharmanet&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, pois os criadores do site escrutinaram todos os estabelecimentos ali listados para terem certeza das origens e das qualificações de cada um. Se está naquela lista, é seguro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Infelizmente o Budismo não está blindado contra pessoas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;inescrupulosas&lt;/span&gt;, mas uma coisa é certa: a Lei do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Karma&lt;/span&gt; funciona para todo mundo.... mais cedo ou mais tarde....&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Namo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Amida&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Butsu&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4709286379676037387-563588801877528597?l=jigokunosora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jigokunosora.blogspot.com/feeds/563588801877528597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2008/11/dana-doao-espontnea.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/563588801877528597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/563588801877528597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2008/11/dana-doao-espontnea.html' title='Dana - Doação Espontânea'/><author><name>Mauricio Ghigonetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11142929893646405891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/TJq8k8iYPoI/AAAAAAAACl4/kAm6Lt5Q1cI/S220/45380_421725646516_629806516_5317728_5188174_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4709286379676037387.post-6228453903336113545</id><published>2008-11-12T07:37:00.002-02:00</published><updated>2008-11-12T07:57:02.591-02:00</updated><title type='text'>Eleições</title><content type='html'>Apesar deste texto estar com o tema atrasado, achei que seria interessante abordá-lo, uma vez que fui questionado por um adolescente sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há duas semanas, acompanhei o pessoal da (antiga) 8a. série (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;atual&lt;/span&gt; 9o. ano) da escola das minhas filhas, um uma visita ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Betsuin&lt;/span&gt; (sede do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Honpa&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Hongwanji&lt;/span&gt; em São Paulo). Já é o segundo ano que essa visita acontece, pois essa moçada pesquisa sobre ritos de passagem nas sociedades e nas religiões, pois eles estão vivendo um momento de transformação, sendo que vão para o colegial e depois, em três anos, para uma faculdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em minha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;paletra&lt;/span&gt; para cerca de 10 alunos, comecei dando meu testemunho sobre a pressão que sofremos da família, sociedade e amigos para encontrarmos uma profissão, um caminho a seguir.  Falei sobre a total incoerência desta atitude com os princípios budistas, que afirmam que temos que viver no presente para poder &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;constuir&lt;/span&gt; um bom futuro.  &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Disse&lt;/span&gt; a eles que logo entrei em engenharia após o 3o colegial, mas olhando para trás vejo hoje em dia que teria feito outra coisa, como gastronomia, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o grupo cheio de curiosidades, levou o assunto para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;karma&lt;/span&gt; e Iluminação. Então, comecei a falar sobre o não-julgar, como a maneira de se não gerar pegadas por onde passamos, não gerarmos consequências de nossas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;ações&lt;/span&gt;.  Recebi a seguinte pergunta: "Mas se não devemos julgar, como votamos? Como escolhemos um prefeito?". Foi aí que me dei conta que muitas vezes as pessoas votam por empatia e não na competência do &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;candidato&lt;/span&gt; e que estes candidatos passam por um "julgamento" público e não necessariamente por uma escrutinação. Mas achei a pergunta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;ótima&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei a explicar que não devemos votar por aversão ao outro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;canditado&lt;/span&gt; ou por &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;simples&lt;/span&gt; simpatia, temos que analisar as propostas de cada um e ver o quanto elas se alinham com as necessidades de nossa cidade.  Votar em um ou outro candidato com consciência não é, necessariamente, um julgamento e sim uma escolha concreta e racional, pois votar em fulano porque é meu vizinho, ou frequenta a mesma igreja ou deixar de votar pelos mesmos motivos são casos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;vívidos&lt;/span&gt; de julgamento, de apego e aversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em São Paulo, uma das candidatas era budista, não votei nela.  Seu programa, a meu ver, não se encaixava em uma cidade como São Paulo.  Poderia ter votado sem pestanejar simplesmente por termos a mesma convicção religiosa, mas só isso é necessário para governar um "país" como São Paulo? Eu achei que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, não podemos confundir escolhas estruturadas com paixões mundanas.  Como também não podemos achar que vamos parar de julgar tudo e todos da noite para o dia, porque se fosse fácil, ninguém í&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;a&lt;/span&gt; precisar de prática nenhuma para se atingir a Iluminação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Namo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Amida&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Butsu&lt;/span&gt;!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4709286379676037387-6228453903336113545?l=jigokunosora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jigokunosora.blogspot.com/feeds/6228453903336113545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2008/11/eleies.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/6228453903336113545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/6228453903336113545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2008/11/eleies.html' title='Eleições'/><author><name>Mauricio Ghigonetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11142929893646405891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/TJq8k8iYPoI/AAAAAAAACl4/kAm6Lt5Q1cI/S220/45380_421725646516_629806516_5317728_5188174_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4709286379676037387.post-5238362007214353559</id><published>2008-10-07T09:13:00.005-03:00</published><updated>2008-10-07T10:19:25.304-03:00</updated><title type='text'>Bolsa de Valores e Budismo Combinam?</title><content type='html'>Investimento em bolsas de valores, um ícone do capitalismo moderno pode ser de alguma maneira executado com princípios budistas? Parece que sim.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Muitos mercados e investidores se guiam por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;índices&lt;/span&gt; financeiros para medir o mercado ou mesmo medir a saúde financeira e liquidez das empresas que compõe tais índices. Nos EUA, um dos mais importantes é o Índice &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;NASDAQ&lt;/span&gt; que é composto pelas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;ações&lt;/span&gt; de empresas de tecnologia. Se esse índice está se comportando mal, é porque, de uma maneira geral, o mercado tecnológico está passando por uma fase ruim.  Existem vários &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;índices&lt;/span&gt; que cobrem a necessidade de uma grande gama de investidores, desde índices industriais, que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;refletem&lt;/span&gt; um determinado nicho de mercado ou índices regionais, que medem a saúde de empresas de um país ou região (por exemplo, Oriente Médio ou Tigres Asiáticos).&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois bem, no início deste ano a &lt;a href="http://www.dowjones.com"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Dow&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Jones&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, empresa americana de notícias que divulga os mais importantes índices de investimentos para o mercado mundial, lançou os Índices &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Dharmicos&lt;/span&gt; ou &lt;a href="http://www.djindexes.com/mdsidx/?event=showDharmaOverView"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Dharma&lt;/span&gt; Indexes&lt;/a&gt; (símbolo mercantil: &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;DRMA&lt;/span&gt;).  Este índice tem 4 índices regionais e 1 mundial que consolida todos e somam mais de 1000 empresas em todo o globo. Os índices regionais reúnem empresas da Índia, Japão, Reino Unido e EUA.  Dentre elas temos a Microsoft, Intel, Cisco, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Bank&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;of&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;America&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Wells&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Fargo&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Qualcomm&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Nintendo&lt;/span&gt;, Banco &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Sumitomo&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Mitsubishi&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Komatsu&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;NTT&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;DoCoMo&lt;/span&gt;, Banco Santander, Banco &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;BNP&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Paribas&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Citigroup&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas o que faz com que uma empresa participe deste índice? Essa é a melhor parte: a &lt;a href="http://www.djindexes.com/mdsidx/index.cfm?event=showDharmaMethod"&gt;metodologia&lt;/a&gt; utilizada.  Para uma empresa fazer parte deste índice ela deve seguir uma série de pré-requisitos e suas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;ações&lt;/span&gt; sociais e o impacto de seus produtos na natureza e na sociedade é analisada por três comissões uma de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;acadêmicos&lt;/span&gt; ligado a assuntos religiosos, uma de religiosos budistas, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;sikhs&lt;/span&gt; e hindus e outra de consultores financeiros de origem budista, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;sikh&lt;/span&gt; ou hindu.  Passando pelo crivo destas três &lt;a href="http://www.djindexes.com/mdsidx/index.cfm?event=showDharmaBoards"&gt;comissões&lt;/a&gt;, a empresa passa a integrar os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;Dharma&lt;/span&gt; Indexes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As práticas de negócio inaceitáveis de imediato são as empresas que produzam pornografia, bebidas alcoólicas, testes com animais, armas e/ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;artefatos&lt;/span&gt; bélicos, jogos de azar, tabaco e defensivos agrícolas. Ainda fazem parte da análise das empresas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;fatores&lt;/span&gt; tais como emissão de carbono e outros poluentes, risco de vazamento de produtos químicos, nível de reciclagem, relações trabalhistas, diversidade, violação &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;direta&lt;/span&gt; ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;indireta&lt;/span&gt; de direitos humanos e condições de trabalho.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As empresas que compõe os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Dharma&lt;/span&gt; Indexes são constantemente avaliadas e demovidas de tal &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;privilégio&lt;/span&gt; caso seja identificado que houve violação das regras descritas acima.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os Índices &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Dhármicos&lt;/span&gt; representam um fato inédito no mercado de capitais, pois pela primeira vez uma série de índices é criada baseado em um Valor religioso pois segundo a própria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;Dow&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;Jones&lt;/span&gt;, o único índice parecido é o Índice Islâmico, mas este é um índice regional, ou seja, é composto por empresas que tem suas sedes em países do Oriente Médio e África que tem o Islamismo como religião oficial, mas tais empresas não necessariamente seguem os preceitos islâmicos.  No caso dos Índices &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;Dhármicos&lt;/span&gt; não importam onde estas empresas estejam, mas o quanto seus valores se alinham com o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;Dharma&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E parece que tais índices são muito interessantes pois mostram que as empresas com tais valores &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;Dharmicos&lt;/span&gt; possuem mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;lucratividade&lt;/span&gt;, um bom exemplo é que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;Dharma&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;Index&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;India&lt;/span&gt; (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;DRMAIN&lt;/span&gt;) teve &lt;a href="http://primenewswire.com/newsroom/news.html?d=134246"&gt;uma alta de 81,22% no último ano e o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;Dharma&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;Index&lt;/span&gt; Global (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;DRMA&lt;/span&gt;) acumulou uma alta de 6,21%&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Infelizmente ainda não temos empresas brasileiras compondo os Índices &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;Dharmicos&lt;/span&gt; mas faço votos que alguma das 34 empresas brasileiras que listam suas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;ações&lt;/span&gt; na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;NYSE&lt;/span&gt; (Bolsa de Valores de Nova York) passem a integrá-lo brevemente. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não sou um grande investidor de bolsas, mas creio que temos que ter nossos valores impressos em cada &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;ação&lt;/span&gt; que executamos (ou compramos e vendemos... &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;ehehehe&lt;/span&gt;) e pensar um pouco antes de investir ou mesmo de comprar um produto, imaginando o que aquela empresa faz, utilizando os critérios dos Índices &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;Dharmicos&lt;/span&gt;, será sem dúvida uma maneira de contribuir para a melhoria da sociedade e do planeta. A nossa gota no oceano.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma dica: para quem aplica na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;BOVESPA&lt;/span&gt; acompanhem o &lt;a href="http://www.bovespa.com.br/Mercado/RendaVariavel/Indices/FormConsultaApresentacaoP.asp?Indice=ISE"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;ISE&lt;/span&gt; (Índice de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;Sustentabilidade&lt;/span&gt; Empresarial)&lt;/a&gt; que "considera que empresas sustentáveis geram valor para o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;acionista&lt;/span&gt; no longo  prazo, pois estão mais preparadas para enfrentar riscos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;econômicos&lt;/span&gt;, sociais e  ambientais. Essa demanda veio se fortalecendo ao longo do tempo e hoje é  amplamente atendida por vários instrumentos financeiros no mercado  internacional.  O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;ISE&lt;/span&gt; tem por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;objetivo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;refletir&lt;/span&gt; o retorno de uma carteira composta por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;ações&lt;/span&gt; de  empresas com reconhecido comprometimento com a responsabilidade social e a  &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;sustentabilidade&lt;/span&gt; empresarial, e também &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;atuar&lt;/span&gt; como promotor das boas práticas no  meio empresarial brasileiro." (extraído do site da &lt;a href="http://www.bovespa.com.br"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_67"&gt;BOVESPA&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bons investimentos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_68"&gt;dharmicos&lt;/span&gt;!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_69"&gt;Namo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_70"&gt;Amida&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_71"&gt;Butsu&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4709286379676037387-5238362007214353559?l=jigokunosora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jigokunosora.blogspot.com/feeds/5238362007214353559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2008/10/bolsa-de-valores-e-budismo-combinam.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/5238362007214353559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/5238362007214353559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2008/10/bolsa-de-valores-e-budismo-combinam.html' title='Bolsa de Valores e Budismo Combinam?'/><author><name>Mauricio Ghigonetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11142929893646405891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/TJq8k8iYPoI/AAAAAAAACl4/kAm6Lt5Q1cI/S220/45380_421725646516_629806516_5317728_5188174_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4709286379676037387.post-7759891809339830515</id><published>2008-09-11T09:03:00.004-03:00</published><updated>2008-09-11T09:46:16.321-03:00</updated><title type='text'>Acelerando o passado</title><content type='html'>Ontem iniciaram-se as pesquisas com o maior acelerador de partículas do mundo LHC (&lt;a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/09/10/maior_acelerador_de_particulas_do_mundo_entra_em_funcionamento_com_sucesso_1743320.html"&gt;Grande Colisor de Hádrons)&lt;/a&gt; , na tentativa de se recriar as condições que geraram o Big Bang com o intuito de buscar novas respostas para perguntas tais como "de onde viemos", "como surgiu o universo", "para onde vamos".  Sou um entusiasta da ciência e recebi essa notícia com grande ansiedade, pois há anos acompanho a construção desse invento.  Acho que a humanidade deu um grande salto.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lembrei então do &lt;a href="http://www.acessoaoinsight.net/sutta/MN63.php"&gt;Cula-Malunkyova Sutra&lt;/a&gt; no qual Buda recusa-se a responder a Malunkyaputra sobre questões metafísicas que ele colocava, cuja algumas delas poderão ser respondidas pelo acelerador de partículas. Sem dúvida o LHC é de grande valia para a ciência e creio estar mais do que na hora de termos respostas contundentes sobre a origem da vida. É claro que o impacto de tais notícias poderão ter um efeito dominó em muitas crenças religiosas, em especial aquelas que crêem em um &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Demiurgo"&gt;demiurgo&lt;/a&gt; , um criador do universo e da vida. Contudo, tais respostas terão muito pouco ou nenhum impacto no Budismo e em seus valores primordiais, tão pouco em sua doutrina.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se lermos o Sutra citado acima podemos ter uma clara idéia do que estou dizendo, porque Buda mostra que não precisamos de tais respostas para termos uma vida espiritualizada ou sermos compassivos ou, ainda, buscarmos a Iluminação.  Não precisamos saber de onde viemos, pois aqui já estamos, como também não precisamos saber para onde vamos, pois lá ainda estamos longe de chegar. Precisamos sempre viver o presente, o momento atual. Como diz o Sutra, não precisamos saber o nome ou a linhagem daquele que atira a flecha, precisamos tirá-la de nosso corpo o quanto antes. Não precisamos saber a origem do veneno, precisamos ministrar o antídoto antes que seja tarde demais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com isso pergunto: precisamos morrer para renacermos melhor? Precisamos de outra vida para nos tornarmos melhores seres humanos? Ora, o que garante que voltaremos como seres humanos em nossa próxima vida? E se virarmos uma ameba? Ou um coral? Ou um bicho-preguiça? Isso não está no nosso controle, está no nosso karma, então por que esperar? Por que jogar dados com o karma?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No Budismo tibetano se diz que a morte é feita do mesmo tecido do sono, assim, sejamos melhores hoje porque renascemos a cada dia. Todas as noites "morremos" e renascemos na manhã seguinte, logo temos a chance de melhorar a cada dia, pois enquanto renascemos a cada nascer do sol, temos a certeza que ainda somos humanos e essa é nossa grande chance. Lembre-se que Buda dizia que renascer como humano é algo muito difícil e precioso, então estamos aqui porque nosso karma permitiu e não podemos disperdiçar essa condição.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esqueçamos o passado, pois ele é imutável. O futuro ainda está em construção. Desta maneira, só nos resta parte do controle do presente, com ou sem acelerador de partículas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Namo Amida Butsu&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4709286379676037387-7759891809339830515?l=jigokunosora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jigokunosora.blogspot.com/feeds/7759891809339830515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2008/09/acelerando-o-passado.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/7759891809339830515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/7759891809339830515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2008/09/acelerando-o-passado.html' title='Acelerando o passado'/><author><name>Mauricio Ghigonetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11142929893646405891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/TJq8k8iYPoI/AAAAAAAACl4/kAm6Lt5Q1cI/S220/45380_421725646516_629806516_5317728_5188174_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4709286379676037387.post-8323019733272818710</id><published>2008-09-09T22:29:00.002-03:00</published><updated>2008-09-09T22:29:23.576-03:00</updated><title type='text'>Dois Pesos, Duas Medidas</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13.5pt; font-family: Georgia; "&gt;Faz tempo que não escrevo aqui. Muito pelo meu trabalho e uma obra que estamos fazendo em nosso imóvel. Mas gostaria de iniciar este artigo agradecendo os que tem usado meus textos como referências para a explicação do Dharma, em outros sites, listas e Orkut.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt; font-family: Georgia; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt; font-family: Georgia; "&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13.5pt; font-family: Georgia; "&gt;O engraçado (será?) é que volto a um tema que falei sobre no artigo abaixo: alucinógenos. Antes de entrar no tema quero deixar claro que independente de qualquer opinião sobre se determinada droga é mais nociva que outra, o Quinto Preceito ditado por Buda é claro: "não se deve fazer uso de qualquer substância que altere o estado de consciência".  Logo, um budista, deve antes de tudo, tentar seguir, no mínimo, os Cinco Preceitos, ou pelo menos, propaga-las no meio onde vive.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt; font-family: Georgia; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt; font-family: Georgia; "&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13.5pt; font-family: Georgia; "&gt;Tenho acompanhado com interesse o desenrolar das campanhas para a prefeitura de São Paulo, justamente para verificar as propostas sociais de cada um deles. Não pretendo entrar em assuntos políticos, nem tão pouco fazer proselitismo pois não faz parte de minha natureza e não é permitido por lei (isso mesmo, a justiça eleitoral está censurando blogs com qualquer informação de candidatos). Por isso não posso escrever o nome do canditado ou candidata com o qual estou extremamente decepcionado. Não posso revela-lo até que se passem as eleições.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt; font-family: Georgia; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt; font-family: Georgia; "&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13.5pt; font-family: Georgia; "&gt;Bem vamos ao assunto. Estava lendo o site de um jornal de São Paulo, no qual apresentava-se uma sabatina com um ou uma canditata à prefeitura, no qual eu li a seguinte frase: “&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 11pt; font-family: Georgia; "&gt;LEGALIZAÇÃO DA MACONHA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13.5pt; font-family: Georgia; "&gt; - &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13.5pt; font-family: Georgia; "&gt;Há muito tempo eu não fumo, mas a minha opinião continua a mesma. Tenho a convicção de que, se o comércio fosse legalizado, normatizado, controlado, o dano para a sociedade seria menor do que o dano decorrente do fato de o comércio ser ilegal.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt; font-family: Georgia; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt; font-family: Georgia; "&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13.5pt; font-family: Georgia; "&gt;Ora, sendo essa candidata uma budista declarada e&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13.5pt; font-family: Georgia; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13.5pt; font-family: Georgia; "&gt;atuante&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13.5pt; font-family: Georgia; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13.5pt; font-family: Georgia; "&gt;fiquei muito surpreso com tal afirmação, nem tanto pela afirmação em si, mas pela ênfase dada ao assunto mais uma vez e sua contínua insistência de violar os Preceitos Budistas, em público.  Fiquei impressionado, porque não vi ou ouvi qualquer manifestação desta candidata em relação aos massacres de tibetanos, ou a falta de liberdade na China ou sobre o massacre de monges na Birmânia.  Tendo fácil acesso àmídia, às tribunas da Câmara e a imprensa da qual poderia fazer uso para alertar a população sobre tais fatos, ou mesmo as autoridades federais brasileiras, mas infelizmente não vi nada disso. Mas quando o caso é legalizar uma droga, os microfones se abrem. É lamentável!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt; font-family: Georgia; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt; font-family: Georgia; "&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13.5pt; font-family: Georgia; "&gt;É também lamentável que tal candidata passe em cima de suas convicções religiosas para ocupar um cargo público, uma vez, que nunca vi uma declaração de sua posição religiosa ou sua manifestação sobre ítens importantes para nós budistas, tais como as pesquisas sobre células-tronco, aborto, vida saudável, como se andar de bicicleta fosse a solução de todos os problemas da população, em um tempo que vivemos uma crise ética de corrupção de valores morais. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt; font-family: Georgia; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt; font-family: Georgia; "&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13.5pt; font-family: Georgia; "&gt;É justamente neste cenário que leio sobre "legalização" de uma droga. Libera-se a maconha, depois a cocaína, o crack e assim por diante. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt; font-family: Georgia; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt; font-family: Georgia; "&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13.5pt; font-family: Georgia; "&gt;Não quero parecer demagogo, nem hipócrita. Bem, hipócrita não sou pois nunca pus nem um cigarro de tabaco que seja na minha boca, muito menos qualquer tipo de droga, mas essa energia demonstrada pela tal candidata deveria ser canaliza para promover ítens positivos que possam ser útil à sociedade. Com certeza, comprar maconha no boteco da esquina não está nesta lista.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt; font-family: Georgia; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt; font-family: Georgia; "&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13.5pt; font-family: Georgia; "&gt;O que poderia ser uma imagem importante para nossa religião, para termos um representante que prime pelos valores budistas em uma posição de destaque na política, para justamente irradiar tais valores por onde passasse, em seus discursos, atitudes e principalmente projetos sociais, acabou se tornando uma decepção total. Uma oportunidade perdida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt; font-family: Georgia; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt; font-family: Georgia; "&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13.5pt; font-family: Georgia; "&gt;Mas... cada sociedade tem os políticos que merecem...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt; font-family: Georgia; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 13pt; font-family: Georgia; "&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size: 13.5pt; font-family: Georgia; "&gt;Sarva Bhantu Margalam!!!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 13pt; font-family: Georgia; "&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4709286379676037387-8323019733272818710?l=jigokunosora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jigokunosora.blogspot.com/feeds/8323019733272818710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2008/09/dois-pesos-duas-medidas_1944.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/8323019733272818710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/8323019733272818710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2008/09/dois-pesos-duas-medidas_1944.html' title='Dois Pesos, Duas Medidas'/><author><name>Mauricio Ghigonetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11142929893646405891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/TJq8k8iYPoI/AAAAAAAACl4/kAm6Lt5Q1cI/S220/45380_421725646516_629806516_5317728_5188174_n.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4709286379676037387.post-6555998298225985669</id><published>2008-07-02T13:53:00.002-03:00</published><updated>2008-07-02T14:02:22.505-03:00</updated><title type='text'>Budismo e Alucinógenos</title><content type='html'>Li uma reportagem sobre a utilização de alucinógenos para se atingir estados alterados de consciência e uma tentativa vaga de associar tal prática à doutrina de algumas religiões, dentre elas o Budismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, vou ser curto, direto e incisivo neste assunto: O USO DE DROGAS DE QUALQUER TIPO VAI CONTRA TODOS OS ENSINAMENTOS BUDISTAS!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simplesmente porque não há qualquer relato do uso de drogas ou alucinógenos por Buddha e eles existiam e eram usados por outros religiosos na época e o último dos Oito Preceitos diz que não se deve embriagar com qualquer substância (para não infligir sofrimento aos outros).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se uma pessoa quer usar drogas ou alucinógenos, ela é livre para faze-lo, mas não venha dizer que isso está relacionado com a prática budista, porque definitivamente não está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se existe alguma dúvida sobre a conduta de um ser humano, não precisa recorrer a um monge ou um professor de Dharma, simplesmente leia os Sutras, veja o que Buddha disse sobre o assunto e então busque as explicações de mestres qualificados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas uma coisa é certa, existe vasta literatura para se acessar sobre os malefícios de drogas e alucinógenos e não me venham com o papo de que alguns são "naturais". Só para lembra, ópio, cocaína e maconha, são naturais....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Namo Amida Butsu&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4709286379676037387-6555998298225985669?l=jigokunosora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jigokunosora.blogspot.com/feeds/6555998298225985669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2008/07/budismo-e-alucingenos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/6555998298225985669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/6555998298225985669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2008/07/budismo-e-alucingenos.html' title='Budismo e Alucinógenos'/><author><name>Mauricio Ghigonetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11142929893646405891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/TJq8k8iYPoI/AAAAAAAACl4/kAm6Lt5Q1cI/S220/45380_421725646516_629806516_5317728_5188174_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4709286379676037387.post-3747649128524341964</id><published>2008-05-30T15:05:00.005-03:00</published><updated>2008-08-19T10:27:15.256-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amida'/><title type='text'>O Dono da Terra: Metáfora Sobre o Renascimento</title><content type='html'>Na última semana, descobri que sou lido, pelo menos por uma pessoa. Isso me deixou espantado, uma vez que sempre pensei que ninguém lia o que eu escrevo. Fiquei ainda mais surpreso em saber que esse meu leitor, quiçá solitário, ainda gosta dos meus textos. Bom, se esse meu jeito doido de escrever está ajudando a uma única pessoa, já está valendo a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa pessoa então me perguntou sobre o renascimento. "Afinal, quem ou o que renasce?"; "Renascimento ou Reencarnação?"; e como tenho uma visão didática para explicar isso, resolvi colocar aqui e deixar para todo mundo. Aí vai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine um pedaço de terra. Um sítio ou uma chácara. Com cercas, mas ao mesmo tempo integrada com seus vizinhos, como em um condomínio. Imagine, uma porção de terra cercada, com o solo com algumas plantinhas, mas sem nenhuma construção. Pode colocar uma árvore onde você quiser e algumas flores para ficar bonitinho, se preferir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem. Agora imagine que você herdou essa propriedade, do jeito que a deixaram, pois simplesmente o último dono, que podia ser seu parente, a deixou para você, com todas as benfeitorias, plantações, dívidas e problemas, também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, imagine-se encostado na cerca, olhando a paisagem e pensando no que poderia fazer com aquele pedaço de solo. Como tudo na vida, você pode simplesmente não fazer nada, ficar ali parado vendo o tempo passar e ver o mato crescer, a árvore dar frutos, as plantinhas florescerem. Porque essta terra, vai ter seu ciclo com ou sem sua interferência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas digamos que você resolve interferir e começa a lidar com a terra. Ara de um lado, gradeia do outro (meu pai tem uma fazenda, é por isso que conheço os termos!) e finalmente resolve fazer uma pequena plantação de milho, que seja. Do outro lado, você semeia árvores frutíferas, umas dez ou doze e na outra ponta constroi um pequeno casebre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um tempo, no meio da plantação de milho aparecem alguns pézinhos de feijão. "Mas que coisa estranha!", pensa você. "Eu só plantei milho. Como pode?" Com um pouco de trabalho, você retira os pés de feijão que estavam invadindo seu terreno, só que onde tinha feijão, o milho não nasceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já, do lado do pomar, nem todas as árvores frutíferas germinaram, mas as que se desenvolveram geraram sombra e alimento que garantiu sua subsistência por algum tempo e também lhe garantiu relacionamento com seus vizinhos, pois eles usavam parte do adubo que você gera com as cascas das frutas e os sabugos de milho. Ao mesmo, tempo, sendo que suas terras não tinham água suficiente, você utilizava o poço artersiano de seu outro vizinho. Criando assim, uma relação simbiótica. Interdependente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um belo dia, ou não tão belo assim, ao passar com seu trator sobre um monte de terra, abre uma cratera e de lá saem centenas de lagartas que passam a atacar seu milho e seu pomar. "Mas de onde surgiram essas lagartas? Há quanto tempo estavam aí? Porque foram aparecer agora?". Não havia muito o que fazer, além de combater os efeitos da ação das lagartas, uma vez que elas já estavam lá. Foi um período ruim, mas não foi nenhuma tragédia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de algumas décadas, você resolver partir. Buscar outra terra. E deixa esta que você trabalhou, da maneira que estava. Com sua plantação de milho, seu pomar e seu casebre. Então, você resolve doa-la a outra pessoa, que logo que você sai, ela toma posse dessa sua ex-gleba. E esse novo proprietário, da mesma maneira que você, começa a olhar para a terra e tomar decisões do que fazer: "Continuo com a plantação de milho? Acho que sim. E o pomar? Acho que vou plantar mais árvores. Água? Vou construir um poço, mas ainda mantenho a amizade com meu vizinho. E a casa? Não vou fazer nada com ela, que está bem assim." E o ciclo recomeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa vida é a terra, o fazendeiro é nossa mente; a decisão de fazer algo, é nosso pensamento; a plantação, o pomar e o casebre são nossas ações; nossos vizinhos são a interdependencia que temos com todos os seres. As flores, as espigas de milho, as frutas são os resultados de nossas ações, nosso karma. As lagartas e os pés de feijão, são o karma que adquirimos de outras vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o que renasce? A nossa terra renasce, ou seja, ela continua do jeito que a deixamos, mas alguém diferente toma possa dela e assume os efeitos que deixamos lá, tomando suas próprias decisões, baseados em seus próprios julgamentos. Sendo que os resultados das ações desse novo proprietário irá modificar a terra para o próximo dono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que renasce é o resultado de nossas ações, pensamentos e palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero poder ter ajudado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Namo Amida Butsu!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4709286379676037387-3747649128524341964?l=jigokunosora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jigokunosora.blogspot.com/feeds/3747649128524341964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2008/05/o-dono-da-terra-metfora-sobre-o.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/3747649128524341964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/3747649128524341964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2008/05/o-dono-da-terra-metfora-sobre-o.html' title='O Dono da Terra: Metáfora Sobre o Renascimento'/><author><name>Mauricio Ghigonetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11142929893646405891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/TJq8k8iYPoI/AAAAAAAACl4/kAm6Lt5Q1cI/S220/45380_421725646516_629806516_5317728_5188174_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4709286379676037387.post-6419578029503250157</id><published>2008-04-30T18:11:00.000-03:00</published><updated>2008-04-30T18:13:40.221-03:00</updated><title type='text'>Debate sobre a Questão Tibetana no Rio de Janeiro</title><content type='html'>O Colegiado Buddhista Brasileiro, contando com o apoio da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro e do Deputado Fernando Gabeira, estarárealizando no dia 12 de Maio, às 10 horas, no Plenário da Câmara Municipaldo Rio de Janeiro o "Debate Público sobre a Questão Tibetana" juntamente comlideranças budistas brasileiras, o qual será registrado nos anais edivulgado no Diário Oficial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um evento que liga os políticos brasileiros à causa do Dalai Lama e umaoportunidade especial para nos manifestarmos e fazer diferença em favor dooprimido povo tibetano, reforçando a posição do Budismo Brasileiro em proldo exercício da não-violência e da paz, do diálogo entre povos e culturas, eo respeito aos direitos de todos os seres.Sendo necessário o maior apoio possível ao evento, solicitamos a todos osque deste tomem conhecimento que o divulguem em todas as listas públicas eparticulares, blogs e sites, convidando os budistas e simpatizantes com acausa tibetana a comparecerem ao Plenário da Câmara.Debate Público sobre a Questão TibetanaDia 12 de Maio às 10 HorasPlenário da Câmara Municipal do Rio de Janeiro - Palácio Pedro Ernesto -Praça Marechal Floriano, s/n, Cinelândia, Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nome do Dharma,&lt;br /&gt;Prof. Maurício Ghigonetto (Shaku Hondaku)&lt;br /&gt;Presidente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Membros Fundadores&lt;br /&gt;Rev. Wagner Bronzeri (Shaku Haku-Shin)&lt;br /&gt;Site Oficial&lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://www.honganji.dharmanet.com.br/" target="_blank"&gt;http://www.honganji.dharmanet.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rev. Meihô Genshô&lt;br /&gt;Site Oficial&lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://www.chalegre.com.br/zendo" target="_blank"&gt;www.chalegre.com.br/zendo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dhammacariya Ricardo Sasaki (Dhanapala)&lt;br /&gt;Site Oficial&lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://www.nalanda.org.br/" target="_blank"&gt;http://www.nalanda.org.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prof. Claudio Miklos (Tam Huyen Van)&lt;br /&gt;Site Oficial&lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://tamhaovan.multiply.com/" target="_blank"&gt;http://tamhaovan.multiply.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colegiado Buddhista Brasileiro&lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://cbb.bodhimandala.com/" target="_blank"&gt;http://cbb.bodhimandala.com&lt;/a&gt;________________________&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4709286379676037387-6419578029503250157?l=jigokunosora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jigokunosora.blogspot.com/feeds/6419578029503250157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2008/04/debate-sobre-questo-tibetana-no-rio-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/6419578029503250157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/6419578029503250157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2008/04/debate-sobre-questo-tibetana-no-rio-de.html' title='Debate sobre a Questão Tibetana no Rio de Janeiro'/><author><name>Mauricio Ghigonetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11142929893646405891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/TJq8k8iYPoI/AAAAAAAACl4/kAm6Lt5Q1cI/S220/45380_421725646516_629806516_5317728_5188174_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4709286379676037387.post-6736832561279988650</id><published>2008-04-22T14:59:00.000-03:00</published><updated>2008-04-22T15:24:37.176-03:00</updated><title type='text'>Amigos Caninos</title><content type='html'>Bom, todos que me conhecem um pouco mais sabem de minha paixão por cães, em especial das raças do tipo bull, tais como Staffordshire Bull Terrier, American Staffordshire e os ignorantemente marginalizados, American Pit Bulls.  Como não poderia deixar de ser, abri um canil recentemente para criar essas raças e adquiri algumas matrizes e padreadores. Além claro, do Prince e da Pucca que moram comigo em casa e são o xodó da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste último feriado, cheguei ao canil e o Sadan, um American Stafforshire Terrier, de 30kgs, muito dócil, brincalhão e malandro, estava completamente petrificado. Não mexia as pernas, as orelhas repuxadas, olhos esbugalhados, um sorriso de desespero na face, devido ao retesamento dos músculos. Diagnóstico: tétano! Devido a um machucado na pata que ele teve há 2 semanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi de cortar o coração ver um cão tão ativo e amável totalmente paralisado, praticamente empalhado, fitando meu rosto como se pedisse, suplicasse, uma ajuda imediata. Pensei que o rápido atendimento lhe garantiria melhoras, mas ficou internado 2 dias e hoje está de volta ao canil, ainda bem paralisado, mas mesmo assim, tenta abanar o rabo quando me vê e tenta me lamber quando faço massagem nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sadan é um guerreiro por natureza, como todo cão do tipo bull, que são raças criadas para não ligarem para a dor e serem afetuosos com seres humanos (agora mesmo, enquanto escrevo esse, o Prince, meu Staffordshire Bull Terrier, me cobre de lambidas no rosto), mas o futuro parace obscuro para esse meu amigo, pois embora os veterinários afirmem haver esperança para meu guerreiro, todas as pesquisas que fiz na internet apontam para um desfecho cruel: morte do animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje cedo estive com o Sadan, me recebeu com euforia, embora só pudesse mexer a ponta do rabo, mas seus olhos amarelos me transmitiam alegria em me ver, pois colocou sua cabeça entre minhas pernas enquanto eu fazia massagem em suas orelhas. Sentei-me no box com o coquetel de remédios na mão, o trouxe para o meu colo, coloquei-os em sua boca e lhe massageei a garganta para que não engasgasse.... então abraçado aquele guerreiro canino de 30 kg, chorei pensando na possibilidade de perdê-lo. É duro ver um animal extremamente forte, robusto, nas condições dele. Naquele momento me passou pela cabeça acabar com aquele sofrimento de uma vez, afinal um guerreiro deveria ter uma morte austera, salvando alguém, ou defendendo outrém, mas Sadan estava ali, praticamente imóvel, com o corpo retesado, provavelmente com dores horríveis que não podiam ser expressadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraçado ao meu amigo, pensei em matá-lo, em tirar-lhe a vida para que não sofresse mais, na esperança que sua dor se extinguisse.  Então, lembrei-me dos ensinamentos de Buda, que ninguém pode alterar o karma do outro e a situação que me encontrava era produzida por uma série de causas e efeitos e que tirar a vida de meu amigo somente solucionaria, quiçá, a minha dor e não a dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então me lembrei que as vezes, por não suportarmos olhar para a Verdade, olhamos para o outro lado ou a compensamos com esperança. Mas o que é a esperança senão a ampliação da ilusão? Ontem eu tinha a esperança que Sadan ficaria bem, vi que era uma grande ilusão, pois ele piorou muito. Hoje estava desacreditado, mas o encontrei melhor, mas tinha na minha cabeça as pesquisas no Google que havia feito. Então, de nada adiantava ter esperança, pois o karma é implacável e o ego soberbo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase tirei a vida de um dos meus cães por eu ser um covarde e não poder vê-lo sofrer, mas um guerreiro trava, também, batalhas internas e sei que ele está combatendo com veemência essa doença. Mas se Sadan tiver que ir embora, que vá tranquilo e que a breve vida nessa terra lhe gere méritos para retornar como um ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que ficarei triste, pois sou também um ser humano e cães tem um amor incondicional, um amor selvagem, um amor irracional pelos seus donos, a ponto de darem a própria vida por eles sem hesitar. Mas nós seres tolos, achamos que somos os donos da Verdade e nos damos o direito de ter esperança e de achar que podemos mudar o karma alheio, nos colocando como superiores à Lei da Causa e Efeito... ledo engano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sadan, meu guerreiro, meu amigo.... força...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4709286379676037387-6736832561279988650?l=jigokunosora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jigokunosora.blogspot.com/feeds/6736832561279988650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2008/04/amigos-caninos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/6736832561279988650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/6736832561279988650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2008/04/amigos-caninos.html' title='Amigos Caninos'/><author><name>Mauricio Ghigonetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11142929893646405891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/TJq8k8iYPoI/AAAAAAAACl4/kAm6Lt5Q1cI/S220/45380_421725646516_629806516_5317728_5188174_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4709286379676037387.post-4415460185376987254</id><published>2008-04-18T14:56:00.000-03:00</published><updated>2008-04-18T18:12:01.190-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ego'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ocidente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='buda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='oriente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mente'/><title type='text'>Quem é Amida? Uma Visão Ocidental</title><content type='html'>Muitos perguntam, afinal o que ou quem é Buda Amida. Existem muitos textos que tentam explicar o mito de Amida ainda de uma maneira metafórica do jeito que ocidentais sem qualquer referencia católico-cristã possa entender. Contudo existe uma torrente de iniciantes e muitos praticantes experientes que ainda não conseguem desassociar a figura de Buda Amida de um ser supremo, regulador ou dono das ações humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para compreendermos quem ou o que Buda Amida realmente é, temos que levar em conta alguns aspectos e posturas, como seguem. O Budismo Shin é uma tradição budista e segue os sutras budistas, portanto temos que partir do pressuposto que ele passa uma mensagem budista e cabe a nós entende-la. Shinran Shonin (fundador da escola budista Jodo Shinshu) não era nenhum maluco e portanto merece credibilidade. Não sendo Shiran um louco, lembro que ele baseou a doutrina da Terra Pura em ensinamentos de 7 Mestres (Shichi Kozo) renomados do Budismo e anteriores a ele: Nagarjuna (dito o "pai" do Mahayana e criador da filosofia Madhyamika), Vasubandhu (criador da filosofia Yogacara), T´an Luan (mestre chinês que compilou vários textos e sutras da Terra Pura), Tao Cho (popularizou a doutrina da Terra Pura na China), Ch´an Tao, Genshin e Honen (que foi o grande professor, mentor e inspirador de Shinran Shonin).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também temos que a figura do Buda Amitabha e de Amithayus (Amida em japonês e Amito em chinês) é unânime em todas as linhagens budistas, incluindo o Zen, o Ch´an e as escolas tibetanas portanto o Budismo Terra Pura não apresenta nada de novo, nem estranho à doutrina budista em geral, aliás muito pelo contrário. A única tradição que não possui este conceito é a Theravada.&lt;br /&gt;Lembremos que no oriente, o uso de metáforas, alegorias e mitos para se explicar conceitos, arquétipos e fundamentos é largamente utilizado. Um exemplo: Avalokitesvara (Kannon em japonês e Kwan Yin em chinês) é representado como uma figura humana, mas não há indícios históricos que comprovem que ele definitvametne existiu, ou seja, é um mito. E muitos budistas recitam "Om Mani Padme Hung" que é o mantra de Avalokitesvara, que nunca existiu... logo, isto tb não é considerado "anti-budismo". Recitar um mantra não é confiar num "poder" que não é o seu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos também deixar dogmas e conceitos católico-cristãos de fora. Não dá para ficar comparando Budismo com Cristianismo, pois não dá para argumentar com dogmas e lembremos que Shakyamuni sempre utilizou métodos diferentes para explicar a mesma coisa para pessoas diferentes. Podemos dar uma explicação extremamente "técnica" sobre o assunto, mas querendo evitar tal prática, pretendemos tentar explicar de uma maneira mais coloquial, mais acessível a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito bem, isto posto e entendido vamos lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito comum criarmos uma confusão mental quando tentamos entender um mito ou a personificação arquétipica tão comum na Índia e ocidente em geral, pois geralmente entramos em conlifto com nossas bases católico-cristãs. Você se sente assim? Bem-vindo ao time! No começo, tudo geralmente é muito estranho, mas sempre temos que ter em mente que estamos numa escola budista, logo tudo tem que ter uma lógica clara...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Buda Amida, como Buda primordial, é a fonte, a origem de todos os Budas, mitologicamente falando. Imagine uma fonte de água do tamanho de vários universos, a fonte é o Buda e a água é o composto de sabedoria e compaixão, luz e vida. Esta água transborda pela fonte e é infinita, formando "poças" pelo Universo em que nos encontramos e em nossa existencia atual. Cada vez que pisamos nestas "poças" entramos em contato com a "mente búdica", a "mente pura" de Buda. Buda Amida é uma "entidade teológica personificada", segundo Rev. Prof. Ricardo Mario Gonçalves. É uma representação da Iluminação em si. Mas de nenhuma forma é um ser, ou um regulador, ou um juiz, ou um criador. Em nada se assemelha ao deus cristão. Ele não é a origem de tudo, ele é a representação da origem da comapixão ilimitada, tanto que no mito de Avalokitesvara, este nasce de uma lágrima de Amithaba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Troque Buda Amida por "Iluminação" ou "Natureza Búdica" e releima os textos que falam sobre Ele. Acho que fica mais fácil assim! E troque "Terra Pura" por "Nirvana", vocês verão que as peças começam a se encaixar. E se vc encontrar a palavras "Shinjin" (Mente Confiante) troque por "Mente Búdica" ou "Mente Pura".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos perguntam: Amida é uma figura a qual devo recorrer em momentos de necessidade? Olhem, na verdade, no momento de necessidade você só tem a si próprio e aos ensinamentos budistas. Não dá para recorrer a ninguém mais. Está conosco! Não podemos confundir com o deus cristão. O mito de Amida só pode nos oferecer o porto seguro do Dharma, mas ele não elimina karmas. Por favor, leiam o texto &lt;a href="http://www.amitabha.dharmanet.com.br/oceano.htm"&gt;OCEANO&lt;/a&gt; que está no Dharmanet . Acho que vão entender o que queremos dizer. Buda Amida não controla nada no Universo. Ele não existe! É uma metáfora! Uma metáfora, não pode controlar o mundo e não há divindade no Buda Amida, podemos rezar para ele o quanto quisermos e pedir para ele nos iluminar, mas não vai dar resultado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como não podemos nos iluminar sozinhos? Perguntariam alguns. Quando falamos em "poder próprio" estamos dizendo que se você senta para meditar, por exemplo, com o intuito de se iluminar você nunca vai conseguir isso, por que quem está no comando é o seu EGO e toda a filosofia budista está calcada na eliminação deste. Como vc vai se iluminar através de algo que você tem que eliminar? Leiam o texto OCEANO que é um texto que ilustra bem isso. E, olhem, isto não é exclusividade da Escola da Terra Pura no Budismo, não! Agora se você se senta com a mente limpa, sem pretenções, sem objetivos, apenas confiante que você pode chegar lá e tem a consciência de que para chegar lá você tem que se distanciar cada vez mais de seu objetivo, mas sempre confiando que isso é póssível porque várias pessoas já conseguiram desta forma, você chega! O próprio "querer se iluminar" é uma manifestação egóica, a Iluminação é uma consequência, não um objetivo e sendo uma consequência, não depende de você. Agora se passamos a ter a confiança (erroneamente traduzido por "fé") - SHINJIN - passamos a ver o mundo sem julgamento, ver o mundo com a MENTE BUDICA, e ver o mundo desta maneira, é ver a realidade como ela realmente é. É pisar na poça de Amida! Tanto que Shinran fala que basta recitar o nome de Buda Amida uma única vez, desde que que feito com a mente pura, mente búdica, mente confiante, Shinjin e estamos garantidos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora isso não é exclusivdade nossa [Budismo Shin], olhem as thangkas (pinturas sagradas) tibetanas, na sua grande maioria Amitabha está lá. No Zen e no Ch´an é a figura central nos altares. Por que? Porquê todas as escolas tem este conceito, só que poucas dão nomes "aos bois" e centram seu ensinamento nisso de forma explícita. Peguemos o Ch´an como exemplo, praticam meditação, mas cumprimente um praticante Ch´an, para ver. Em vez de "Olá", ele vai te dizer "AMITOFO" que é "Buda Amida" em chines!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se estamos todos interligados (fenômeno da interdependência) e todas as nossas ações são refletidas no universo, temos que nos integrar a isso, eliminando nossa mente dualizada (você já deve ter ouvido isso largamente pelos ensinamentos budistas) estamos eliminando o "NOSSO PODER", o Poder Próprio, Jiriki e dando lugar, ao PODER DO OUTRO, ou o poder unificado, Tariki.. De uma maneira simples, o "Outro Poder" é a ausência do EGO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então não podemos contar cosigo mesmo? Não! Você deve contar com você próprio para alterar sua visão do mundo. Todo o caminho começa com o nosso próprio poder, nosso ego, nossa vontade e depois vemos que ele não é suficiente, pois nosso EGO é nosso maior obnstáculo. Troque "Outro Poder" por "Ausencia de Ego" e veja o significado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Várias pessoas acreditam que no budismo só podem contar consigo, que esse é o valor central do Budismo e que não devemos depender de um deus com o qual tenho que barganhar. Mas, como vamos barganhar com Buda Amida? Barganhar com alguém que não existe? Vai barganhar o que? Oferendas? Para quem? Mas, mesmo assim "devo me sentir dependente de um buda de luz infinita"? Não, não é dependência. É compreensão e garantia. Compreensão de que temos um EGO e garantia que podemos subjugá-lo e quando falo que não podemos nos iluminar sozinhos, quero dizer pelo nosso próprio esforço. Pq pessoas que sentam para meditar durante décadas não chegam a lugar algum? Buda só meditou 49 dias! Tem gente que medita por 25 anos e não sai do lugar. Por que? Por que fazem errado? Mas as regras da meditaçao são simples e claras, não tem erro. Quantas pessoas meditam no mundo todo? Há quanto tempo? E por que não teve nenhum Buda entre nós nos últimos 2000 anos? A meditação é um caminho tão válido quanto o Nembutsu (recomendo a leitura do livro "Budismo Essencial de Gyomay Kubose para maiores comparações), pois da mesma forma que muitos meditadores devotados aos seus atos não se iluminaram nos últimos séculos, tantos outros grandes recitadores do Nembutsu, também não lograram èxito! Por quê? Pq simplesmente é muito difícil se iluminar por conta própria, com todo a carga egóica que temos. Nossa mente é como um macaco pulando de árvore em árvore, estamos sempre julgando os outros e a nós mesmos, não conseguimos ver as coisas como são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não temos Mente Búdica!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mito de Amida nos ajuda a compreender um conceito extremamente amplo e primordial, que se mostra de difícil absorção para os ocidentais, levando em consideração nosso passado arraigado aos dogmas cristãos e a visão judaico-cristã de um demiurgo que regula, julga e determina o futuro. Buda Amida não se apresenta nestas condições, nem com este papéis, é a simples "materialização" da origem de toda a sabedoria e compaixão existentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Namo Amida Butsu!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4709286379676037387-4415460185376987254?l=jigokunosora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jigokunosora.blogspot.com/feeds/4415460185376987254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2008/04/quem-amida-uma-viso-ocidental.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/4415460185376987254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/4415460185376987254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2008/04/quem-amida-uma-viso-ocidental.html' title='Quem é Amida? Uma Visão Ocidental'/><author><name>Mauricio Ghigonetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11142929893646405891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/TJq8k8iYPoI/AAAAAAAACl4/kAm6Lt5Q1cI/S220/45380_421725646516_629806516_5317728_5188174_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4709286379676037387.post-4155830339868231210</id><published>2008-04-18T14:55:00.000-03:00</published><updated>2008-04-18T18:12:54.240-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mestre'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='buda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='guru'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='samsara'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='budismo'/><title type='text'>Uma Montanha Chamada Samsara</title><content type='html'>O homem está fadado a vagar pelo ciclo de renascimento e morte por um sem fim de eras a menos que vá de encontro à natureza de sua mente, que se livre do sofrimento e busque a felicidade definitiva. Como sabemos o nome deste ciclo é SAMSARA, ao qual todos os seres sencientes vertem e revertem ao longo de suas milhares de vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas podemos ver o samsara como uma grande e alta montanha, no pé da qual iniciamos nossa escalada meio sem rumo e sem direção, às vezes, descendo em vez de subir ou andando para os lados. A montanha é tão grande que podemos caminhar meses ou anos para uma mesma direção sem nunca chegarmos ao ponto de nossa partida. Seu cume é tão alto que o ar se extingue em suas dependências e a vista se perde muito antes de se chegar ao pico, onde nem mesmo as mais altas nuvens conseguem resistir a perenidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu interior maciço e denso jamais nos deixa perfurá-la. Tuneis são impossíveis de serem construídos e chegar ao outro lado pelo seu âmago significa passar por existências de mais sofrimento: são os reinos inferiores. Dentro da montanha vemos os animais no seu ciclo de sobrevivência da lei do mais forte, presos aos próprios instintos incapazes de determinarem sua prática, preocupando-se com a própria sorte. Devem se manter vivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais ao fundo da montanha, o alimento abunda mas a fome reina e os gritos de dor e abstinação ecoam pelo território dos fantasmas famintos, com suas gargantas ardendo em chamas ignidas pela presença do alimento em suas bocas. Mas a dor faz parte de suas vidas e sua conformação não lhes dá opção além daquela de lutar e guardar todo os alimentos possíveis e ficar tentando sorver ao menos gramas de migalhas incandecentes para aliviar os gemidos constantes de seus estômagos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas profundezas desta fortaleza de minério encontra-se o mais baixo dos níveis, onde Ksitigharba desejou renascer para libertar os seres demoníacos que alí habitam num longa estada de dor física e lamentações. Seres na quantidade da poeira existente nos bilhões de universos que anseiam por dalí saírem o mais rápido possível, mas este egoísmo e esta angústia os prendem mais e mais ao inferno de suas emoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagina-se que chegar ao cume por cima seria uma grande chance de se libertar deste ciclo incasável, mas os devas não se importam com isto, muito menos os asuras já que têm tanto êxtase e tanto com o que se deleitar. Os deuses e semi-deuses estão em seu espaço sem forma permeando a atmosfera da montanha mas sem nunca alcançá-la, sem tocá-la, sem mesmo percebê-la. Que chance magnífica desperdiçam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escalar o samsara é feito somente para os humanos. Chegar ao topo desta montanha estrondosa por suas encostas é uma tarefa para os humanos, tão poucos como os grãos de areia debaixo de um única unha. Os humanos do Suha, nosso mundo, o mundo onde Sakyamuni renasceu e vem guiando milhões de discípulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escalada é feita durante vidas e vidas. Uns caem dentro da montanha indo parar nos reinos inferiores outros dela saem para a luz do dia, mas os caminhos são diversos, entretando, tortuosos e cobertos de pedras, pedregulhos, grandes rochas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem está no pé, olhando para cima, vê-se várias opções de subida pelas encostas. Caminhos que parecem mais fáceis, outros que demandam mais técnicas. Alguns mais curtos a primeira vista, outros mais longos quando analisados do ponto mais baixo. Contudo, é o pico que eles almejam e para lá todos convergem. Para a Luz que emana do ponto mais alto e que parece impossível de se alcançar, para a Luz que ascende ao infinito do Universo e irradia pelo céu da manhã. É para lá que os caminhos levam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vê-se que estes se adaptaram e muitos humanos se adaptaram a eles, mas todos levam suas mochilas nas costas sem excessão. Presas ao corpo como se desse fizesse parte, como se desse nunca se separasse. Umas mais cheias, outras rasas. Para cada ação boa, os escalantes retiram uma pedra de sua mochila, a deixando leve e fazendo sua escalada mais fácil e mais simples. Para cada ação prejudicial a si próprio e aos outros, os humanos as colocam novamente nas suas mochilas. As pedras são proporcionais ao impacto de suas ações, um pedregulho ou uma grande rocha. De vez em quando a mochila pesa demais e um buraco se rompe no solo onde se pisa e faz com que o humano caia dentro da montanha, caia para os reinos inferiores. Mas, como dissemos, a mochila pode ficar muito leve fazendo com que em humanos e outros seres inferiores se transformem saindo deste buracos para continuar a jornada montanha acima. Pedras colocadas, pedras retiradas, por vidas e vidas, esta é a Lei do Karma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, vemos uma pessoa com a mochila vazia que aproveita o instante e corre, corre com todas as suas forças. Lá vai um Mestre, rumo ao topo. Desvia-se das rochas, sente o caminho, encontra atalhos. Vê as pegadas de outros que o antecederam, poucos acham estas pegadas, gastas pelo tempo, escondidas pelo ego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá vai um Mestre. Há poucos destes, um a cada muito tempo. Vários o tentam imitar, largam as mochilas, achando que se livrarão das pedras. Ledo engano. Se perdem, acham barreiras de pedras e não tem onde colocá-las, não tem como se livrarem delas. Voltam ao ponto de partida e colocam uma nova mochila nas costas. Tudo de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá vem um Mestre. Ele chegou ao topo, encontrou a Luz, viu a Verdade. Viu a si próprio e encontrou com aqueles que decidiram serem guias, serem uma bússola para os que tentam subir e os que tentam emergir de dentro da montanha. São exemplos. Alguns decidem ficar ali observando os que sobem, outros movidos pela sua bondade e compaixão exacerbadas decidem descer novamente e começar tudo de novo. Mas a Luz é internalizada e nada é esquecido. A realidade passa a ser pura e o instante, infinito. Ele ganha uma mochila diferente, uma que tritura as pedras que ali são colocadas e eliminam seu cascalho em forma de pó de diamante. Ele volta para ensinar aos que sobem os melhores caminhos, para apontar onde há menos pedras, pois menos onde há menos ações negativas para serem pegas, mais chance de subir, em menos tempo. Caminhos mais limpos. Caminhos mais livres. Caminhos mais claros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nomes destes caminhos limpos são vários, chamam-se a Rota dos Preceitos, a Encosta da Ética, a Trilha do Vinaya. Quanta pureza nestes caminhos. Os Mestres os conhecem bem e tentam mostrar isto para aqueles que escalam, tentam desenhar o mapa, mostrar a trilha. Mas, caminhos são caminhos, e alguns acham que onde há mais pedras há mais segurança, há no que se agarrar e uma mochila mais pesada pode mostrar mais superioridade. “Eu tenho mais pedras do que você!”, exclamam alguns, mas o Mestre está ali, ouve e fica contente. Mais gente para ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há Mestres em todos os caminhos. Eles os conhecem, eles os desenham e cabem a nós seguí-los ou lançar-nos a nossa própria sorte. Eles já chegaram ao topo e querem nos auxiliar a trilhar os caminhos certos, a carregar menos pedras. Eles retiram sem que percebamos várias pedras de nossas mochilas e colocam na sua própria para serem trituradas e virarem pó para cobrir o caminho para os próximos. Preocupados que estamos em não pegarmos a saída errada, nem percebemos. Quanto egoísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles nos ensinam a pegar as pedras nas mãos e as transformarem em diamantes que de tão puros somem no ar. Menos pedras, menos obstáculos. O topo se aproxima. Poucos humanos por perto, um aqui outro ali. Muitos desitiram e voltaram. Poucos no topo chegaram ou chegarão. Cansa, desanima, a ilusào da realidade engana. “Para que subir?”, pensam uns, “para que me cansar?”, indagam outros. É o samsara. É a ilusão. A planície no pé da montanha é linda, mas é ilusória. Não existe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os Mestre povoam a montanha. Compaixão! Paciência! Perseverança! Mais caminhos, mais andarilhos, parecem não mais acabar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os caminhos começam com um único passo. Subdividem-se. Dezenas aparecem. Mas no fim, lá perto do topo todos se unem sem excessão numa solitária trilha onde não há mais nenhuma pedra, areia ou impureza, uma trilha vazia, chamada o Caminho do Boddhisatva, onde os Mestres passaram e juraram não mais ao topo voltar até terem carregado o último ser montanha acima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4709286379676037387-4155830339868231210?l=jigokunosora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jigokunosora.blogspot.com/feeds/4155830339868231210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2008/04/uma-montanha-chamada-samsara.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/4155830339868231210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/4155830339868231210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2008/04/uma-montanha-chamada-samsara.html' title='Uma Montanha Chamada Samsara'/><author><name>Mauricio Ghigonetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11142929893646405891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/TJq8k8iYPoI/AAAAAAAACl4/kAm6Lt5Q1cI/S220/45380_421725646516_629806516_5317728_5188174_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4709286379676037387.post-1672446239155004224</id><published>2008-04-18T14:54:00.000-03:00</published><updated>2008-04-18T18:13:31.111-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='buda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trabalho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='budismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>Budismo na Sociedade e no Trabalho</title><content type='html'>Inicio esta conversa com a pergunta: “O que precisamos fazer para adaptar o Budismo para o Brasil?”. No meu ver, absolutamente nada! Pois não existe nada, nenhuma doutrina dentro do Budismo que já não esteja adaptada a realidade ou à cultura do Brasil... ou da Tanzânia, França, EUA, Guiné-Bissau ou Groelândia. Definitivamente nada deve ou precisa ser feito a este respeito, pois o Budismo já é e sempre foi brasileiro. Ora, se isso pode parecer estranho, remonto as palavras do Buda que dizia que o Dharma é universal, sem dono, sem administrador, se assim o é, o Budismo sempre foi tão brasileiro quanto japonês, chinês, indiano ou coreano!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto é que o Budismo em sua forma litúrgica está impregnado de aspectos culturais dos países pelos quais ele se desenvolveu e floresceu. A grande dificuldade que encontramos é tentar achar um meio de adaptar tais culturas à nossa, o que se torna muito difícil devido aos aspectos socioculturais do povo brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para começarmos a analisar este aspecto, devemos primeiro nos perguntar qual é a verdadeira missão das ordens budistas tradicionais no Brasil. Afinal, queremos formar japoneses, chineses, coreanos, tibetanos ou queremos formar budistas? Esta é uma questão crucial para delinearmos um suposto plano de expansão para estas ordens em solo brasileiro e mesmo em outros países do continente. Temos que nos formular sempre esta questão a cada passo que damos, pois se nossa missão for criar budistas nosso objetivo está próximo e relativamente simples, mas se quisermos forçar aspectos culturais orientais alheios à nossa cultura local, estaremos cometendo graves erros. Erros que podem gerar desconfiança e severas críticas, como veremos mais à frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cerimônias, práticas e costumes estão muito mais relacionados aos aspectos culturais dos países propagadores do Budismo, do que com a religião em si. Não adianta querermos impor aspectos socioculturais aos brasileiros, pois corremos o sério risco de afastar a comunidade cada vez mais dos templos e centros. Então, se retirarmos as influencias confucionistas, taoístas, xintoístas e animistas de dentro da doutrina budista, veremos que nada há de se fazer para adaptá-la ao Brasil, pois, a menos que esteja enganado, os conceitos de compaixão, respeito, honestidade e altruísmo fazem parte do cotidiano brasileiro, praticamente desde sua colonização. Não é dito que o brasileiro é o povo mais solidário do mundo? E que mais o Dharma ensina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerimônias, etiqueta, orações? Tudo isso é importante, mas foram desenvolvidas a partir de cerimônias locais ou foram desenvolvidas pela tradição ou pelos fundadores das ordens, mas não por Buda Sakyamuni, pois na época deste a transmissão era oral e não há registros de cerimônias oficiais nesta época. Se as cerimônias e cânticos existem hoje, estes foram agregados ao Budismo como forma de se recitar os sutras, mas não são sua parte essencial. Por isso, devemos tomar cuidado de como adaptá-las ao Brasil, caso decidamos que isto é importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em caso positivo, a atenção ao aspecto de que o povo brasileiro gosta de entender aquilo que recita ou reza, se faz necessária. É sempre bom lembrar que estamos inseridos numa sociedade católica, na qual a apalavra tem poder, poder de invocação, poder de cura ou poder de amaldiçoar, tendo isso em mente, antes de qualquer coisa, o português deve ser tido com a língua principal nos centros e templos. Antes de qualquer coisa temos que colocar esforços na tradução daquilo que se recita e, lógico, depois temos que traduzir as orações e sutras para serem recitados na língua de Camões. Ora,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cerimônias em chinês, coreano ou tibetano são muito bonitas, mas vamos nos espelhar em nossos irmãos cristãos que perceberam que missas em latim afastavam os fiéis das igrejas, pois nela nada se entendia. O povo brasileiro tem orgulho de sua língua e isso deve ser respeitado e tido como base para uma suposta adaptação das cerimônias à sociedade brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por quê é tão difícil? Por quê teimamos em achar que os modos e costumes estrangeiros são melhores que os nossos! O problema é que os discípulos percebem isso e se ressentem. Vale a pena ouvirmos novamente uma frase de Charles Darwin: “Não é a espécie mais forte, nem a mais inteligente que sobrevivem, mas aquelas com capacidade de se adaptar”. Nunca podemos julgar uma cultura na base de melhor ou pior. Lembremos que Buda dizia que nada é bom ou ruim per si, é o conceito da vacuidade, tão discutido e ensinado em todas as escolas e tradições budistas. Pois então, está na hora de praticarmos um pouco mais ativamente este conceito de vacuidade, tendo em vista que os costumes e tradições orientais não são melhores ou piores que os brasileiros, e vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é muito importante para desenvolvermos um respeito mútuo entre estas culturas. Reforço estes pontos pois vêem-se movimentos para se criar “sanghas brasileiras” nos templos e centros, o que acho uma atitude louvável, porém não devemos perder de vista que a sangha é uma só e que termos sangha chinesas, sangha coreana, sangha japonesa, sangha brasileira são apenas transitórias e que devemos ter uma única e integrada comunidade para juntos trocarmos experiências e valores, partindo do pressuposto que toda e qualquer cultura por mais distante que seja tem sempre algo de bom para compartilhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é muito fácil fazer acontecer, basta lembrarmos que como foi dito no início, o Dharma é universal, não é nem budista por exclusividade e, assim, sendo, ninguém é dono dele e nenhuma língua é a oficial para transmiti-lo. Buda nem mesmo precisou falar nada para transmitir o Dharma para Mahakasyapa! “Sanghas brasileiras” são projetos pioneiros de altíssimo valor, mas tomemos cuidado para não gerar discriminação, nem oposição desnecessárias. Temos que ter todos os grupos em mesmo pé de igualdade nas decisões, votações e discussão de idéias, atribuindo-se o mesmo valor a todos os seres humanos que as compõe, não alijando ninguém, mas promovendo um trabalho integrados para serem uma só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto nos leva a outro aspecto. A formação de monges e professores de Dharma brasileiros são de extrema importância para a propagação do Budismo no Brasil. O Budismo é cheio de escolas, tradições, linhagens e isso pode confundir as pessoas ou mesmo levar a outras com menos escrúpulos a se autodenominarem professores ou mestres sem uma formação adequada, ou mesmo fundar ordens espúrias ou sem embasamento, como ocorre desenfreadamente nos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sabemos, o Budismo é baseado nas experiências pessoais e o exemplo vivo é muito importante para a caminhada nesta trilha espiritual, sendo nesse ponto que a mistura de aspectos culturais sem avaliação criteriosa pode fazer estragos. Dou aqui um exemplo. Em algumas culturas orientais ter prosperidade financeira é sinal de carma bom, sinal de uma vida de méritos e de boas ações que culminaram com as riquezas materiais, depois que se atingiu uma riqueza mental, porém no Brasil a riqueza é sempre vista com desconfiança, de maneira negativa, relacionando tal situação como perpetrador de desigualdade social, sonegação de impostos e, até mesmo, imoralidade. Cada vez que damos um exemplo ou conta-se uma estória oriental envolvendo este tema geramos desconfiança. Me lembro de um monge que deu uma palestra no Brasil e que durante esta, deu cinco exemplos de bom carma usando pessoas que ficaram ricas por causa de suas boas ações. Conclusão: os brasileiros presentes ficaram revoltados e o monge perdeu a credibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse exemplo é muito bom para ilustrar o cuidado que temos que ter em relação as cultura local. Mas o monge estava errado? Não, não estava pois em seu país a riqueza é vista como uma dádiva, como o resultado de boas ações. Mas no Brasil não é, mas com certeza ninguém explicou isso a ele. Também não podemos criticar os brasileiros que se sentiram ultrajados, não podemos criticar nem um nem outro, mas como o próprio Buda fazia e está ilustrado nos sutras para quem quiser comprovar, devemos escolher as palavras e os exemplos para cada tipo de audiência que temos, analisar se os aspectos que vamos comparar são válidos ou se não vai causar mal estar. É certo que ensinar o Dharma numa prisão é bem diferente de fazê-lo para um grupo de estudantes secundários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história do país está repleta de pessoas que usaram a fé do povo para enriquecimento ilícito e ainda o fazem e é por isso que exemplos e depoimentos envolvendo dinheiro sempre são recebidos com desconfiança e por isso que as doações ao templos são tão poucas vindas de brasileiros. Sobre este tema já ouvi os maiores absurdos, mas o fato é que temos medo de ser enganados e é por isso que o brasileiro dificilmente doa parte de seus ganhos ou posses para um templo ou centro. Basta conhecer a história e a realidade do país para concluir isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma, voltamos no ponto de que a criação de condições para que brasileiros possam ensinar brasileiros, eliminando assim incidentes diplomáticos culturais e desenvolvendo a confiança naquilo que falamos, é a base para termos um Budismo compreendido em terras brasileiras. Em nosso país falar sem vivenciar, sem o exemplo próprio é o passaporte para o descrédito, pois gera desconfiança e suspeitas de manipulação. Quase sempre se escuta em palestras de monges e mestres estrangeiros que estes ensinam um Dharma inaplicável, impossível de ser vivido, a menos que se encerre num monastério ou numa floresta, este ponto é muito sério pois depende de quem ensina transmitir a mensagem de forma coerente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se queremos falar da aplicação do Dharma na família, temos que utilizar aspectos familiares para exemplificar o modo de se fazer isso, como também devemos atrair as famílias para os templos e centros para que estas contribuam com suas experiências no lapidar sadio dos desafios da aplicação dos conceitos budistas na educação de nossos filhos e na condução de nossos trabalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se analisarmos as pessoas que freqüentam os centros e templos no Brasil, veremos que a maioria dos budistas que conhecemos são sozinhos ou freqüentam reuniões e práticas nos centros de Dharma sem a família ou companhia. A partir daí, começamos a observar este fato e a reviver as cerimônias nos centros de Dharma que freqüentamos e realmente percebemos que poucas são as família completas que vão ao centro, salvo famílias de imigrantes que já são budistas tradicionalmente. Na sua grande maioria, são pessoas que estão sempre sozinhas nas práticas e, se não são solteiras, ou separadas, seus companheiros e companheiras não os acompanham, a não ser que fosse uma visita de um mestre famoso ou importante proferindo palestras, mas mesmo assim vemos muitos grupos de amigos e poucas famílias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, tende-se a contrapor esta visão quando visitamos templos que tem suporte das comunidades orientais. Lá realmente vemos famílias inteiras nas práticas e cerimônias, mas as famílias vão inteiras por imposição dos pais, pois os jovens, quando vão, o fazem por pura obrigação diante da imposição dos pais. Mas isso não se passava conosco também? Não resistíamos bravamente às missas e cultos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então chega-se a conclusão de que o Budismo no Ocidente sofre do que pode se chamar de Crise da Conversão que nada mais é do que a falta da identidade cultural do Budismo com a sociedade ocidental, sendo que quase 100% dos budistas no Brasil e no Ocidente, como um todo, são convertidos, tirando-se obviamente, a porção constituída de famílias que emigraram de países onde o budismo é a religião oficial ou está inserido culturalmente na sociedade. Desta forma o Budismo ainda não teve tempo de adquirir forma dentro da cultura dos países ocidentais com forte tradição cristã enraizada na sociedade. Isto pode ser percebido nas expressões idiomáticas cristãs para referenciar situações budistas como o famoso e popular: “Graças a Deus!”, utilizado largamente por budistas, embora seja uma expressão puramente cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, o Budismo quase sempre é visto no Ocidente como esoterismo e por muitas vezes o vemos dentro do mesmo caldeirão de ciências esotéricas e ocultistas, bastando entrar nas principais livrarias e procurar por livros budistas na seção de Religiões. Dificilmente você irá encontrá-los lá, pois para as livrarias e para muitas editoras, somente o catolicismo e o judaísmo são religiões. O resto é esoterismo! E isso termina sendo permeado na percepção cotidiana, dando a impressão de que o Budismo, uma religião de 2.500 anos, é uma filosofia barata e que Buda serve somente para o colocarmos em cima de um pote de arroz virado de costas para a porta., pois, por mais caricato que possa parecer, é dessa foram que os brasileiros vêem Buda. Porém isto é muito errado e só mostra a condição errada que esta religião é vista nos países ocidentais e vemos isto refletindo na constituição das famílias budistas “convertidas” por aqui.. Mas, é fato que se o Budismo estivesse inserido na sociedade com uma religião estabilizada e não uma “crença” esotérica, haveria menos preconceito e menos reticências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dificilmente vemos os centros e templos budistas por este prisma da solidão de seus membros ocidentais, mas a situação está aí para ser constatada. Então chegamos a conclusão que realmente fora das comunidades chinesas, japonesas, tailandesas e afins, nossa religião ainda é uma semente. Temos que tentar trazer a família ocidental para os centros através de atividades que interessem a seus membros, tanto individualmente quanto em grupo. Se as igrejas cristãs e judaicas podem fazer isto, nós, budistas, também podemos e este seminário é uma das iniciativas que temos para tentar ampliar a visão dos Ensinamento e Preceitos de Buda dentro da família brasileira, utilizando as experiências dos convertidos e suas opiniões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nosso desafio criarmos condições para que as famílias freqüentem os templos e que os jovens se interessem, mas talvez nunca tenhamos perguntado a estes jovens o que eles querem ou como eles querem ouvir o Dharma, talvez nossa arrogância não permita que sejamos jovens e adaptemos nosso discurso às suas realidades. Jovens gostam de ser úteis, eles são movidos por ideais, então temos que aproveitar estes potenciais, não adiantando obrigá-los a nada, nem impormos qualquer ética para eles. Todos já fomos jovens: o que queríamos? Com que nos preocupávamos? Perguntemos isso aos nosso jovens de hoje. É tão fácil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As outras religiões podem nos dar ótimos exemplos de como fazer. “Vamos a lutas!”, como diria a Rev. Sinceridade, mas vamos sem arrogância ou pretensões de que temos algo para ensinar, pois temos sim, algo para aprender e isso deve começar em nossa família, no nosso lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande começo para uma educação budista para nossos filhos é desenvolver a compaixão em todos os momentos de nossa vida cotidiana. Em casa, com parentes, amiguinhos, pedintes na rua, com as pessoas que nos relacionamos temos que estar atentos em provocar isto em nossas crianças e com isto praticamos e desenvolvemos a nossa própria compaixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exemplo para nossos filhos deve ser sempre preservado e utilizado como ponto de partida para passarmos conceitos e idéias para eles de forma simples e contundente. Veja, é mais fácil mostrarmos a eles o que fazer do que nos preocuparmos com explicações lógicas, bem como, não podemos cobrar deles atitudes que devam nascer do que explicamos, pois é muito mais simples que as crianças copiem as atitudes de seus pais e familiares. Se eles fazem isto com seus amiguinhos porque não podem fazer conosco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despertar e incentivar o lado bom e compassivo de nossas crianças é um grande passo para explicarmos os princípios básicos do Budismo para elas. Se conseguirmos mostrar e passar à elas os conceitos de fazer o bem e preservar os seres vivos, já conseguiremos transmitir grande parte do ensinamento budista. A compaixão deve ser tomada como um sentimento que leva a uma atitude constante de promover o bem e fazer boas ações de modo a que isto fique inerente a qualquer situação que nos encontramos durante a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bom exemplo é a relação da criança com os animais, geralmente elas vêem um animal grande como vacas, cachorros, gatos e pássaros como seres vivos, mas animais pequenos ou que eventualmente lhe fazem mal são sempre descartados como seres e passam a ter seus dias contados na mão de nossos pequenos. Muito disto se deve também as nossas atitudes, pois estamos sempre exterminando mosquitos, moscas, baratas e insetos diversos. Sem pensar, estamos com chinelos e panos nas mãos para eliminar pequenos animais de nossos lares. Mas dificilmente lembramos que estes animais por menores que sejam são também seres vivos. Afinal, que diferença há entre a vida de um elefante ou de uma minhoca? Por que matamos um mosquito com tanta facilidade? Por que nos faz mal? Por que nos pica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma estória budista que conta que um monge vê um escorpião se afogando em uma poça d’água e salva o pequeno animal com sua mãos nuas e toma uma ferroada do bicho, mas quando o monge o coloca no seco ele volta para a água e pacientemente o monge o recolhe novamente e toma uma nova picada e o escorpião volta para a água de novo, num ciclo incansável. Um outro monge vê a cena e se aproxima imaginando a dor que seu colega está sentindo pois a picada de um escorpião provoca uma das dores mais lancinantes no ser humano, e pergunta o porquê daquele gesto, ao que o monge com a mão inchada responde: “a índole deste animal é se defender com sua cauda venenosa, a minha é querer seu bem sempre, não importando como”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta estória ilustra bem o sentimento budista em relação aos seres sencientes e temos que cultivar em nossas crianças este respeito pelos animais e pelos outros seres humanos. Não quero dizer que elas devem brincar com escorpiões ou qualquer outro animal peçonhento ou que lhes façam mal, de maneira alguma, mas quero dizer que se mostrarmos a elas que este respeito vai ser bom para os animais e para si próprios já teremos plantado uma sementinha dentro da consciência de cada uma delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez de matarmos mosquitos podemos instalar repelentes em nossas casas. Em vez de esmagarmos baratas, podemos pegá-las com um copinho e colocá-las para fora de casa. Se estamos no mato e vemos uma cobra podemos nos afastar., afinal ela só ataca quando encurralada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, podemos encontrar meios alternativos para evitarmos ao máximo matar intencionalmente os animais que nos cercam. Digo intencionalmente porque somente o fato de andarmos e sentarmos já comprometemos a vida de animais pequenos e microscópicos. Pois então, a palavra de ordem é intenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Budismo, dizemos que a ação tem quatros momentos distintos, a intenção da ação, a preparação da ação, a ação em si e o regozijo da ação executada e que para a ação ser completa devemos seguir estes passos efetivamente. O termo carma significa justamente ação e geramos nosso carma em função das ações que tomamos em nossas vidas. Assim, quando as quatro etapas de uma ação são completadas há uma geração de carma em nossas vidas, porém a “potência” deste carma adquirido pode variar se umas destas etapas é interrompida. Um exemplo é um indivíduo que comete uma ato negativo e arrepende-se logo em seguida sem se regozijar, carma ruim será acumulado, mas em menos quantidade. Um Lama tibetano uma vez contou sobre as proporções de acúmulo de carma em relação as etapas não completadas das ações cometidas, mas acho que não é relevante aqui, pois o fato é que temos que analisar nossas ações antes que aconteçam e já na primeira etapa: a intenção. Também não quero dizer que podemos fazer qualquer coisa e depois nos arrependermos que nosso “contador” de carma vai ficar passivo, mesmo porque, não podemos anular os efeitos e as causas de nossas ações por maior que seja nosso arrependimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se desenvolvermos uma intenção pura para nossas ações é um grande passo para efetuarmos ações meritórias em nossas vidas e darmos este exemplo para nossas crianças será mais fácil evitarmos ações negativas do que corrigirmos ações impensadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A compaixão também está relacionada a benevolência, ao desapego e a prática da bondade com seres humanos. O fato de sempre encontrarmos pessoas que necessitam de nossa ajuda é uma fonte de prática para nossa compaixão sem limites. Vale lembrar da frase do mestre Hsin Yun, “o mérito é duplo quando praticamos o bem, para quem faz e para quem recebe”, assim, quando praticamos o bem estamos gerando mérito para o objeto de nossa benevolência além de nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Implicarmos isto na nossa vida diária é parte dos ensinamentos budistas e fortemente referenciado nos Votos de Bodhisattva das escolas Mahayana, de Budismo. A essência destes Votos é justamente praticar o bem e a compaixão para com os outros em primeiro lugar, mesmo em relação a você próprio, ou seja, policiar nossa mente em função da prática de ajudar os que precisam no nosso convívio diário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se prestarmos atenção estamos rodeados de pessoas que possam ser alvo de nossa compaixão, dentro de casa, em nosso trabalho, no nosso clube, no círculo social que estamos inseridos. Porém, devemos sempre ter em mente que a compaixão não pode ter como objetivo a nossa própria promoção, nosso jubilo, nem ser o combustível de nosso próprio orgulho. A compaixão deve ser espontânea e visar o bem-estar alheio, porém sei bem que desenvolver uma pura compaixão, livre de interesse pode ser algo difícil na sociedade que vivemos hoje, mas se em nossa célula social, nossa família, possamos plantar uma semente, uma árvore florescerá e espalhará suas sementes pela região e assim novas árvores florescerão. Os frutos desta árvore, nossos pupilos, serão os grandes e beneficiados por estes preceitos, desde que reguemos nossa semente com água pura, pois como me disse uma vez a mestra Sinceridade, “o Budismo é como uma semente, depois que vira uma árvore, toda sua essência está nela e poucos lembram de que ela já foi uma semente”, isto quer dizer que quando plantamos os preceitos budistas em nossa família, temos que fazê-lo de forma a germinar com força para que naturalmente suas raízes se emaranhem na educação de nossos descendentes, pelos motivos que já apresentei anteriormente e conseguirmos construir mais famílias budistas de forma natural, já que a maioria destas no ocidente seja composta de budistas convertidos de outras religiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez estejamos gastando muito templo divulgando uma cultura estranha ao invés de nos ater às bases que compõe uma comunidade, pois o que culturalmente pode ter dado certo num determinado país, não quer dizer que este sucesso se repetirá aqui ou em qualquer outro país. Simplesmente, não há esta garantia. Outras religiões acharam esta fórmula, cabe a nós construirmos nossas equações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos que dar fórmulas para a comunidade utilizar no seu dia-a-dia. A pergunta que mais se ouve num seminário budista é “como levo estes conceitos para a minha vida diária?” Se esta pergunta permanece, então, é porque não estamos sendo competentes em mandar nosso recado. Como meditar trabalhando? Como um mantra me ajuda a criar meus filhos? Como o Nembutsu me ajuda a ser uma pessoa melhor? Como ser compassivo se trabalho numa empresa que me cobra resultados? Estas são perguntas comuns que vemos nas listas budistas nas Internet,. Nos seminários, em retiros. E uma outra pergunta fica no ar: estamos preparados para responder a isso usando aspectos da cultura e da sociedade brasileira? Ou o que nos resta são exemplos que muitas vezes não se encaixam nos conceitos locais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes casos, não adiantam os sutras, abhidharma ou cerimonias, nem adianta trazer aspectos das sociedades orientais para a discussão, isto é o aqui e o agora e é justamente nestes casos que monges e professores brasileiros agregam um enorme valor trazendo para a luz das argumentações suas vivências diárias e desenvolvendo analogias produtivas e encorajadoras para as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É dito que o mundo dos negócios talvez seja o mais desafiador de todos para aplicarmos os ensinamentos de Buda. É um mundo selvagem, um jogo, no qual o indivíduo não tem valor, apenas resultados, porém, ainda que inseridos neste ambiente podemos ser honestos, íntegros e humildes, mas temos que levar em conta que estes três itens são mais importante que fama e fortuna, transformando esta situação no grande desafio de nossas carreiras profissionais. Desafio maior para aqueles que ensinam o Budismo, onde honestidade, integridade e humildade devem ser tidos como base para que a própria religião não caia em descrédito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse o monge Meiho Guensho: “Empresários que pensam apenas em seu enriquecimento pessoal não são verdadeiros empresários. Os legítimos são os que se encantam com a construção de uma grande obra. Os que pensam em acumular para si são predadores, sem visão da totalidade. Falta-lhes espiritualidade. Visão abrangente. Empregados que estão sempre cogitando de como superar o colega, de como obter vantagens espúrias dentro da empresa, são salteadores, não são trabalhadores. Assim, começa a surgir a necessidade de treinar as mentes para que elas ampliem sua percepção do mundo. Para que os egos se expandam e consigam perceber o todo que nos cerca. Dentro da empresa significa compreender o objetivo último da empresa e sua inserção no mundo empresarial. Uma maior compreensão das práticas espirituais implica em entender o outro, ajuda-lo, ter espírito de equipe. Abdicar do egoísmo que atrapalha o desempenho e geram conflitos dentro das equipes. Para diretores e gerentes significa a satisfação de olhar o mundo com olhos de realizador mais profundo do que meramente a do acumulador de posses. Estas são em última instância impermanentes e perecíveis.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para iniciarmos nossas conclusões, ressalta-se a necessidade de planejamento com métricas definidas de curto, médio e longo prazo das ações a serem tomadas para que possamos integrar cada vez mais e mais o Budismo na vida das pessoas. Talvez uma atividade importante seria promover uma maior integração dos diversos centros e templos no Brasil, ainda que divididos por cidade ou região para que não haja duplicidade de ações e possamos fortalecer tanto ações sociais, mas também ações relevantes à sangha de praticantes e aos templos em geral. Um outro ponto importante é a incessante necessidade de traduções acuradas de textos budistas e sua divulgação incessante, bem como a unificação de termos e eventualmente de terminologias, que garantam um perfeito entendimento, não importando a escola ou tradição. Enfim, para termos um Budismo brasileiro basta que sigamos os ensinamentos de Buda e nada mais precisa ser feito, mas se quisermos algumas outras coisinhas a mais adaptadas, devemos esperar um pouquinho mais, mas o importante é que possamos exercitar nossa mente búdica independente de prostrações ou cerimônias religiosas, pois como diz o poema de Asahara Saichi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó Saichi, onde fica a tua Terra da Plenitude?&lt;br /&gt;Minha Terra da Plenitude fica aqui mesmo.&lt;br /&gt;E onde fica a fronteira&lt;br /&gt;Entre este mundo e a Terra da Plenitude?&lt;br /&gt;Os olhos são a fronteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(palestra proferida na inauguração do Templo Zu Lai, em Cotia, SP)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4709286379676037387-1672446239155004224?l=jigokunosora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jigokunosora.blogspot.com/feeds/1672446239155004224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2008/04/budismo-na-sociedade-e-no-trabalho.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/1672446239155004224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/1672446239155004224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2008/04/budismo-na-sociedade-e-no-trabalho.html' title='Budismo na Sociedade e no Trabalho'/><author><name>Mauricio Ghigonetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11142929893646405891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/TJq8k8iYPoI/AAAAAAAACl4/kAm6Lt5Q1cI/S220/45380_421725646516_629806516_5317728_5188174_n.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4709286379676037387.post-3867395514571290011</id><published>2008-04-18T14:52:00.000-03:00</published><updated>2008-04-18T18:13:58.208-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paramita'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nembutsu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='buda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nenbutsu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='budismo'/><title type='text'>Vivendo o Nembutsu – Os Seis Paramitas e a Vida Moderna</title><content type='html'>Antes de mais nada gostaria de agradecer à Comunidade Honpa Hongwanji, da qual faço parte há 4 anos, pelo convite de estar aqui com vocês hoje e dividir um pouco de minha experiência como Budista convertido e brasileiro. Quando recebi o convite do Rev. Mário Kajiwara fiquei honrado com a oportunidade pois acredito que o futuro de nossa comunidade e do Budismo no Brasil está nas mãos de vocês aqui presentes hoje e fico lisonjeado em ser ouvido por todos aqui. Me pareceu uma ótima oportunidade de trocarmos experiência entre uma pessoa de origem italiana que se converteu ao Budismo e segue uma linhagem japonesa. Ok! Ok! Pode parecer o “samba do bosatsu doido”, mas esta situação adiciona itens à minha vida bastante interessantes para podemos falar sobre um Budismo mais adaptado às situações cotidianas, uma vez que também sou casado, tenho duas filhas, uma de 9 e outra de 5 anos, e pretendo, um dia, me ordenar monge em nossa Ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em minha saga para estabelecer sobre o que iria falar com vocês lembrei-me que poderia transmitir aqui um pouco de minha experiência nestes quase 25 anos de estudos e buscas, porém também lembrei-me que Buda Shakyamuni nos transmitiu muitos ensinamentos, 84.000 dizem alguns, e um muito importante e que tem me norteado por muito tempo são os Seis Paramitas ou as Seis Perfeições, ensinamento referenciado sempre por vários mestres budistas, incluindo nosso fundador, Shinran Shonin e é tema de uma das comemorações mais importantes de nosso calendário, O-Higan. Então vamos tentar conectar tudo isso, começando pelo começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixem-me contar um pouco de minha saga pessoal na tentativa de atravessar para a outra margem, nesses praticamente 27 anos de estudos e dúvidas, muitas dúvidas, sobre o Budismo. Nasci numa família católica pouco praticante, há 35 anos, mas desde cedo sempre me intriguei com assuntos metafísicos e também senti uma grande atração por assuntos orientais tanto a cultura como religião. Tendo crescido num ambiente católico, com 13 anos fui fazer um retiro cristão e comecei a freqüentar uma comunidade de jovens e a estudar religião em reuniões semanais. Nesta época as dúvidas floresceram de maneira contundente e comecei a analisar os aspectos do Catolicismo por uma via mais concreta e menos dogmática. Neste mesmo período comprei um livro quase que por acaso numa livraria já fechada em São Paulo. Tal livro chama-se “Introdução ao Zen Budismo” do Dr. Suzuki que depois vim a descobrir que foi o primeiro livro de muitos budistas brasileiros e americanos. Não se bem quanto aos outros, mas eu não entendi nada do livro naquela época e mesmo hoje ainda não compreendo muito, podem ter certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas uma das poucas partes que entendi explicava sobre a condição humana presa num ciclo incessante de renascimentos, direcionado pelos resultados das ações de cada pessoa e como esses resultados poderiam afetar a vida do indivíduo e de todo os sistema social e natural que o cerca. Este foi meu ponto de partida na tentativa de encontrar respostas para minhas fortes indagações metafísicas e espirituais. Nesta fase da minha vida e mesmo na atual, a história de vida de Buda Shakyamuni sempre foi uma referência para mim, pois ele foi um jovem, um adolescente, assoberbado de dúvidas e durante toda sua juventude e parte de sua via adulta procurou respostas em todos os cantos. Creio que esta parte inicial da vida de Buda não foi muito diferente da minha ou da de vocês... a não ser pelos 3 palácios magníficos que ele tinha!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir deste livro comecei a estudar mais e mais e comecei a praticar também num templo tibetano da escola Nyingma em São Paulo, depois indo para um templo Ch´an, no qual comecei a ensinar o Dharma para pessoas iniciantes que nos buscavam. Foi nesta época que entrei em contato com a doutrina da Terra Pura primeiro chinesa e depois japonesa, o que me convenceu ser uma doutrina aplicável a qualquer estilo de vida e a qualquer idade, não havendo limitadores de lugar, tempo ou condição social para que se possa praticar, afinal de contas para recitar o Nembutsu somente precisamos conhecer as sílabas, pois mesmo um mudo ou um cego podem assim fazê-lo. Diante de um conhecimento um pouco maior desta doutrina, me convenci que era uma doutrina definitiva, coerente e altamente fácil de ser transmitida, embora, para as mentes ocidentais, algumas vezes difícil de ser compreendida por causa da mente cristã que permeia a sociedade ocidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste meio tempo, me casei com uma pessoa que conheci naquela comunidade cristã e tenho hoje duas filhas. Todas, incluindo minha esposa, budistas. Creio que somos uma das primeiras famílias budistas brasileiras de pais convertidos, com filhos que nasceram budistas e isso nos dá uma responsabilidade dobrada pois temos a obrigação de passarmos para nossas filhas as bases da religião de nossa família, desde os conceitos, as práticas e principalmente a ética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste período como budista, pude verificar que muitas perguntas são recorrentes indagadas por brasileiros e até mesmo por integrantes das comunidades orientais. Acho que a campeã é a famosa “como posso ser budista e aplicar os conceitos desta religião na minha vida diária?” e outra muito importante é “como podemos transmitir o Dharma para um jovem ou uma criança?”. São perguntas que necessitam de dois lados para serem respondidos: um deles é o que os professores, monges e Comunidade podem proporcionar e outra é o que as pessoas estão dispostas ou vêem valiosos para suas vidas. É sempre bom lembrar que o Budismo nunca teve um caráter proselitista no mundo, ou seja, nunca foi atrás de adeptos, nem fica no farol pregando, competindo com malabaristas mirins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho também que a primeira parte precisa ser comunicada sobre como a segunda quer ser abordada e que tipo e como querem receber mensagens sobre o Budismo. Poderia dizer também “Se quiserem receber”, mas acho que várias dezenas de jovens dos quais vários viajaram mais de 500 quilômetros para estar aqui, devem estar alguma coisa interessados no Congresso e sobre o que temos a dizer, do que simplesmente a integração e descontração que o evento pode proporcionar. Assim, convoco a todos para um diálogo franco com as lideranças de nossas comunidades para que possamos alinhar as expectativas de vocês com as capacidades atuais e futuras do Hongwanji no Brasil.&lt;br /&gt;No que tange a segunda parte, ou seja, vocês, jovens do Hongwanji gostaria de lembrá-los de uma boa parábola japonesa: “A Rã que vive no poço”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia uma rã que vivia num poço, próximo ao oceano que ali havia nascido e dali nunca tinha saído pois não conseguia saltar tão alto. Mesmo porque ela desconhecia o mundo ao redor do poço pois, como nunca o havia visto, para ela não havia nada além das paredes de pedra de seu poço. Desta forma, ela ignorava o imenso oceano ao seu redor e que dele somente ouvia o seu som, ignorando por completo o que realmente era. Ela não só ignorava o oceano, ou seja, a condição do mundo onde vivia, mas também ignorava sua própria condição de “rã presa no poço” e para descobrir que vivia num poço e que havia um oceano a poucos metros ela teria que sair dali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas um dia uma garça começou a sobrevoar o poço e viu a pequenina rã ali a coaxar (rã coaxa?) . Pousou na borda do poço e perguntou a rã porque ela vivia num poço, tendo um oceano tão grande a seu dispor do lado de fora. Surpresa com a pergunta do pássaro, ela reagiu confusa dizendo que o pássaro de nada sabia e que o poço era seu mundo seguro e confortável e que nada poderia existir além dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da reação da rã, a garça voa para longe, deixando-a. Depois de algum tempo, a rã reflete sobre o que a garça disse e começa a questionar se realmente não haveria um mundo além das paredes de pedra do poço e que talvez esteja equivocado e que a história daquele pássaro poderia ter algum fundamento. Na outra vez que o pássaro por lá sobrevoou, a rã o chamou e desculpando-se pela atitude na vez anterior pediu que a garça a levasse para um passeio em suas costas. A garça, muito prestativa, concorda com o pedido, colocando a pequena rã em suas costas e alçou vôo. A certa altura a rãzinha olha para baixo e vê seu pequeno poço, essa compreende quem era, onde morava e que havia um oceano imenso e desconhecido ao lado de sua casa que nunca havia visto. Ou seja, a pequena rã experimentou duas realizações simultâneas, quem era e onde estava inserida, dissipando suas dúvidas existenciais. Ela vê como era pequeno seu poço e como era imenso o oceano, alguns autores dizem que esta parábola demonstra a condição humana antes de ter contato com o Budismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas se vêem como entes isolados do mundo achando que suas atitudes se encerram em si próprios e desconhecem suas condições, seus poços onde vivem e também desconhecem o oceano ali ao lado, ou seja a grande sabedoria búdica que está ao nosso dispor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me espelho muito nesta rã e creio que muitos de vocês também, pois antes de termos um mínimo contato com o Dharma, estamos na mesma condição do poço e basta que uma pequena fagulha nos atinja para que uma interminável lista de dúvidas se forme sobre nosso poço e sobre a possibilidade de haver um oceano nos rodeando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas onde podemos encontrar uma garça para com a qual possamos alçar vôo? Eu vejo que temos muitas garças ao nosso redor, embora tenhamos o péssimo hábito de enxotar esses pássaros de nossas vidas. As primeiras garças que vejo em nossas vidas são nossos pais. Vocês já perceberam a quantidade de conselhos que eles nos dão e nós ignoramos e muito tempo depois descobrimos que eles tinham razão? Tá bom, tá bom, alguns não, mas a maioria sim. Pelo menos tenho certeza que aqueles relacionados com o Dharma são certos e diretos. Mas nós enxotamos eles, não? “Sai do meu quarto que você não sabe nada!”; “Os tempos mudaram”; ou ainda, creio que a mais freqüente desde o meu tempo: “Não enche o saco, pô!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por mais velhos e antiquados que nossos pais possam ser o Budismo, o Nembutsu, a Terra Pura são atemporais, podemos falar deles por anos e anos e sempre serão atuais. O que talvez tenhamos que moldar é a maneira como fazemos isso. Os exemplos a serem usados, a forma de se falar deve se moldar mas sofrimento será sofrimento e karma será karma até o fim dos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E continuando a falar em garça, digo que as outras que temos são os “bons companheiros”, ou seja, os monges e professores de Dharma que cruzam nossas vidas e a quem também pouco ouvimos, só não os mandamos não encher o saco, mas até acho que alguns pensam assim. Mas são das bocas dessas pessoas que o Dharma flui e que podemos, muitas vezes entrar em contato com mecanismos para compreender nossa verdadeira condição humana e do nosso mundo ao redor. Cometemos o erro de achar que os monges nos darão respostas prontas e imediatas para nossas inquietações. E nos comportando como rãs que enxotam as garças, ignoramos suas palavras e seus conselhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então para podemos alinhar nossas expectativas com as capacidades de aprendizado que nos são oferecidas temos que aceitar nossas condições ranárias e iniciarmos nossa saída do poço e isso significa, no mínimo, um pouco de confiança mútua. Costumo pautar, ou pelo menos tento, minhas ações por alguns itens simples ensinados por Buda e realçados por vários mestres budistas. Esse é um ponto para começarmos a falar sobre Budismo em nossas vidas e como encaixa-lo seria analisarmos as Seis Perfeições que nos foram ensinadas por Buda como uma maneira de se viver o Budismo em nossas vidas. São elas a generosidade (Dana), a ética (Shila), a paciência, que eu preciso aprender a ter (Kshanti), o esforço (Virya), a concentração (Dhyana) e a sabedoria (Prajna). Esses paramitas ou Perfeições ou higan, em japonês são os meios pelos quais o Buda nos guia da margem mundana do mundo para a outra margem da Terra Pura. Este conceito de transposição de margens deu origem ao O-Higan cerimônia na qual expressamos nossa gratidão por termos sido despertados pela Sabedoria e Compaixão Infinita de Buda Amida, tal como a rã foi desperta pela garça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das Seis Perfeições acho que o mundo e principalmente nosso país recentemente carece de “Shila”, ética, para que nossas ações sejam carregadas de alinhamento moral e possam ser direcionadas segundos princípios de Prajna, ou seja, sabedoria, a Sabedoria Infinita de Buda. Agindo com ética já é um grande passo para vivermos o Budismo em nossas vidas pois a ética garante que nossa ações sejam retas. Se a cada vez que temos que tomar uma ação seja em relação aos amigos, família, escola... que seja embasado nas ética que Buda nos apresenta e é resumida pelos outros paramitas, paciência, concentração, esforço, generosidade e sabedoria.&lt;br /&gt;A paciência nos ajuda a pensar mais antes de agir, a avaliar a situação usando a sabedoria, para entendermos a situação presente e futura e as conseqüências dos resultados daquilo que pensamos e executamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos de sabedoria, esta se mostra indispensável para vivermos de forma ética e serena; é a partir da Sabedoria Infinita de Amida que recebemos a Luz do Outro Poder que nos impele para a outra margem, então é através dela que pautamos as análises da vida e a compreensão da nossa condição humana. A aquisição da sabedoria está mais associada a ouvir o Dharma e verificar a transformação que esta atitude nos traz do que a sabedoria gramática, aquela contida em livros. A Sabedoria Infinita de Buda Amida é vivência, não teoria; é realização e não pesquisa; é despertar e não dormir; e é desta forma que vamos atravessando o oceano de nossas vidas. Se aceitarmo-nos como somos e como estamos inseridos no mundo, entendendo que a cada atitude nossa afetamos o mundo, estaremos utilizando nossa sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A generosidade é um exercício de altruísmo, mas não necessariamente uma doação material, mas uma doação moral e ética. Um posicionamento livre de troca e julgamento. Confundimos muito generosidade com esmolas e não há coisa mais antagônica. Generosidade está relacionado com compaixão, com eliminação do ego individual e permeia nosso modo de vida. Ser generoso é ser amigo na última concepção da palavra, é ser filho, irmão, sem pedir algo em troca. Eu sei, agora muitos estão pensando: “Ah! É muito fácil falar!”. Mas se não começarmos em algum lugar com algum esforço (Virya) que é um outro paramita, jamais poderemos viver no Nembutsu, porque nosso esforço próprio, nosso Próprio Poder, deverá ser suplantado pelo Outro Poder, o Poder de Amida. O esforço é um esforço puro, sem julgamento e expectativa de troca. É o vôo da rã, é a vontade sair do poço e tirar as dúvidas, pois essas dúvidas que nos surgem são dissipadas quando nos sentimos compelidos a voar nas costas das garças. Esse esforço de voar, essa vontade é a manifestação do Outro Poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A concentração nos dá a virtude de focar para compreender, focar para transformar. Quando ouvimos o Dharma e nos concentramos nas palavras daqueles que nos falam e permitimos que tais palavras destruam preconceitos e conceitos errôneos, tal concentração está contribuindo para nossa sabedoria e ao desenvolvimento de nossa ética também. A concentração é desenvolvida de formas diferentes em várias escolas budistas. No Jodo Shinshu, nossa concentração é focada na contemplação do Dharma, dos Sutras, Gathas e as cartas de nossos mestres, pois é através deles que poderemos experenciar a transformação necessária para atingirmos a outra margem, embalados pelo barco da Compaixão Infinita de Amida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois desse pequeno passeio pelos paramitas, voltamos ao primeiro que descrevi que é justamente a ética. Uma juventude ética vai gerar um futuro brilhante para nossa sociedade. Pode parecer piegas, mas olhem para situação político-social de nosso país. Ela foi gerada por condições que uma juventude gerou um dia, no passado. Isso que vemos é uma conseqüência natural de ações errôneas do passado e como sabemos não podemos mudar as conseqüências, os efeitos, temos que alterar as causas e condições. Se somos impelidos a agir com essas Perfeições, mesmo que num contexto diminuto, já estamos contribuindo para uma situação melhor para nossa sociedade e país. Não nos basta cobrar, a execução é ponto crucial para a transformação. E executar é agir e para agir temos que o fazer com no mínimo sabedoria e ética para que o efeito seja benéfico e duradouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim recitar o Nembutsu é um agradecimento por ser um rã (e das grandes no meu caso!) e uma certeza que estou voando e que consegui ver o Oceano. Acho que tive várias garças em minha vida e tendo a ver todas as pessoas e situações que me cercam como garças, nas quais pegarei carona várias vezes. É certo que o cantinho do poço é mais gostoso e confortável, mas afinal andamos centenas de quilômetros para estar aqui e isso também já é um baita esforço, que com certeza nos foi impelido por uma Sabedoria além de nossas vontades egóicas. Sendo assim só me resta juntar as mãos e recitar... Namo Amida Butsu! Namo Amida Butsu! Namo Amida Butsu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(por Mauricio Ghigonetto – Shaku Hondaku – 39o. Congresso Sul-Americano de Jovens Budistas – Araçatuba, SP)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4709286379676037387-3867395514571290011?l=jigokunosora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jigokunosora.blogspot.com/feeds/3867395514571290011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2008/04/vivendo-o-nembutsu-os-seis-paramitas-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/3867395514571290011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/3867395514571290011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2008/04/vivendo-o-nembutsu-os-seis-paramitas-e.html' title='Vivendo o Nembutsu – Os Seis Paramitas e a Vida Moderna'/><author><name>Mauricio Ghigonetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11142929893646405891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/TJq8k8iYPoI/AAAAAAAACl4/kAm6Lt5Q1cI/S220/45380_421725646516_629806516_5317728_5188174_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4709286379676037387.post-2642085731161870506</id><published>2008-04-18T14:48:00.000-03:00</published><updated>2008-04-18T18:14:26.527-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terra pura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jodo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='oceano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='buda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='shinshu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='budismo'/><title type='text'>O Oceano - Parábola Tradicional Jodo Shinshu</title><content type='html'>"Numa noite um navio parte de uma ilha tropical. Depois de muitas horas em alto mar, um marinheiro caiu pela amurada mergulhando na água. Ninguém no navio notou que faltava um homem e continuaram navegando em sua rota. A água estava gélida e as ondas estavam agitadas. Estava assustadoramente escuro. O marinheiro se sacudia freneticamente para se manter acima da água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele então começou a nadar em direção a uma ilha que ele viu antes de cair. Tinha perdido totalmente seu senso de direção e não estava seguro de que estava indo para a direção correta. Embora fosse um bom nadador, seus braços e pernas logo começaram a enfraquecer, seus pulmões estavam cansados e ofegava por ar. O marinheiro se sentia perdido e totalmente sozinho no meio do oceano. Seu fim parecia estar próximo. Sendo tomado pelo desespero, suas energias se esvaíam, como a areia de uma ampulheta e começou a engasgar com a água que batia em seu rosto, sentindo seu corpo sendo sugado para as profundezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste instante, ele ouviu uma voz das profundezas do oceano que dizia: "Livre-se! Livre-se de seu esforço! Está tudo certo, você está bem! Namo Amida Butsu!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O marinheiro ouvi a voz e parou com seu esforço inútil de tentar nadar por suas próprias forças. Ao invés disso, virou de costas, com os cotovelos abertos e as mãos atrás da nuca, como se estivesse deitado em seu gramado numa confortável tarde de verão. Ele estava surpreso por ver que o oceano o segurava, o suportava e o levava a qualquer parte, sem nenhum esforço de sua parte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, a água parecia quente e as ondas estavam calmas, pois sem nadar contra elas ele apenas subia e descia com seu passar. O oceano que antes parecia querer sugá-lo agora cuidava dele e ele estava agradecido e feliz em saber que tudo estava certo! Compreendeu, então, que tudo sempre esteve certo e que ele sempre esteve bem! Ele apenas não sabia disso. O oceano não mudou em nada. Mas alterando sua maneira de pensar, a relação do marinheiro com o oceano foi que mudou. O mar transformou-se de um inimigo perigoso e assustador, num amigo que abraça e apoia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O marinheiro sabia que não podia boiar para sempre no meio do oceano. Se não tivesse nenhum outra obrigação ou responsabilidade, ele poderia ficar ali e desfrutar desta calma infinita. Mas, a imagem de sua mulher e filhos pequenos esperando em casa ansiosamente por sua volta o inspirou a tentar alcançar a costa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele começou a nadar como antes, mas com uma importante diferença. Agora, ele confia no oceano como um ente querido que protege e consola. Ele sabe que toda vez que se cansar, pode deixar-se levar, pois o oceano o apoiará. Mais importante, ele agora sabe que enquanto nadar, será o poder do oceano e não o seu próprio que o manterá acima da água. Sim, ele move seus cotovelos para nadar, mas aprendeu que pode boiar sem se esforçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que se sente seguro nos braços do mar, o marinheiro pode pensar em como achar uma ilha. Estuda a posição das estrelas e da lua, bem como a direção dos ventos. Usando seu treinamento como marinheiro, este imagina onde estaria a ilha mais próxima e se move em direção a ela. O nadador não tem nenhuma garantia de que escolhera a direção correta, mas agora tem certeza de que o oceano não o deixará se afogar. Eventualmente ele encontrará a ilha. Em retribuição por esta nova confiança e alegria, o marinheiro escuta a si mesmo murmurar: “Namo Amida Butsu! Namo Amida Butsu! Namo Amida Butsu....!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Extraído do livro "Ocean - An Introduction to Jodo Shinshu Buddhism in America" - Rev. Kenneth K. Tanaka (Wisdom Ocean Publication) - Tradução livre de Shaku Hondaku)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4709286379676037387-2642085731161870506?l=jigokunosora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jigokunosora.blogspot.com/feeds/2642085731161870506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2008/04/o-oceano-parbola-tradicional-jodo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/2642085731161870506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/2642085731161870506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2008/04/o-oceano-parbola-tradicional-jodo.html' title='O Oceano - Parábola Tradicional Jodo Shinshu'/><author><name>Mauricio Ghigonetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11142929893646405891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/TJq8k8iYPoI/AAAAAAAACl4/kAm6Lt5Q1cI/S220/45380_421725646516_629806516_5317728_5188174_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4709286379676037387.post-7491360808552674399</id><published>2008-04-17T19:34:00.001-03:00</published><updated>2008-04-17T20:04:07.429-03:00</updated><title type='text'>A Melhor Escola Para Nossos Filhos</title><content type='html'>Foi com uma mistura de humor com indignação que li várias reportagens na mídia sobre o ranking nacional das escolas particulares baseados na prova do ENEM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendo tais reportagens comecei a ver na minha mente pais e mães se gabando de terem seus filhos nas escolas, ditas, "top 10" do país e avós espalhando pela vizinhança que seu netinho é aluno do Vértice (primeiro da lista, ou seja, "The Top")  "desde pequininho" e é "um dos melhores da classe".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando busquei a escola das minhas filhas, "Escola Viva", na lista e não encontrei. Então lembrei que o ENEM se baseia na prova do ensino médio e a Escola Viva ainda não possui ensino médio. Confesso que no começo senti certo desânimo em não vê-la lá, afinal, é a escola que "minhas filhas" estudam e por consequência a "melhor do Brasil". Vocês já viram o quanto se discute sobre escolas em conversas de amigos que possuem filhos nessa idade? É uma Ode Ao Ego: "minha filha estuda no Porto...", "ahhh mas no Santa ela tem informática desde o maternal", "eu pus meu filho no Waldorf pois a filosofia de lá me encanta", "ahhh, mas você tem que ver o programa de esportes do Gracinha...", ou ainda "minha filha participou de uma competição de matemática pelo Objetivo que teve tantos campeões". É hilário se não fosse catastrófico e fico pensando que o ego humano age até mesmo sobre as pessoas inocentes de nossos filhos, os quais são usados como instrumentos de nossos venenos mentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que voltei a realidade, comecei a pensar o que uma escola deve representar na vida de um filho e o quanto vale estudar em uma escola "top 10" para que se seja "alguém na vida".  Me lembrei de um texto da psicóloga Rosely Sayão que discorria sobre "a terceirização da educação dos filhos, promovida pelos pais em relação à escola", ou seja, hoje em dia, pela pura falta de tempo ou vontade, os pais esperam que as escolas eduquem seus filhos em todos os aspectos, sonegando a estes seus próprios valores e visões sobre a vida. Também lembrei de outro texto dela, que fala sobre "bullying", assunto que é muitas vezes ignorado pelos pais e por educadores e trata do assédio psicológico sofrido pelas crianças na escola por parte dos próprios colegas e por incrível que pareça isso acontece nos melhores colégios do mundo, inclusive nas "top 10".  Então me lembrei de um churrasco na casa de uns amigos, no qual uma arquiteta presente anuncia: "Quando recruto alguém, a primeira coisa que vejo é a faculdade que estudou, se for UNIP, Anembi Morumbi, UNISA ou UNINOVE eu jogo o curriculum no lixo, já nem leio o resto".... dei algumas risadas porque do outro lado da mesa estavam eu e minha esposa, ambos ex-alunos da UNIP, mas tudo bem, deixa para lá....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à realidade me dei conta que é melhor que a escola de minhas filhas não figure nem entre as "Top 500", porque minhas filhas não estão lá para serem gênias ou especilistas em "binômio de Newton" ou para tirarem 9,5, 10 em todas as provas. Não é isso que espero de uma escola. O que espero é que minhas filhas sejam GENTE, gente de verdade, sinceras, honestas e acima de tudo, compassivas. Sei que grande parte disso depende de nós pais, mas é muito bom quando a escola segue a mesma linha.  Sempre escuto que "o mundo é competitivo demais, temos que preparar nossos filhos!!!" e ouvi muito isso de meus pais.  No fim, cresci com medo de arriscar, de só apostar no certo e vejo muitos conhecidos com menos posses do que eu, mas com uma vida tranquila, fazendo o que gostam e sendo GENTE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, vejo pessoas que esturaram no ITA com mais de 50 anos, com empregos de jovens de 26-27 anos, subalternos de gente que estudou na UNIP, na UNISA, na UNINOVE, na Anhembi Morumbi, pois afinal o que interessa é a atitude das pessoas e que estas estejam preparadas para a vida e não para uma profissão e a vitória é uma conseqüência e não um objetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto vencer for um objetivo, quem trilhará esse caminho é o ego e muitas vezes o ego dos pais e não dos filhos.... quando a vitória for vista como uma conseqüência, nossos filhos viverão uma vida plena.  Nós pais temos o dever de incutir em nossos filhos nossos valores, pois isso escola nenhuma o fará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, me lembrei que meu irmão estudou no Vértice, foi convidado a se retirar do colégio, por contestar as convicções do diretor. Vê-se bem que a escola "Top 1" deve ser campeã em "binômio de Newton", mas pelo jeito foi reprovada no quesito democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Namo Amida Butsu&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4709286379676037387-7491360808552674399?l=jigokunosora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jigokunosora.blogspot.com/feeds/7491360808552674399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2008/04/melhor-escola-para-nossos-filhos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/7491360808552674399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/7491360808552674399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2008/04/melhor-escola-para-nossos-filhos.html' title='A Melhor Escola Para Nossos Filhos'/><author><name>Mauricio Ghigonetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11142929893646405891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/TJq8k8iYPoI/AAAAAAAACl4/kAm6Lt5Q1cI/S220/45380_421725646516_629806516_5317728_5188174_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4709286379676037387.post-7874293760787028829</id><published>2008-04-17T19:08:00.000-03:00</published><updated>2008-04-17T19:12:15.117-03:00</updated><title type='text'>Resposta ao filósofo Slavoj Zizek</title><content type='html'>Amigos, abro meu blog para publicar carta de resposta de um monge conhecido meu, ao editorial da Revista MAIS escrito pelo dito filósofo Slavoj Zizek, contestando a posição dos tibetanos em relação à invasão chinesa. Tal editorial é uma peça de "ficção científica" que se não peca pela orientação puramente comunista (nada contra, mas tudo que é demais faz mal), peca pela falta de conhecimento histórico e evidencias comprobatórias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prezados editores do "Mais":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive a oportunidade de ler a matéria de título "O Tibete não é tudo isso" de autoria do Sr.Slavoj Zizek e gostaria de tecer alguns comentários críticos em relação aos 9 pontos levantados pelo autor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1-O primeiro ponto consiste na alegação de que a relação entre a China e o Tibet é longa e complexa e que é problemática a asserção de que o Tibete era um país independente em 1949 quando foi invadido pela China. Acho importante ressaltar que "China" é um termo muito vago no que diz respeito à unidade política desse país. Na crônica histórica chinesa geralmente se emprega o nome de cada dinastia para designar a unidade política. Acho no mínimo problemático afirmar que o Tibete tenha estado sujeito ao poder protetor da China durante alguma das Dinastias nacionais, mas me parece bem mais fácil e mais concreto apontar para a relação entre esses dois estados nas três últimas Dinastias ( Yuan, Ming e Shin ) e na época da república chinesa. Na dinastia Yuan ,China e Tibet fazem parte de uma mesma formação política, mas a própria China nada mais é nessa época do que uma parte do Império Mongol. Se a atual República popular da China quizer reclamar como integrante de seu território toda a extensão territorial do Império Mongol ela teria que reclamar a Hungria e a Ucrânia como parte de seu território. Na Dinastia Ming são expulsos os Mongóis e consequentemente à sua expulsão o território chinês mingua considerávelmente. Não conheço nenhum historiador responsável que afirme que o Tibete fazia parte do território chinês durante essa Dinastia. No que diz respeito à última Dinastia, a Dinastia Shin é polêmico que o Tibete fizesse parte do território dessa Dinastia, mas o problema central não é esse: mesmo que o Tibete tivesse se tornado parte do território dessa Dinastia ela era da mesma forma que o Império Mongol uma unidade política capaz de abarcar a China e o Tibete em seu interior. A Dinastia Shin era uma unidade política completamente distinta da atual República popular da China e sua relação com o Tibete em nada legitima o direito de posse territorial do Tibete por parte desta última. O exemplo dado por Zizek a respeito da origem do termo Dalai Lama é particularmente infeliz: esse título se origina em uma relação contratual entre o Tibete e a Mongólia e não entre o Tibete e a China. Para terminar, existem várias avaliações a respeito da relação entre o Tibete e a república chinesa iniciada em 1911mas não conheço nenhum historiador responsável que reconheça que o tibete fazia parte do território chinês nesse período. Assim sendo, a invasão do Tibete pela China em 1949 assume um caráter nítidamente imperialista e os argumentos apresentados por Zizek se revelam como a expressão de uma ignorância e obscurantismo verdadeiramente inacreditáveis. Semelhante ignorância e obscurantismo não condizem com o ofício de um filósofo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- O segundo ponto levantado por Zizek diz respeito ao feudalismo rígido e à ausência de desenvolvimento econõmico no Tibete anterior à invasão chinesa.&lt;br /&gt;Acho estranho que se tente superar esses problemas através de uma ocupação imperialista, mas se impõe aí a seguinte questão: a quem esse desenvolvimento econõmico tem beneficiado? Ao que parece não foi ao povo tibetano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- O argumento seguinte consiste em que a destruição dos mosteiros tibetanos não foi um efeito importado pela revolução cultural na medida em que só estavam estacionados 100 guardas vermelhos no Tibete da época e que as destruições foram desenvolvidas pelos próprios tibetanos. Acho duvidosos esses dados históricos e gostaria de solicitar provas de sua veracidade, mas essa não é a questão decisiva. O que importa é que tendo sido essas destruições orquestradas pela ideologia e pela liderança política do governo de Beijing ele não tem como se eximir da responsabilidade por esse processo de destruição cultural e religiosa. Trata-se de outro argumento inacreditável para alguém que pretende representar a filosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4-O quarto argumento tenta racionalizar a invasão chinesa do Tibete em função da presença de agitadores da Cia que buscavam desestabilizar essa região.&lt;br /&gt;Dizer isso é a mesma coisa que justificar a antiga invasão do Afganistão pela Urss. ( existe aí um dado curioso: Tibete e Afganistão possuem um destino comum como objetos da disputa territorial das nações imperialistas )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- O quinto argumento diz respeito à violência dos protestos. Além de silenciar a respeito da brutal repressão policial voltada para esses protestos evita discutir a complexidade da avaliação contextual e a existência de forças políticas envolvidas que possuem orientação completamente distinta dos Monges budistas e do Dalai Lama. A comparação completamente infeliz com a situação palestina evidencia a meu ver um viés claramente fascista na abordagem de Zizek.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6-Aparece em seguida a alegação de que a China tem investido econõmicamente no Tibete e que esses investimentos tem proporcionado ao´povo tibetano um padrão de vida de que ele nunca gozou em toda sua história. É curioso que ele silencia a respeito da política de transferência de populações e dos privilégios econômicos e sociais que essas populações gozam em relação à população tibetana. Semelhante visão aponta para uma concepção vulgarmente desenvolvimentista, visão essa que parece se constituir no único fundamento das infelizes afirmações de Zizek.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7- O argumento seguinte diz respeito em parte ao abrandamento da repressão física à religião e ao fato parcialmente verdadeiro de que os chineses aprenderam que o capitalismo sem freios é muito mais eficaz que a violência física quando se trata de enfraquecer as relações sociais tradicionais. Zizek confirma essa visão afirmando que em uma ou duas décadas os tibetanos estarão reduzidos a uma minoria semelhante aos índios Norte-Americanos.&lt;br /&gt;Semelhante afirmação implica a meu ver em uma apologia do genocídio cultural orquestrado pelo desenvolvimentismo e pelo capitalismo selvagem.&lt;br /&gt;Tudo isso me parece uma grotesca justificação do genocídio de minorias através da categoria criminosa da inevitabilidade histórica do capitalismo sem freios. Pretendo que a função de um filósofo consiste em criticar radicalmente semelhante visão e em apontar caminhos para sua superação. Zizek parece ter capitulado diante da ideologia neo-liberal e abdicado de seu papel de filósofo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8- Vem em seguida a visão extremamente preconceituosa de que a motivação da solidariedade ocidental ao Tibete deriva da ideologia "New Age" veiculada pelo Budismo do Dalai Lama. Sendo eu mesmo budista e essencialmente crítico da ideologia do "New Age" sinto-me obrigado a protestar enérgicamente contra uma asserção tão profundamente marcada pelo preconceito e pela ignorância. Mesmo no Brasil as lideranças budistas que lideram o movimento de solidariadade ao Tibete são essencialmente críticas à ideologia do "New Age". Zizek chega ao absurdo de expressar o temor de que essa "ideologia budista do new age" esteja se transformando na ideologia dominante do mundo capitalista globalizado, afirmação essa que além de ser uma verdadeira expressão de ignorância e obscurantismo traz em sí fortes implicações xenófobas e etnocêntricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9- O último argumento é o mais sério de todos e me parece expressar o ponto central da visão de Zizek. Ele aponta para uma possível contradição entre o desenvolvimento econômico e a democracia e desenvolve uma verdadeira apologia da eficácia dos regimes autoritários no processo de desenvolvimento econômico. Semelhante visão é um insulto para quem viveu sob as ditaduras militares desenvolvimentistas no Brasil e em outros países da América latina.&lt;br /&gt;E isso aponta para o caráter medíocre da visão marxista de Zizek. Ele ainda parece acreditar no mito de que o crescimento das forças produtivas conduz à desagregação das relações de produção capitalista. Semelhante visão é virtualmente idêntica à visão do Partido comunista Chinês que resume sua atual tarefa como sendo o "desenvolvimento das forças produtivas". Lembro-me de ter assistido na televisão a um discurso do ditador norte-americano George W.Bush que justificava a entrada do mercado norte-americano no Iraque sob o pretexto da necessidade de superar a miséria. A retórica de Zizek não difere em nada a meu ver da visão dos ditadores chinese e norte-americanos.&lt;br /&gt;Para concluir, gostaria de dizer que é precisamente essa crença fatalista na inevitabilidade do crescimento econõmico capitalista e quantitativo, essa superstição que acredita existir alguma relação entre semelhante desenvolvimento e a superação da miséria das massas que se constituiu no verdadeiro monstro do século XX, monstro esse responsável por todas as guerras e genocídios que pudemos testemunhar nesse terrível e doloroso século. A superação de semelhante superstição me parece ser a grande questão do séculoXXI. Concordo com Zizek que existe um conflito essencial entre capitalismo e democracia; a questão para mim consiste precisamente na superação do capitalismo e da crença fatalista no crescimento econômico através da radicalização da democracia. Creio também que a publicação dessa grotesca apologia do genocídio, da ignorância e do obscurantismo coloca uma séria questão para os senhores: como conciliar a liberdade de expressão com a publicação de semelhante apologia do genocídio? Admito que não tenho uma resposta definitiva para essa questão: aguardo o claro posicionamento dos senhores editores do "Mais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais, respeitosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joaquim Antônio Bernardes Carneiro Monteiro.&lt;br /&gt;Monge Shaku Shoshin.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4709286379676037387-7874293760787028829?l=jigokunosora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jigokunosora.blogspot.com/feeds/7874293760787028829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2008/04/resposta-ao-filsofo-zizek.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/7874293760787028829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/7874293760787028829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2008/04/resposta-ao-filsofo-zizek.html' title='Resposta ao filósofo Slavoj Zizek'/><author><name>Mauricio Ghigonetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11142929893646405891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/TJq8k8iYPoI/AAAAAAAACl4/kAm6Lt5Q1cI/S220/45380_421725646516_629806516_5317728_5188174_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4709286379676037387.post-375753613189600776</id><published>2008-04-05T11:16:00.000-03:00</published><updated>2009-03-19T14:42:56.533-03:00</updated><title type='text'>A semana que abalou o Tibete: uma reconstituição</title><content type='html'>(por Sylvie Kauffmann, Brice Pedroletti e Bruno Philip)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; (com Frédéric Bobin)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sexta-feira, 14 de março, a violência tomou conta de Lhasa, a capital do Tibete chinês. Qual seria ao certo a seqüência de eventos que antecedeu, efetivou e depois se seguiu a esta "sexta-feira negra" que projetou brutalmente o Tibete como destaque na mídia e na cena diplomática mundial, colocando ainda a China numa posição defensiva? Mais de quinze dias depois dos fatos, muitos são os elementos que permanecem sem explicação. Os testemunhos são parciais. A intoxicação da propaganda política levantou a sua cortina de fumaça. A impossibilidade para a imprensa de trabalhar dentro de condições independentes num Tibete trancado a sete chaves pela forças chinesas hipoteca a procura da verdade. Contudo, depois da grande confusão dos primeiros dias, tornou-se possível agora enxergar um pouco melhor o que realmente aconteceu. Tudo começa na segunda-feira, 10 de março em Lhasa. No Tibete, o dia 10 de março é sempre uma data complicada: é o aniversário do levante de Lhasa em 1959. Na ocasião, o 14º dalai lama, com idade de 23 anos, havia optado por fugir, passando pelos desfiladeiros gelados do Himalaia para se refugiar na cidade indiana de Dharamsala. Até hoje, o episódio constitui um motivo de luto político para os tibetanos. A data permanece sensível, mas não necessariamente explosiva. Mas este dia de 10 de março de 2008 é muito especial. Os Jogos Olímpicos de Pequim serão realizados dentro de cinco meses, e os holofotes da imprensa internacional estão voltados para a China cintilante. Para os tibetanos, esta é uma excelente oportunidade. Eles estão decididos a tirar proveito deste momento excepcional para fazer com que a sua voz seja ouvida.Quantos deles estão reunidos na primeira hora do dia desta segunda-feira? 200? 300? 400? São 6h da manhã e eles saem do grande mosteiro de Drepung, situado a 8 km a oeste de Lhasa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto de 22 de março mostra monges correndo ao lado de carros incendiados em Lhasa&lt;br /&gt;Em meio ao ruído surdo produzido pelo pano dos seus hábitos vermelho-alaranjado, os monges tomam o caminho que leva até o centro da cidade. Nenhum slogan político é proferido. Os religiosos estão exigindo uma única coisa: a liberação daqueles dos seus colegas que foram encarcerados em outubro de 2007 por terem maliciosamente celebrado uma vitória diplomática do dalai lama. Em Washington, o chefe espiritual dos tibetanos havia então recebido - das mãos de George W. Bush - a medalha de ouro do Congresso americano. Em Drepung, alguns dos muros do mosteiro, como que por acaso, haviam sido repintados de branco no dia que se seguiu a este evento. O desafio silencioso não tinha passado despercebido da polícia chinesa. Os supostos líderes da operação haviam sido presos.Portanto, neste dia 10, os monges estão marchando. A pequena tropa não tarda a se deparar com uma barragem de forças da ordem. Frente ao obstáculo de escudos, os religiosos optam por ficarem sentados no asfalto. O ato pacífico prossegue por algumas horas, até que a assembléia resolva dispersar-se. Naquela altura dos acontecimentos, a polícia se mostra cautelosa. Ela recebeu aparentemente instruções para manter uma atitude de moderação. No crepúsculo, um novo agrupamento de monges se forma, desta vez no centro da cidade. Monges e estudantes afluem para se reunir no centro da Praça Barkhor. Eles vão formando um amplo círculo, segurando-se pelas mãos. Policiais de uniforme ou a paisana também estão presentes, em massa. Seis ou sete manifestantes são embarcados num camburão. O ambiente em Lhasa está ficando extremamente pesado.No dia seguinte, terça-feira, 11 de março, o céu acima de Lhasa continua tão azul como na véspera, daquele azul puro das altitudes himalaias, mas o clima está mais para a tempestade. Monges de Drepung avançam novamente na calçada, galvanizados pelas prisões efetuadas na véspera. Eles são imediatamente seguidos por outros religiosos do mosteiro de Sera, situado a 4 km ao norte da cidade antiga. Estes últimos estão erguendo bandeiras tibetanas. Os incidentes ocorrem no final da manhã, quando a polícia chinesa, que conta com o apoio das forças paramilitares da Polícia Armada do Povo (PAP), decide dispersar os manifestantes por meio da força. Bombas de gás lacrimogêneo são arremessadas, enquanto os monges são agredidos a golpes de cassetete.Na quarta-feira, 12 de março, a tensão, que já é palpável, cresce mais um pouco. Os rumores segundo os quais houve tentativas de suicídio de dois monges de Drepung, que teriam seccionado seus antebraços, deixam as mentes ainda mais febris. Outros monges de Sera teriam iniciado uma greve da fome. Dentro deste mesmo mosteiro de Sera, monges são espancados pela polícia, segundo relata uma testemunha à BBC.Um turista europeu, que costuma visitar a China com freqüência e que estava então em férias em Lhasa, relata que a partir daquele momento o bairro tibetano passa a ser investido pela polícia. "A cada 10 a 15 metros, atravessando o circuito das peregrinações em volta do templo do Jokhang, no meio da rua, uma mesa havia sido instalada com quatro cadeiras, ao lado de policiais de plantão", conta o turista ao repórter do "Le Monde".O Jokhang constitui o coração da Lhasa antiga, um local de santidade suprema diante do qual se prosternam dezenas de peregrinos que não raro vieram dos cantos mais remotos do Tibete. Com as mãos juntadas acima da cabeça, eles se ajoelham, se jogam no chão, repetem as suas genuflexões por vezes sucessivas após terem completado, no sentido sagrado dos ponteiros de um relógio, os dois círculos da procissão circular em volta do Johkang. Alguns dias mais tarde, a tragédia será vivida nos arredores deste templo. No Jokhang, os religiosos estão todos reunidos no primeiro andar, onde eles vivem. Na quinta-feira, dia 13, um deles se debruça numa janela e consegue transmitir para alguns turistas a seguinte mensagem: "Not so good here" ("A situação não está muito boa por aqui"), segundo relata um visitante europeu.Na sexta-feira, 14 de março, a mecânica infernal está pronta para funcionar. Depois dos mosteiros de Drepung e de Sera, é a vez do templo de Ramoche começar a agir. No final da manhã, logo depois da oração, uma marcha de monges começa a se organizar, mas ela é imediatamente bloqueada pela polícia. Os religiosos ficam sentados no chão. Por volta das 14h, o turista entrevistado pela reportagem do "Le Monde" vê dezenas de caminhões militares avançando em velocidade rumo ao bairro tibetano. "Os monges se recusaram a sair do lugar", lhe explica o seu guia. "A polícia então os atacou e os populares reagiram, incendiando um veículo militar". Os "populares", portanto, "reagiram".A grande novidade no processo é que os "curiosos" tibetanos resolvem se jogar de cabeça na briga. Saraivadas de pedras são arremessadas contra os escudos da PAP, que cede diante da força do ataque. Começa então o motim. A multidão em fúria toma conta da Rua de Pequim, a artéria principal que atravessa Lhasa de leste a oeste, e depois se espalha pelas alamedas da cidade antiga.A cólera dos tibetanos, que tomou conta tanto dos laicos quanto dos monges, se manifesta então, alvejando raivosamente tudo o que simboliza dezenas de anos de colonização chinesa. Os amotinados apedrejam caminhões da polícia, concentram os seus ataques contra os escritórios da agência de notícias China Nova, contra os edifícios da segurança pública, o complexo comercial Baiyi, e contra uma mesquita cuja porta principal está em chamas. Eles agridem com violência os chineses han que eles cruzam no seu caminho, incendeiam todas as lojas comerciais que pertencem a não-tibetanos. Uma escura nuvem de fumaça começa a encobrir Lhasa.Em meio a este caos generalizado, os rancores longamente acumulados entre tibetanos e migrantes han ou hui (muçulmanos), que são proprietários da maior parte do comércio em Lhasa, explodem na forma de um ódio desenfreado. O motim adquire um caráter abertamente racial. "Aquilo era um derramamento de violência étnica de natureza a mais desagradável que possa existir", contou James Miles, um correspondente em Pequim da revista "The Economist" e o único jornalista estrangeiro que estava presente em Lhasa naquele dia.Por sua vez, o correspondente da revista semanal alemã "Die Zeit", George Blum, desembarca na cidade no dia seguinte. Ele descobre a extensão dos estragos ao caminhar pela cidade antiga praticamente deserta. Ele fica espantado "diante da amplidão das destruições e das marcas de uma violência tão grande que ela chocou alguns tibetanos, apesar de estes serem profundamente hostis aos chineses". Jovens que haviam participado dos motins bancam os valentes diante deles. Eles exclamam: "Nós lhes mostramos, aos chineses, tudo aquilo que nós somos capazes de fazer..."O motim vai prosseguir até o sábado, 15 de março, em meados do dia. O balanço da destruição é considerável. Segundo as autoridades chinesas, foram recenseados 22 mortos, dos quais a maioria é de "inocentes" que foram queimados no incêndio do seu domicílio. Já, segundo afirmam assessores do dalai lama, cerca de 140 pessoas foram mortas, das quais um grande número perdeu a vida durante a repressão policial que se seguiu às arruaças. Segundo algumas testemunhas tibetanas, 26 pessoas teriam sido mortas somente na prisão de Drapchi. Contudo, não há nenhuma imagem disponível para ilustrar esta repressão sangrenta, ao passo que um grande número de documentos vem comprovar as agressões raciais anti-han e anti-hui. Esta é a grande força da propaganda chinesa.Na sexta-feira e na manhã de sábado, turistas viram veículos blindados de transporte de tropas equipados com canhões circulando pelas grandes artérias de Lhasa. Eles ouviram disparos de armas de fogo, rajadas de metralhadoras. Mas, terão sido disparos de advertência? Ou tiros à queima-roupa? Ninguém sabe, uma vez que os testemunhos dos estrangeiros são auditivos, e não visuais. Por sua vez, alguns tibetanos afirmam terem visto a partir da sexta-feira, vítimas caírem mortas diante deles. "A polícia atirou na multidão com balas reais", relata uma testemunha na Radio Free Asia.A repressão mais intensa veio à tona a partir de sábado ao meio-dia na cidade antiga cercada e interditada, quando as testemunhas foram mantidas à distância. Os turistas estrangeiros foram pressionados para saírem e ficarem afastados. Sabe-se que as operações policiais se multiplicaram, que operações de prisão em massa foram realizadas. Mas as circunstâncias precisas permanecem desconhecidas, assim como o número das eventuais vítimas. Lhasa tornou-se um "cofre hermético" onde é possível imaginar que o pior pode ter acontecido, mas, por enquanto, nada pode ser provado.No meio desta história trágica, um outro mistério, muito perturbador, merecerá ser explicado algum dia. As forças chinesas, apesar de estarem concentradas maciçamente e prontas para a intervenção, terão aguardado por mais de 24 horas antes de "limparem" o terreno empregando os enormes meios à sua disposição. Durante este período, elas deixaram os amotinados saquearem, queimarem e destruírem com toda liberdade. Será porque elas tinham perdido o controle da situação? Será que elas tinham recebido instruções para mostrarem moderação de modo a que fosse evitado um banho de sangue que poderia ser filmado, um "massacre da Praça Tiananmen" tibetano que teria sido fatal para os Jogos Olímpicos de Pequim? Ou terá sido o fruto de um maquiavelismo que consistiria em deixar o caos se instaurar na cidade - nem que fosse ao preço da morte de pessoas "inocentes" - de modo a justificar uma repressão à qual ninguém pôde assistir? A história dos motins de Lhasa, portanto, ainda está por ser escrita.Contudo, as atenções já estão se voltando para outros lugares. Não foi apenas em Lhasa que o Tibete se amotinou. A revolta propagou-se por outras áreas em volta da Região Autônoma, isto é, fora do Tibete estritamente administrativo. Nas regiões de povoamento tibetano do Amdo e do Kham, que estão vinculadas atualmente às províncias chinesas do Qinghai, do Gansu, do Sichuan e do Yunnan, cerca de trinta focos de protestos foram identificados. O universo tibetano, apesar da sua pulverização administrativa e geográfica, reagiu de maneira solidária. Logo em 15 de março, centenas de monges do mosteiro de Labrang, em Xiahe (na província do Gansu), organizam uma marcha pedindo pelo retorno do dalai lama, e acabam esbarrando nos escudos da Polícia Armada do Povo. Muito rapidamente, diversas localidades do Amdo e do Kham também passam a ser os palcos de distúrbios.É difícil determinar com certeza se manifestantes foram mortos pelas forças da ordem durante esses movimentos, além do número das vítimas. Mas, na prefeitura tibetana autônoma de Aba, no noroeste da província do Sichuan, em 16 de março, os protestos degeneraram: tal como aconteceu em Lhasa, comércios chineses, veículos além de uma delegacia foram incendiados. Os registros oficiais não assinalam nenhuma vítima chinesa. Os monges do mosteiro de Kirti conseguiram recuperar os corpos de cerca de quinze tibetanos mortos por balas. As fotos de oito desses cadáveres não tardam a circular no exterior. Trata-se praticamente das únicas fotos que foram feitas da repressão chinesa.Outros incidentes graves são deflagrados em 24 de março em Luhuo (Drango em tibetano), na prefeitura autônoma de Ganzi, no Sichuan. A reportagem do "Le Monde" conseguiu obter o depoimento de um tibetano originário da região. "Foram as monjas as primeiras que saíram para ocupar as ruas, em 24 de março, por volta das 16h", conta. "O seu mosteiro, o Ngyoe-go, fica a uma dezena de quilômetros da principal cidade do distrito. Elas desfilaram gritando slogans que pediam pelo retorno do dalai lama. A polícia armada as bloqueou e as obrigou a subirem dentro de caminhões para conduzi-las de volta até o mosteiro. Depois, foi a vez dos monges do mosteiro de Chokri, mais perto da cidade, descerem até a cidade. Eles foram seguidos por um grande número de aldeões. Os policiais quiseram impedi-los de terem acesso aos prédios da administração. As pessoas cantavam, reclamavam a liberdade para o Tibete e o retorno do dalai lama. Então, confrontos teriam ocorrido. Pedras foram arremessadas em direção aos policiais. Depois, os chineses afirmaram que um policial havia sido morto por uma pedra, mas ninguém viu o que aconteceu. A polícia atirou. Um jovem monge morreu. Um aldeão também teria sido morto, mas, neste caso, não ficou muito claro. Na noite daquela segunda-feira, as forças de polícia se deslocaram até o mosteiro das monjas, obrigaram-nas a ficarem ajoelhadas e prenderam todas elas, exceto as mais idosas".Esses incidentes em Luhuo ocorrem em meio a um ambiente já muito pesado. Da mesma forma que em todos os outros lugares nas zonas tibetanas, as pessoas, nesta região, estão há meses à beira de um ataque de nervos. A perspectiva dos Jogos Olímpicos conduziu as autoridades a endurecerem o seu controle. Ao acompanhar as manifestações nas regiões tibetanas do Sichuan, o enviado especial do "Le Monde" pôde constatar o quanto a população está apegada ao dalai lama. E o quanto era profundo o desespero por vê-lo "vaguear tão longe do seu território", numa idade cada vez mais avançada. Muito antes do levante de março, os apelos por um retorno do dalai lama, que eles emanassem de monges ou de nômades, haviam alimentado uma tensão recorrente.No decorrer da campanha de "educação patriótica" que foi deslanchada em setembro de 2007 em toda a prefeitura tibetana de Ganzi, no Sichuan, os policiais e os oficiais haviam circulado por toda a região, indo de mosteiro em mosteiro, para obrigar os monges a denunciarem o dalai lama. Para tentarem evitar este constrangimento, em Batang, segundo contou uma testemunha, todos os monges partiram "em férias", deixando no lugar apenas o responsável do "comitê de direção democrática" que, dentro de cada mosteiro, tem supostamente o papel de estar às ordens do partido. Quando os oficiais chegaram, este monge lhes mostrou o mosteiro vazio e declarou: "Por que vocês não tentam obrigar militantes hui (muçulmanos chineses) a comerem carne de porco? Se vocês conseguirem, então nós renunciaremos ao dalai lama". A cólera estava crescendo na surdina. Bastou uma centelha em Lhasa para que ela tomasse conta de todas as mentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução: Jean-Yves de Neufville&lt;br /&gt;&lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://www.lemonde.fr/" target="_blank"&gt;Visite o site do Le Monde&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/lemonde/200&lt;br /&gt;&lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/lemonde/2008/04/05/ult580u3006.jhtm" target="_blank"&gt;http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/lemonde/2008/04/05/ult580u3006.jhtm&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4709286379676037387-375753613189600776?l=jigokunosora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jigokunosora.blogspot.com/feeds/375753613189600776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2008/04/semana-que-abalou-o-tibete-uma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/375753613189600776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/375753613189600776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2008/04/semana-que-abalou-o-tibete-uma.html' title='A semana que abalou o Tibete: uma reconstituição'/><author><name>Mauricio Ghigonetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11142929893646405891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/TJq8k8iYPoI/AAAAAAAACl4/kAm6Lt5Q1cI/S220/45380_421725646516_629806516_5317728_5188174_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4709286379676037387.post-5352158785687388629</id><published>2008-03-27T15:47:00.000-03:00</published><updated>2008-03-27T16:38:45.318-03:00</updated><title type='text'>A Crise no Tibet e a Passividade Humana</title><content type='html'>Tudo tem limite e tolerância não pode ser confundida com conivência. Ao mesmo tempo que fechamos os olhos ou olhamos para o outro lado para nossos problemas cotidianos, para o mendigo jogado na rua, para o bêbado atravessando a rua, para a visão grotesca das favelas imundas, para a situação dos presos e das vítimas, também fazemos de conta que as situações longínquas não nos afetam de maneira alguma, ou tendemos a julgar a nosso bel prazer ao que devemos nos importar ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, tivemos o massacre de monges na Birmânia. Todos se revoltaram mundo afora, mas e daí? O que mudou? Nada. Ninguém mais fala nisso. É como se o problema tivesse se resolvido per si, mas sabemos que nada mudou na Birmânia, ao contrário, só piorou, pois o movimento dos monges foi duramente abafado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos uma invasão no Iraque por uma """coalizão""" internacional por causa, antes de tudo, violações de direitos humanos. Ora, ora, o que se passa na África há 50 anos é o que? Mas achacar um país com poderio militar limitado é fácil e conveniente pelo petróleo e pelo controle do poderio bélico na região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e a China? Há anos desde a Revolução de Mao tem sido um polo de desrespeito aos direitos humanos, só que todas as outras nações olham para o lado mais fácil, o outro, o vazio. Desde o início da invasão no Tibet, ingleses, franceses e americanos ignoraram as súplicas do Dalai Lama por apoio e agora vem com pedidos medíocres de moderação.  Se milhares, senão milhões de monges foram assassinados nestes 50 últimos anos, se centenas de templos foram queimados e destruídos, todas as nações do mundo que viraram as costas para o Tibet são responsáveis. A única nação que estendeu a mão ao Tibet foi a sempre compassiva e multi-cultural Índia, que mesmo vivendo seus próprios problemas internos com etnias, revoltas e probreza, acha lugar para ceder espaço aos que necessitam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há um levante no Tibet hoje é porque paciência, mesmo budista, tem limites. A dor tem limites. A angústia tem limites. Um tigre acuado é o pior animal que existe e não adianta vir com chavões de que somos budistas e jamais se esperaria uma atitude dessas de um budista. Ora, faça-me um favor. O presidente americano é cristão e eu jamais esperaria que ele reavivasse as cruzadas medievais em pleno século XXI!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas mesmas nações que viraram as costas ao Tibet quando SS, o Dalai Lama (se escreve com letras maiúsculas e a imprensa cisma em escrever em minúsculas. Papa se escrece com maiúscula, logo Dalai Lama também) são as reais responsáveis pelo massacre atual da população e pelo genocídio cultural sofrido pelo Tibet. A China está fazendo o que sempre fez: o que quer, em nome de seu progresso duvidoso, a base de clonagem tecnológica e economia barata. Estamos alimentando o monstro chinês a cada peça fabricada por esse país que compramos, a cada viagem que para lá fazemos, a cada acordo comercial que é assinado. No fundo, nós todos somos culpados pelo que está acontecendo por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou vendo várias iniciativas de protestos em várias capitais brasileiras, mas nem isso conseguimos fazer direito, não há coordenação, não há rostos. Temos que saber protestar e se todos apoiam a China por causa de sua economia, o melhor protesto é justamente por aí: PAREM DE COMPRAR PRODUTOS CHINESES! Recusem-se a usar marcas que tem suas fábircas na China que de maneira ou de outra financiam o terror no Tibet e em outras regiões. Ora, por que ninguém é oprimido em Hong Kong? Ou em Taiwan? Por que geram lucros para a China. O protesto válido é o protesto economico. Mas para isso temos que ter coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu por exemplo, fiquei anos sem comprar qualquer produto da Nike e da Rebook pois estes compravam matéria-prima de fábricas que "alugavam" crianças para trabalhar nelas em regime de escravidão. Sabe como estas marcas baniram essa prática? Porque pessoas conscientes pararam de compra-las e suas vendas ficaram comprometidas. Hoje a responsabilidade social de ambas está no topo das melhores do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos humanos e como tal tendemos à passividade dos semi-deuses. Prefirimos a paz ignorante do que a sabedoria conquistada.  Posamos de budistas, mas não agimos como tal, porque confundimos tolerancia com permissividade, com passividade e não é nada disso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buda nos ensinou que a intenção é a parte válida da ação e que somos todos seres interrelacionados através de uma teia social tecida pelos efeitos das ações de cada ser humano individualmente. Pois então, tenhamos uma ação definitiva em relação a questão tibetana, atacando a origem e não o efeito.  Se levantar e atirar um ovo num prédio chinês não é protesto, é falta de educação, a ocupação no Tibet tem que ser atingida no seu âmago: a economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nosso presidente que tanto defende as minorias em nosso país, mas se lixa para as minorias dos outros países, reconhece o poder chinês sobre o Tibet por causa dos acordos comerciais entre esses países, nós como consumidores podemos melar isso. É só pararmos de comprar produtos, como brinquedos, relógios, roupas.  Se ao invés de irmos a 25 de Março e alimentarmos a economia chinesa (sim porque, lá não estamos alimentando a nossa), paguemos mais por coisa melhor e ajudamos duas causas, a brasileira e a tibetana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto boicotar as Olimpiadas não é a meta. As Olimpiadas na China são a consequencia e não a causa.  A causa são os que votaram a favor da China, esses sim, são os culpados. Que culpa tem os atletas que já sofrem no nosso país para poderem treinar, muitas vezes com subsídios vergonhosos do COE e do governo? Esses também são vítimas.  Se for assim, temos que boicotar todas os eventos que vão ocorrer nos países que não estenderam a mão ao Tibet, inclusive a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, porque nosso portentoso e intelectual presidente em sua viagem à China, no primeiro evento oficial, assinou um tratado garantindo que o Brasil reconhecia o Tibet como parte integrante da China, logo somos todos culpados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos agir com Materialismo Espiritual em questões desse tipo, estamos lidando com pontos economicos que vão além do valor da vida humana. Convido vocês a conhecerem a realidade africana de Mali, Burkina Faso, Nigeria. São países esquecidos, assolados por guerras civis, justamente porque foram """colonizados""" por europeus que assim que deixaram esses países, as guerras tribais tomaram seus lugares novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto a reafirmar: a cada produto chinês comprado no mundo, estamos pondo uma bala em um fuzil no Tibet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Namo Amida Butsu!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4709286379676037387-5352158785687388629?l=jigokunosora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jigokunosora.blogspot.com/feeds/5352158785687388629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2008/03/crise-no-tibet-e-passividade-humana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/5352158785687388629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/5352158785687388629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2008/03/crise-no-tibet-e-passividade-humana.html' title='A Crise no Tibet e a Passividade Humana'/><author><name>Mauricio Ghigonetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11142929893646405891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/TJq8k8iYPoI/AAAAAAAACl4/kAm6Lt5Q1cI/S220/45380_421725646516_629806516_5317728_5188174_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4709286379676037387.post-1814327607148894198</id><published>2007-10-20T00:00:00.000-02:00</published><updated>2007-10-20T00:06:03.006-02:00</updated><title type='text'>Teto do Inferno....</title><content type='html'>Amigos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicio aqui meu blog, explicando o porque do nome que escolhi. Primeiro, "Teto do Inferno" (Roof of Hell)  é o nome de um site budista que gosto muito e acho que traduz de uma maneira impactante onde vivemos... afinal a terra que pisamos é justamente o "teto" do inferno, que em japonês significa, Jigoku no Sora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse nome significou muito para mim quando ouvi, pois mostra que temos que viver com os pés no chão pois estamos pisando em cima do inferno, em cima de nossas frustrações e sofrimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretendo colocar meus pensamentos gerais aqui, sobre Budismo, cultura oriental, notícias do dia-a-dia  e outras coisas que gosto, como jiu-jitsu e artes marciais, cães, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enjoy!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4709286379676037387-1814327607148894198?l=jigokunosora.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jigokunosora.blogspot.com/feeds/1814327607148894198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2007/10/teto-do-inferno.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/1814327607148894198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4709286379676037387/posts/default/1814327607148894198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jigokunosora.blogspot.com/2007/10/teto-do-inferno.html' title='Teto do Inferno....'/><author><name>Mauricio Ghigonetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11142929893646405891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_g0FdysRtQUU/TJq8k8iYPoI/AAAAAAAACl4/kAm6Lt5Q1cI/S220/45380_421725646516_629806516_5317728_5188174_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
